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O Resgate do Reino dos Cavaleiros Sagrados, parte II

Para ver a primeira parte, clique aqui.

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Castelo da Rosa Negra, extremo oeste da Mothávia.

Durante os três dias que se seguiram, até a reabertura do portal entre o Plano Material de Crivon e o primeiro nível do Plano Infernal – Avernus, a ordem ficou estacionada no Castelo da Rosa Negra, onde cada um dos CaLuCes teveram interações com os membros que compunham àquela que seria a última das legiões que se destinariam a seguir para os Sete Infernos, com as exceções de Lothar, Zeloth e Zell que haviam partido no primeiro dia.

Eles seriam conhecidos como os “Últimos Insanos”. Compondo a onda final que auxiliaria aqueles que haviam partido nos dias anteriores.

Uma vez prontos para partirem, uma grande comitiva de guerreiros, cavaleiros, clérigos, magos e aventureiros seguiu em peso rumo à floresta aos pés da parte sul da Cordilheira dos Dedos, a divisa natural entre os territórios do Vale do Tormento e o Castelo da Rosa Negra.

portal O Resgate do Reino dos Cavaleiros Sagrados, parte II

O estranho portal.

Ao passarem pela floresta eles chegaram num antigo templo a alguma divindade a muito tempo esquecida e encontraram um grande portal que emanava uma tênue luz azulada que oscilava a medida em que as pessoas se aproximavam dele, exibindo uma imagem distorcida como um reflexo num espelho d’água do destino para o qual se dirigiriam. O portal estava aberto e sem maiores delongas ou titubear, a legião o adentou.

 

Ao chegarem na primeira camada dos Sete Infernos, os CaLuCes perceberam que além daqueles que haviam feito a travessia e aqueles que por ventura sobreviveram lá até a chegada deles, nenhuma esperança de ajuda poderia advir daquele lugar desértico de desolação e destruição.

Eles olharam em volta e viram um ambiente em tons avermelhados, o céu era um misto de vermelho, lilá e salmão que oscilavam entre essas colorações como uma aurora boreal, havia luz advinda daquele estranho céu que era permanente e escaldante.

avernus O Resgate do Reino dos Cavaleiros Sagrados, parte II

O ambiente inóspito de Avernus afetava os heróis.

Uma sensação opressora tomou conta daqueles que eram sensitivos, mas aos poucos, aquela brava gente foi lentamente se adaptando àquela atmosfera seca, quente, pesada e sinistra, enquanto ouviam um lamento constante ecoando no ar, como uma ladainha de sofrimento, a medida que seguiram o caminho rumo a construção que estava abrigando as legiões.

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Markin viu os atormentados lêmures.

No caminho, enquanto passavam paralelamente a um precipício, instigado por sua curiosidade quanto a origem daquela lamúria constante que ecoava ao seu redor, mesmo advertido por Anna, Markin se aproximou da beirada do abismo junto com Rudolf e contemplou milhares de criaturas disformes que eram atormentadas por diabos que os açoitavam e os machucavam, lhes infringindo dor e sofrimento a todo instante, enquanto gritavam em suplício.

Atemorizado e instigado a lutar contra aquela barbárie, sacou seu arco ao mesmo tempo em que Rudolf sacou sua grande espada, para iniciarem um confronto pela libertação daqueles infelizes. Contudo, eles foram detidos pelo clérigo Phramiel Raio de Philaha, que lhes explicou que o destino daqueles que sofriam, havia sido uma opção deles próprios, pois aquelas criaturas eram o resultado da alma mortal que havia sido distorcida pelo mal e banida para os Sete Infernos pela eternidade. Compreendendo as palavras do clérigo, Tinthalion e Steiner recuaram com ele para se reunirem as forças que estavam sediadas numa fortaleza subterrânea, rebatizada de Fortaleza dos Insanos.

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Phramiel Raio de Philaha.

No interior da Fortaleza dos Insanos, eles encontraram o arquimago Zell Relâmpago Ardente, que utilizando ilustrações provenientes de uma pequena nuvem preta oriunda de uma fogueira no centro do grande salão, lhes informou que a localização de Ecnor já era sabida e que muitas tropas haviam sido despachadas para o local, porque eles haviam descoberto que diabo Bel, o Arquiduque de Avernus, estava ciente de que um pedaço do plano material se encontrava ali e estava organizando um grande levante militar para reivindicar o Reino dos Cavaleiros Sagrados para si, pois conhecia o potencial da algo assim em seus domínios. O que demandava aos Insanos, celeridade para uma tomada de atitude rápida para conseguirem penetrar a cidade que estava estranhamente selada por uma poderosa magia divina e adentrarem o Castelo de Lothian.

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Zell mostrou, através de uma ilusão a imagem do Arquiduque de Avernus – Bel.

