Greyhawk_Aerdy Os Primeiros Grandes Reinos

Aerdy

A mais bem sucedida união entre Suelitas e Oerid veio do Vale Sheldomar, onde Keoland foi fundada dezoito anos após as catástrofes gêmeas. As casas (castas e clãs) Suelitas Rhola e Neheli uniram-se às tribos Oeridis e juraram proteção mútua ao domínio conjunto de terras da Flanaess a Oeste, um acordo que determinou o curso da história da região pelos próximos nove séculos. De todos os reinos formados nesses tumultuados dias, apenas este ainda sobrevive.

Mais ao Leste, a mais forte das tribos Oeridis, Aerdy, alcançou o Rio Flãmi. Dali, ela se espalhou para todos os lados, conquistando povos nativos e outras tribos imigrantes. Cento e dez anos depois da derrota da última ameaça para a soberania de Aerdy, na batalha do Grande Forte Noturno, o agora líder de Aerdy foi coroado como Imperador do Grande Reino.

Nasran – O Absoluto

O Grande Rei Nasran também criou um novo calendário, e com a declaração da Paz Universal, o sol nasceu no leste no primeiro dia do primeiro Ano Comum (AC). A área imperial de Aerdy se espalhou com fortalezas mais ao oeste do que ao norte em direção as montanhas Yatils. Controlou o sul do Nyr Dyv com uma pequena fortaleza num insignificante posto de trocas conhecido como Greyhawk.

A partir de 213 AC, os grandes reis de Aerdy começaram a relaxar passando a se importar mais com prestígio local e riquezas do que com as tarefas de seus vassalos nas terras distantes. Este período foi chamado de Grande Pesar ou Grande Tristeza. A cada soberano que se passava, era substituído por sucessor mais vago e menos competente, até que as longínquas dependências de Aerdy começaram a declarar independência.

A Vice-realeza (Título dado a reis “vassalos” do império) de Ferrond liderou este caminho, tornando-se o Reino de Furyondy. Outras regiões também se livraram do domínio inefetivo de Aerdy, criando seus próprios governos depois de conseguir vitória em rebeliões.

Em 356 a.c. a dinastia governante de Aerdy, a casa celestial de Rax, tornou-se particularmente decadente. Em resposta a isso, a província ao Oeste, Nyrond, declarou-se independente do Grande Reino e elegeu um dos seus nobres como dominante. Vastas tropas reuniram-se das províncias leais a Aerdy para suprimir este ato imprudente. Desta vez, porém, os bárbaros da península deThillonrian atacaram a Província do Norte do Grande Reino, forçando o Grande Rei a divergir tropas para cuidar de ambos os problemas. Desta maneira, Nyrond facilmente resistiu e triunfou.

O Reino de Keoland então acordou de uma grande “sonolência” no terceiro século, expandindo-se para dominar seus vizinhos. Este império Keoish de curta duração resistiu por dois séculos, até que lutas longínquas e guerras internas o destruíram, e Keoland retornou ao seu pacífico isolamento.

Os Ivid e Iuz

O capítulo negro da história de Aerdy começou em 437 AC. Neste ano, a recém criada casa Naelax assassinou o Grande Rei da casa Rax, inaugurando uma série horrenda de guerras civis conhecidas como “Tumultos entre Coroas”. Em menos de uma década, Ivid I de Naelax foi conhecido como o Rei indisputado de toda Aerdy. Como rumores diziam que Ivid fazia acordos com poderosas entidades malignas, o trono Malachita do Grande Reino ficou conhecido como “O Diabólico”, e uma vez o forte e justo o Império tornou-se um local de crueldade e maldade.

As terras de Flanaess logo ficaram familiarizadas com outra fonte de mal, com a ascensão de Iuz, nas fronteiras ao norte menos aliada a Furyondy. Em 479 AC, um déspota menor nos Monte Uivantes deixou seus domínios para seu “filho”, um ser conhecido como Iuz. Em alguns poucos anos, Iuz conquistou seus vizinhos, criando para si um pequeno reino. Contos de refugiados que iam para Furyondy falavam de um mal sem limites: Iuz estava criando uma estrada de crânios humanos, dos montes Uivantes até sua capital, Dorakaa. Pior, adivinhações e rumores marcavam Iuz como o resultado de uma união entre uma necromante e um demônio; um meio demônio de 2 metros de altura tomado por uma sede de sangue, destruição e conquista.

