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Aventuras em Crivon, Crivon

O Resgate do Reino dos Cavaleiros Sagrados, parte IV

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caronte O Resgate do Reino dos Cavaleiros Sagrados, parte IV

A declaração de Caronte deixou alguns confusos.

Olhando os semblantes preocupados dos membros daquela comitiva e quebrando o clima pesado instaurado pelo Barqueiro, Zell falou de forma descontraída:

– Não se preocupem com o que o Barqueiro lhes disse, pois, o poder de Chronus não o afeta, já que para ele o tempo é inexistente. Mas tomem cuidado e sejam prudentes dentro do possível que seus espíritos honrados e destemidos lhes permitirem, pois aqueles que aqui perecerem, nunca mais existirão. A morte lhe será definitiva, não importa se for mal ou bom.

Glorfindel_MagaliVilleneuve-1 O Resgate do Reino dos Cavaleiros Sagrados, parte IV

Ao ouvir isso, Markin sentiu um estranho frio na barriga.

A medida que seguiram por aquele tortuoso deserto rochoso avermelhado, onde era possível visualizarem gêiseres, que expeliam vapores espessos de tempos em tempos, tornando a sensação de calor e abafamento ainda mais intensa, eles se deram conta que a luminosidade do lugar modificava em nada.

Com um sol eterno que não aparecia, mas se manifestava presente a todo instante, com seu calor causticante e sufocante. A sensação de opressão e desesperança pareceu acometer a Esmeralda e Garibaldi, contudo, o fato era amenizado pela presença de Wenishy e Galahad, cujas auras e palavras de confiança e incentivo, traziam alento aqueles intrépidos aventureiros.

Em determinado momento, perceberam que a sede que sentiam a todo o instante parecia não ter fim. Quando suas reservas de água pareciam acabar, Markin, que desta vez, como batedor do grupo, seguiu a frente com Garibaldi, divisou a quilômetros de distância, com sua aguçada visão élfica, uma cena que o fez inconscientemente transformar seu semblante de euforia, por uma boa descoberta, num grito de desespero, para a surpresa de seu companheiro batedor que somente pode como reflexo abafar o grito do aliado e puxá-lo para baixo.

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Markin se assustou com a imagem que viu.

Markin S’man, recompondo-se do susto, porém visivelmente amedrontado, rogando aos céus para que ninguém o tivesse ouvido ou visto disse o que tinha visto ao atônito aliado:

– Nosso destino está muito próximo Gérard! Ecnor está a nossa frente, a poucos quilômetros daqui, suponho que numa marcha rápida poderemos alcança-la. Todavia, entre três grandes nuvens de poeira, igualmente as tempestades que ocorrem na Torkânia, visualizei duas grandes hordas malignas que seguiam ao encontro uma da outra, maiores do que qualquer esperança de vitória poderiam suplantar.

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Gérard Garbaldi.

Garibaldi apurou sua vista, porém, viu vagamente as hordas e acreditando em seu companheiro de observação, decidiu que deveriam retornar para informar os outros.

Ao reencontrarem seus amigos e relatarem suas observações, Wenishy alertou que deveriam marchar a toda velocidade, pedido ao arquimago que os ajudassem com algum encanto que os desse uma chance de passarem sem serem notados.

Zell consentiu a solicitação do líder, primeiramente lançando uma magia para acelerar os passos de todos e pedindo para que se unissem em torno dele e dessem as mãos, conjurou em seguida uma poderosa magia de invisibilidade, alertando para a possibilidade de que algum diabo poderoso poderia vê-los, fato que os pressionava a serem ainda mais rápidos na marcha.

E assim cada membro do grupo seguiu orando intimamente a cada um dos deuses adorados por eles, rogando-lhes proteção, naquela corrida mortal, ante aquela conjunção de forças infernais. Enquanto corriam, Wenishy pensou brevemente sobre os destinos de Tyla, Anna e Esmeralda, caso elas caíssem nas garras daquelas criaturas e dirigiu todas as suas orações a elas.

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Joshua se preocupou com as jovens Tyla e Esmeralda.

A medida que se aproximavam, tentando se distanciar das hordas, Anna alertou seus companheiros para o fato de ter percebido que as criaturas pareciam ignorá-los, dirigindo-se firmes em disparada, correndo ao encontro umas das outras de forma imperiosa e hostil. Foi quando Zell, conseguindo discernir aquela cena, lhes dirigiu um sorriso forçado e disse:

– Esse é um daqueles momentos em que uma notícia é ao mesmo tempo uma excelente e péssima!

Companheiros de comitiva, estamos diante de uma extensão da épica “Guerra Sangrenta”, onde diabos e demônios disputam a hegemonia entre os Sete Infernos, o Abismo e toda a criação.

Acredito que os demônios provenientes do Abismo, sabendo da presença de Ecnor, devem ter feito a travessia de seu plano para cá, com o intuito de utilizarem nosso reino em prol de seus propósitos pérfidos para a destruição de tudo o que conhecemos.

Agora temos que orar para que eles se destruam e que os sobreviventes desse encontro titânico sejam os adversários de nossa Falange de Insanos.

Dito isso, o grupo seguiu a toda velocidade, enquanto as criaturas iniciaram uma batalha titânica, cujos gritos inumanos e estrondosos, assustariam até ao mais valente paladino.

Após alguns minutos de corrida, o grupo começou a diminuir o ritmo, enquanto divisaram as muralhas de Lothian a poucos quilômetros de distância. Porém, quando estavam muito próximos, perceberam que haviam alguns diabos de espinho sobrevoando a área, como se vigiassem o perímetro.