O arquimago destacou que o pior cenário possível, no caso de os diabos conseguirem adentrar a cidade não só a destruiriam, como escravizariam todos os vivos que eles pudessem pôr as garras, além de garantirem uma forma de fazerem uma travessia em larga escala para o plano material, transformando Crivon numa extensão dos Sete Infernos.

Zell alertou para os recém atravessadores de planos, pudessem agir plenamente, que seriam necessárias algumas horas até que os corpos de todos os que haviam atravessado pudessem se acostumar aquela atmosfera pesada, caso contrário eles seriam dizimados facilmente pelos exércitos infernais, compostos por todo o tipo de diabos residentes daquele lugar.

No entanto, era desejo de muitos daquele grupo partirem imediatamente para encontrarem Lothar e Zeloth que já estavam envolvidos nos embates pela libertação de Ecnor. Alguns instantes haviam se passado na reunião que serviu para pô-los a par dos últimos acontecimentos quando um guerreiro, muito ferido, foi trazido até a presença dos heróis trazendo uma notícia desesperadora.

O Grã-Mestre Paladino havia caído numa emboscada proporcionada pelo diabo Drevinarg o Senhor das Profundezas, servo do Arquiduque de Avernus e um dos generais daquele nível. Ao que pareceu, as legiões infernais haviam cercado a tropa de Lothar numa ravina a alguns quilômetros da localização de Ecnor.

Diante dessa situação extrema, Zell convocou Uther, Azenir, Gryest e Sephiroth para serem o grupo de resgate à Lothar e sua companhia, enquanto Pictro, Phramiel e Noah liderariam e conduziriam a última legião rumo a Ecnor. Como se soubesse além daquilo que Zell havia informado, Lutz recomendou ao arquimago que naquele momento de preocupação, fosse entregue aos CaLuCes e seus aliados o plano para a abertura de Ecnor.

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Lutz percebeu que Zell ocultava algo.

Para Noah, o fato deles formarem um grupo menor atrairia menos atenção, enquanto acontecimentos maiores serviriam como chamariz para as forças de Avernus, facilitando assim a obtenção de êxito naquela missão crucial.

Assim, com um longo suspiro, Zell convocou os CaLuCes e seus aliados até uma sala privativa, onde entregou dois mapas ao líder daquela comitiva (Wenishy), informou o plano e como deveria ser feito: a equipe deveria percorrer um tortuoso caminho pelas desérticas terras de Avernus, seguindo um daqueles mapas rumo ao Rio Estige, fazer a travessia e se dirigir rapidamente a Ecnor.

Ao adentrarem o local, procederiam até o Castelo Fortaleza de Lothian, rumo a Catedral da Justiça Vigilante, abririam a passagem que levaria até as masmorras da catedral, onde eles alcançariam as Catacumbas dos Justiceiros Vigilantes, cujo centro mantém um pequeno santuário onde estaria o único artefato capaz de provocar o efeito necessário para gerar o milagre que salvaria Ecnor, a mítica Lâmina de Tyr que em conjunto com o cabo poderiam interceder pelo milagre que esperavam.

Ao final, ele entregou ao paladino uma empunhadura de espada sem lâmina, finamente trabalhada em aço e lhe disse que aquela era a Chave de Ecnor e ao mesmo tempo o cabo da lâmina que eles deveriam encontrar.

Todos ficaram surpresos com as informações e austeros com a enormidade da responsabilidade que lhes estavam sendo imbuídas. Ao tocar a empunhadura da espada Joshua sentiu um abalo como um enorme peso recaindo sobre seu ser, como se as vidas de seus amigos e de todos que residiam em Ecnor dependessem de suas ações.

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A Wenishy ficou a posição de líder da comitiva que entraria em Ecnor.

Rudolf, com um leve sorriso confiante e Anna com sua seriedade, de suas posições na sala de reuniões consentiram com as cabeças afirmativamente. Tanto Markin quanto Wenishy reconheceram nos olhares de seus amigos um sentimento compartilhado por todos naquele recinto: para onde quer que eles fossem naquele ambiente de desolação, iriam juntos compartilhando do mesmo destino.

Enquanto Noah olhou para Poderkaine e a comitiva que havia sido formado contemplativo, Tyla e Galahad o olharam com um sentimento de compaixão e admiração, enquanto Markin se dirigiu até o amigo de longa data, depositou a mão sobre seu ombro, como que compartilhando do mesmo sentimento do aliado e, por fim disse:

– Não se preocupe meu amigo. Seu fardo terá muitos ombros para compartilhá-lo, a começar pelo meu!

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Tinthalion confortou o amigo.

Para ver a continuação, clique aqui.

Criação e elaboração: Patrick, Bruno Santos, Aharon Freitas
Fonte da imagem da capa: acervo pessoal – desenhista: Shin;
Fonte de imagens: acervo da internet.

O Resgate do Reino dos Cavaleiros Sagrados, parte II
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1 Comment

  1. Mais uma excelente passagem, rica em detalhes. Excelente Patrick, continue assim, ansioso para o próximo trecho.

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