Lutas políticas em Furyondy preveniram o rei de atuar decisivamente no período, quando o mal de Iuz poderia ter sido eternamente resolvido. Ao invés disso, o lorde do mal floresceu até 505 AC, quando aparentemente desapareceu de Oerth. Na verdade, Iuz estava aprisionado sob o Castelo de Greyhawk pelo arqui-mago louco Zazyg Yragerne, formalmente prefeito de Greyhawk. Na ausência de Iuz, tribos Orcs e seguidores desleais lutaram por controle de suas terras, permitindo que as forças do bem comum descansassem por um tempo.

Três acontecimentos mantiveram Furyondy e seus aliados longe da despreocupação;
Primeiro: Partes do reino sem a liderança de Iuz lutaram e se libertaram do Império, para serem dragados por um mal semelhante, a “Sociedade dos Chifres”.

Segundo: A notória Horda do Mal Elemental cresceu, uma coleção de cultistas e vilões cujo quartel general era um templo ao sul da cidade de Verbobonc. A Horda era marionete de Zuggtmoy, conjugue abissal de Iuz, que a instruiu em técnicas bizarras, por ordens de seu amante ausente. Os membros da horda foram finalmente aniquilados em 569 AC, na batalha dos Prados de Emridy, onde o Príncipe Thrommel de Furyondy liderou as forças de Furyondy, Veluna, Verbobonc, e outros reinos na vitória e destruição do Templo. Aventureiros puseram abaixo uma tentativa de reconstrução do templo em 579 AC.

Terceiro: Seguidores Humanos e Orcs, fiéis a Iuz, tornaram-se fanáticos dedicados a seu lorde ausente. Em pouco tempo, os líderes destes cultos desenvolveram poderes mágicos, dando ignição aos piores medos de Furyondy. Em 570 AC, um guerreiro chamado Lorde Robilar libertou Iuz de sua prisão. Iuz retornou à sua terra, mais poderoso e amaldiçoado do que nunca, com uma Igreja profana liderando suas forças pelo seu nome.

Nuvens de Tempestade

O s anos do retorno de Iuz até as guerras Greyhawk (570 AC – 581 AC) são geralmente vistos em retrospecto sendo o prelúdio dos conflitos que estavam por vir. Várias forças desestabilizaram o cenário, mudando a antiga balança de poder em Flanaess. A mais traiçoeira destas forças foi a Fraternidade Escarlate, uma ordem monástica primeiramente reportada em 573 AC, o mesmo ano em que o Príncipe Thrommel de Furyondy, herói dos Prados de Emrydy, desapareceu sem deixar traços do mundo. Ataques eventuais entre a província sul do que restara de Aerdy e Nyrond tornaram-se um conflito aberto em 579 AC, quando o Grande Rei Ivid V declarou guerra à Língua Dourada (Nyrond, Furyondy e a Liga de Ferro). Embora esta guerra tenha durado apenas até 580 AC, foi suficiente para drenar os cofres e o poder militar de ambos os reinos, deixando-os enfraquecidos quando os conflitos continentais explodiram em 583 AC.

A devastação da Terra do Escudo pelo Reino dos Bandidos e a Sociedade dos Chifres em 579 até 583 AC enfraqueceu a região inteira, deixando a Terra do Escudo em ruínas. Iuz tomou nota e fez uso disto para seus grandiosos planos de conquista.

Contudo uma importante notícia mal percebida tomou lugar em 581 AC, quando um agente de Vecna, “o que murmura” das antigas lendas Flã, matou todos os membros do círculo dos Oito. O círculo agiu como um agente de equilíbrio durante anos, prevenindo a ascensão ao poder de qualquer reino que tentasse dominar Flanaess. Embora o líder do círculo, Mordenkainen e seus companheiros tenham conseguido retornar a vida usando poderosas magias, o grupo estava em desarranjo quando a guerra começou no norte em 582 AC.

As Guerras Greyhawk

Dado o delicado equilíbrio entre o bem e o mal na Flanaess e a natureza tragicamente falha dos reis e tiranos de suas terras, a pergunta não era se uma guerra irromperia, mas sim quando, como e onde isto aconteceria. Em 582 AC, estas perguntas teriam algumas respostas surpreendentes.
Em 582 AC, o deus Vatun apareceu para seus seguidores na península Thillonrian. Lendas antigas prediziam que o retorno de Vatun, desaparecido há alguns séculos atrás, significava o nascimento de um Império bárbaro no norte. Infelizmente, este “Vatun” era Iuz em pessoa, jogando os homens do norte num frenesi de guerra.