Apesar de voarem, eles aparentemente pareciam impossibilitados de acessarem o interior da cidade por conta de um grande domo que impedia a vista do interior da cidade e repelia as tentativas de acesso das criaturas.

Além dos diabos de espinhos, haviam outros, que mais pareciam cactos ambulantes, estavam no solo, nos entornos da muralha e pareciam forçar a entrada pelo Portão do Paladino, principal acesso a cidade, mas eram igualmente repelidos por uma força invisível que os impedia de abri-lo, apesar da persistência deles.

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Lothian estava bem a frente dos heróis

Notando que o combate era iminente, Joshua pediu que o arquimago criasse alguma distração, enquanto eles se aproximariam o bastante para um confronto direto com as criaturas no chão. Zell informou que faria o ordenado, porém, declarou que assim que agisse o efeito da invisibilidade acabaria, marcando o início da ação de todos.

Assim que deixou o grupo, tornando a todos visíveis novamente, Relâmpago Ardente lançou contra os alvos aéreos um feixe elétrico que se tornou uma rede, que ao se expandir se transformou numa poderosa e larga corrente de relâmpagos. Após um retumbante estrondo, retirou do ar muitas daquelas criaturas, mas atraiu a atenção de outros que estavam em terra. Percebendo que o arquimago viria a ser um alvo em terra e de que precisaria de proteção, Poderakaine destacou Anna para sua defesa.

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Zell utilizou uma corrente de relâmpagos para abater os diabos alados.

Em seguida, ocorreu o confronto dos diabos contra os intrépidos heróis, que foram abrindo caminho através da combinação das forças de Rudolf, Wenishy e Galahad, utilizando suas habilidades, armas e companheirismo.

Eles perceberam que as criaturas pareciam agir em coordenação, se utilizando de tática e astúcia, como uma legião treinada, porém, eles não se importavam uns com os outros, como ocorria com a comitiva de amigos, que se detinham protegendo ou curando uns aos outros, esse foi o fator que se mostrou o verdadeiro diferencial para os heróis e o que lhes garantiu a vitória ao final do confronto.

Ao perpassarem aqueles vigias, eles alcançaram o Portão do Paladino, um magnífico e gigantesco portal feito de aço grosso cujas histórias dizem que havia sido um presente do povo anão de Dalagarth.

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O Portão do Paladino, entrada principal para Lothian.

A obra continha imagens que retratavam símbolos de Ecnor, ao ser tocado por Wenishy, a peça emanou uma tênue luz azulada, como que reconhecendo um de seus concidadãos ou pronta para fulminar algum invasor desavisado. Sem delongas, o paladino utilizou a Chave de Ecnor para abrir o portão, o que fez com que a luz sumisse e abrisse lentamente uma de suas abas.

O Portão do Paladino se abriu para os heróis
Enquanto todos observavam extasiados a cena e se preparavam para atravessá-lo, uma sinistra e poderoso voz foi ouvida, vinda da retaguarda deles. Markin, com seu arco em punhos e Anna com seus bumerangues, perceberam que alguma criatura os estava observando ao longe e pareceu pousar com um abafado estrondo, atrás do grupo, estando provavelmente invisível.

O ser lentamente foi revelando sua forma, desfazendo sua invisibilidade. Envolto numa pequena nuvem de fumaça com um forte cheiro de enxofre, revelando uma terrível e mórbida criatura com grandes chifres e asas de morcego, portando um tridente negro, com pontas fumegando como ferros em brasa, seus olhos vermelhos, brilhavam em cobiça, enquanto exibiu com sua tristonha e mal-encarada face, que mais parecia uma horripilante carranca diabólica, com um estranho contorcionismo facial que fez sua cara passar de um sincero desdém para um insidioso sorriso de contentamento.

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Um Diabo de Chifres surgiu.

À medida que duas dezenas de diabos com estranhas barbas tremeluzentes e portando grandes lanças também se materializavam a sua volta, enquanto um pequeno diabinho com um ferrão em sua cauda, aterrissou em seu ombro esquerdo, o grande diabo, apontando na direção dos heróis, fim disse ao grupo em seu estranho idioma:

– Devo vos agradecer pela grande generosidade que nos favoreceu, ô intrépidos e destemidos heróis mortais! A abertura do portal era tudo o que nosso senhor Bel mais queria que finalmente realizassem em sua presença mortal neste plano.

Agora nossos anseios serão saciados, pois ao trespassarmos esta passagem, poderemos anexar o plano de Crivon aos nossos domínios, subvertendo-o ao nosso controle e garantindo uma grande vitória contra as demais forças que se opõe a nós na Guerra Cósmica.

Sendo assim, vos agradeceria se depusessem vossas armas e nos deixassem passar. Em troca, vos garantais que nem eu e nem meus soldados vos matareis por essa benesse. Se oponhais e percebereis que minha generosidade tornar-se-á um amargo fel que os levará a ruína se não a algo ainda pior que a morte.

Sem titubear, o grupo se lançou no confronto contra os diabos, na batalha que ficou conhecida como a Batalha dos Paladinos Invasores. Numa luta difícil e terrível que marcou o primeiro dos grandes confrontos daquela comitiva.

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Diabos barbados surgiram para confrontarem os heróis. by_willdan

Para ver a continuação, clique aqui.

Criação e elaboração: Patrick, Bruno Santos, Aharon Freitas
Fonte da imagem da capa: acervo pessoal – desenhista: Shin;
Fonte de imagens: acervo da internet.

O Resgate do Reino dos Cavaleiros Sagrados, parte IV
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