Os bárbaros após o feitiço de Iuz ter encantando Sevvord Urso Vermelho, o mestre dos domínios invadiram os Domínios do Punho de Pétreo. A horda combinada então atacou através das cordilheiras do Grifo e através do Ducado de Tenh, que foi rapidamente esmagado. A aliança dos bárbaros logo se corroeu, mas o dano estava aplicado; Tenh e Punhos de Pétreo eram do ‘Antigo’ (um dos muitos nomes de  Iuz). Retornando a sua terra natal, Iuz então conquistou a Sociedade dos Chifres, o Reino dos Bandidos, e a Terra do Escudo em rápida sucessão. Furyondy foi invadida e muito das suas terras ao norte foram capturadas e desoladas. Iuz tinha dominado toda a Flanaess Norte.

Tomando vantagem no caos, Ivid V ordenou as hordas do Grande Reino marcharem, com a intenção de punir seus inimigos por séculos de imprudência. A guerra que se seguiu foi vacilante, em finalidade e conseqüência. Almor foi totalmente destruída; Nyrond foi invadida; Sunndi conquistada. Os nobres do Grande Reino caíram um depois do outro, aterrorizados com seu Grande Rei insano, e sedento por roubar as terras de seus vizinhos. No caos, Medegia foi destruída, e Rel Astra saqueada, ambas pelas forças do próprio Grande Reino. Ivid tentou assegurar lealdade tendo seus generais e nobres assassinados e reanimados em mortos vivos inteligentes (os Karn´Athi), com todas as habilidades que possuíam em vida. Ele mesmo foi assassinado, através da Igreja de Hextor o devolvido a uma “vida” de morto vivo, evento que deu a alcnuha  ao rei de Ivid, o Eterno.

A loucura da Guerra trouxe mais conflitos. Em 584 AC, um meio Orc chamado Turrosh Mak uniu as vis tribos humanóides de Pomarj. As tropas de Mak assaltaram o norte, conquistando várias cidades independentes da Costa Selvagem, e então capturando aproximadamente metade do Principado de Ulek. Os apelos do príncipe Corond de Ulek a Yondale, a raínha élfica de Celene, encontraram ouvidos despreocupados. Celene fechou suas fronteiras até mesmo para seus aliados mais confiáveis, recusando a deixar sangue élfico correr em guerras humanas.

Neste mesmo ano, um grupo conhecido como a Fraternidade Escarlate, se tornou realidade, quando conselheiros em cortes através de toda Flanaess se revelaram agentes da Fraternidade. As Ilhas da Excelência, Idee, Onwal e os Príncipes dos Mares caíram com a influência do signo escarlate, por invasão ou traição. Bárbaros das terras de Hepmona e das Selvas Amedio foram usados para assegurar as terras capturadas. A Fraternidade foi revelada como uma ordem racista e maligna dedicada a preservar a cultura e a pureza do antigo Império Suelitas, sem se importar com as vidas dos outros.

Por três anos, Flanaess inteira viu estandartes de guerra. Nações caíram enquanto outros impérios nasceram. Demônios e maldades dos Planos Externos foram convocados em massa por Iuz e Ivid V, e centenas de milhares de mortais perderam a vida. Finalmente, os combatentes cansados de guerras se reuniram em Greyhawk para declarar paz. O mês da Colheita de 584 AC veria o Pacto de Greyhawk sendo assinado, fixando bordas e declarando o fim das hostilidades.

No Dia da Grande Assinatura, porém, Greyhawk sofreu com uma imensa traição. Rary, um membro do círculo dos Oito, destruiu para sempre seus companheiros Tenser e Otiluke numa grande batalha mágica, e então fugiu. Muitos suspeitam que o outrora Arquimago de Ket desejasse manter os embaixadores de refém, talvez capturando Greyhawk no processo. Ao invés disso, ele e seu seguidor Lorde Robillar foram para os Desertos Luminosos, e formaram seu próprio reino.

Temendo outras traições, as delegações enviadas à cidade rapidamente assinaram o Pacto de Greyhawk. Ironicamente, devido ao local do evento, em breve os conflitos ficaram conhecidos como as Guerras de Greyhawk (embora a cidade mal fora atingida pela guerra).

Maiores detalhes no capítulo 6 referente as Histórias de Flanaess.

Recuperações Recentes

O  “ano de paz” (585 AC) viu pouca tranqüilidade. A Guerra explodiu no Principado de Ulek contra os invasores Orcs de Pomarj, e esforços para recuperar Sterich recomeçaram no Oeste. O círculo dos Oito foi trazido novamente à totalidade de membros e recomeçou a atuar contra cada poder que estes magos viam como tirânicos ou perigosos para o bem estar comum.

No fim de 585 AC, o Rei Archbold III de Nyrond foi quase assassinado por seu filho mais novo, Sewardnt. O Conflito estourou na capital, mas o filho mais velho de Archbold, Lynwerd, ganhou o dia, tomando o trono no verão de 586 AC. Em 587 AC, o rei Lynwerd incorporou a maior parte da arruinada Almor para sua posse, e agora lutaria para manter seu cambaleante reino perante as dificuldades (econômicas e políticas).

No inverno de 586 AC, o Cânone Hazen de Veluna empregou o Cajado de Rao, um poderoso artefato, numa cerimônia especial que baniu de Flanaess quase todos os demônios que aqui habitavam. Criaturas convocadas por Iuz, Ivid e outros caíram vítima deste assalto mágico, que ficou conhecido como a Revoada dos Demônios. O Rei Belvor III de Furyondy rapidamente uniu-se ao Cânone Hazen na declaração da Grande Cruzada do Norte, uma ação militar ambiciosa voltada a recuperar as terras perdidas durante as Guerras de Greyhawk. Pelo fim de 588 AC, as tropas de Furyondy haviam restaurado a nação, assim como Critwall e a ilha Scragholme na antiga Terra do Escudo. A destruição e depravação deixadas pelos agentes de Iuz envenenaram os cruzados. O Rei Belvor então declarou a Guerra Eterna contra o Antigo, comprometendo-se a nada menos do que a completa destruição de Iuz. Investidas contra Iuz vindas de Furyondy e da Terra do Escudo continuam até agora.

As Guerras nas bordas do Império de Iuz queimaram também no Leste. O controle de Iuz sobre o governante dos Punhos de Pedra acabou em 588 AC. Pouco depois, uma guerra de muitas faces começou em Tenh, envolvendo mutuamente forças hostis de Iuz, Stonehold, de Pale, e dos expatriados de Tenh. A guerra segue até hoje.

Imediatamente após a retirada dos Demônios, foi anunciado em Rauxes (capital do Grande Reino) que Ivid V já não era mais o Grande Rei, embora fosse incerto se ele atualmente havia morrido. Conflitos englobaram a capital em questão de horas, enquanto vários dos generais e nobres de Ivid, cheios de raiva e ambição, marcharam sobre Rauxes.

Ninguém pode explicar os eventos que se seguiram, mas a cidade em si logo foi englobada por uma estranha barreira mágica. Poucos se atrevem a se aproximar de Rauxes agora, dado às bizarras forças ancestrais que prevalecem onde agora a cidade permanece em ruínas.

As províncias do destruído Grande Reino se reagruparam, mas agora sob dois poderes mutuamente hostis. Em 586 AC, o Herzog (título de nobreza) Grennel da Província do Norte declarou-se Grande Rei do Norte do Grande Reino. O Grande Rei Xavener I domina o Reino Unido de Ahlissa ao Sul (fundado em 587 AC) de sua capital de Kalstrand. Ambos os líderes gostariam muito de destruir um ao outro, mas problemas financeiros e lutas entre poderes internos forçaram ambos a devotar suas energias na reconstrução de suas tropas e infra-estruturas.

Sunndi, o maior dos sobreviventes da Liga de Ferro, tornou-se um reino em 589 AC.

A Fraternidade Escarlate ganhou muito com as Guerras Greyhawk, mas sofreu da mesma maneira mais tarde. Em 586 AC, o povo de Onwal libertou-se de seus ocupantes, rebelando-se e reduzindo os domínios da Fraternidade para a capital, Scant. Idee foi perdido para Ahlissa em 587 AC, e os domínios dos Príncipes dos Mares colidiu numa sangrenta guerra civil que começou em 589 AC. Ainda assim, as Ilhas da Excelência permanecem sob o signo escarlate, e agentes da Fraternidade espalham-se por cortes através de Flanaess, semeando seus planos malignos.

A Flanaess de hoje permanece nas margens de uma dinâmica nova era. A última década viu guerras terríveis, migrações de refugiados, e a queda e o nascimento de nações inteiras. A exploração de terras estrangeiras está crescendo, o comércio está reaparecendo mais uma vez, e oportunidades de heroísmo (e lucros) são ilimitadas. Flanaess espera aqueles que irão aventurar-se e moldar o seu futuro.

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