Orbe dos Dragões

Cenários, Aventuras e Sistemas de RPG

Aventuras em Crivon, Crivon

Ossos do ofício, 2ª parte

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Personagens envolvidos:
Astanis Elendil (Adryan Thanar) – alto elfo – mago

Elendil encontra Porus

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Astanis Elendil

Seguindo para a Estalagem & Taverna a Besta de Cleer, ele foi ao encontro do dono do estabelecimento, que o interpelou sobre seu escudo, mas o elfo solicitou dele uma audiência.

O corpulento proprietário, o levou até uma dispensa, onde ficavam mantimentos como grão e uma adega com muitas bebidas, uma mesa ao centro com um porrete, um dente e uma mancha de sangue seco, revelaram ao eldar que o local além de servir para reuniões poderia servir para outras ações menos civilizadas, levando-o a se preocupar com o que diria naquele momento.

A conversa se revelou amistosa a partir do momento em que Elendil começou a contar a verdade, ocultando alguns detalhes que passaram desapercebido pelo aventureiro aposentado, e as descobertas que fizeram sobre o escudo.

Ao final, Cleer propôs ao mago que caso o mapa levasse a algum tesouro que ele ofereceria uma parceria e patrocínio, em troca de uma parcela do que fosse encontrado, uma vez que isso somente seria possível graças ao seu mapa no escudo, ao que o elfo em nome de seu grupo declarou um acordo feito.

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Jhonston Cleer, dono da taverna.

Quando o ex-guerreiro ergueu a mão em sinal de acordo para o elfo e eles apertaram as mãos, o estalajadeiro puxou vigorosamente o mago para próximo de si sobre a mesa e disse:

“- Se estiver pensando em me enganar, o próximo dente que encontrarão sobre essa mesa, será o seu!” E deu um sorriso, soltando-o em seguida.

Cleer ofertou para Astanis um de seus vinhos, pegou um de seus melhores e lhe deu.

O elfo saiu para tratar de sua hospedagem, que ficou em torno de 5 peças de ouro mais 5 peças de prata por acomodações de luxo e café da manhã por uma semana, subindo em seguida para descansar, após ter interpelado a estalajadeira filha de Cleer (Sindel Cleer), sobre como chegaria a mansão de Porus, sendo-lhe informada a direção da Ala Oeste da Cidade, para lá chegar numa mansão que claramente se destacaria e seria encontrada, passando-lhe as demais descrições. O elfo agradeceu e se recolheu.

No dia seguinte, conforme combinado com seus companheiros de aventura, Astânis dirigiu-se até a Mansão de Alberto Porus, visitando-o pela manhã, dia seguinte a missão entregue pelo prefeito Antonio ao Sgt. Domeracliff.

Lá chegando, percebeu que haviam 4 guardas rasos da Guarda de Cobre na entrada da mansão, vestindo corseletes de couro, dois portando espadas curtas e outros dois com espadas longas, lanças e escudos médios de madeira. Utilizando seus colegas como referencial de força combativa, identificou o porte deles como sendo inferiores ao de Lutz.

Quando começou a se aproximar, viu um homem saindo da residência, com porte altivo e similar ao de seu aliado humano (Lutz), mas esse tinha a pela escura como o ébano, olhos castanho claros, cabeça raspada, vestindo cota de talas, besta de mão no coldre de seu cinturão e uma espada larga nas costas, ele foi identificado pelos guardas como sendo Mundro. O guerreiro olhou para Astanis que o cumprimentou, ao que ele respondeu e saiu em uma direção.

Ao se aproximar dos guardas da entrada da mansão, foi recebido por uma deles que somente o autorizou a entrar para uma audiência com Alberto, mediante o pagamento de 3 peças de prata, como suborno, sendo levado em seguida a presença do mestre dessa companhia de mercenários, lhe sendo alertado que seria cobrado por ele um valor pela visita.

No interior da residência, ele percebeu detalhes importantes: 6 cavalos prontos para eventualidades, construções auxiliares (um celeiro e casa dos serviçais); um número de guardas que a protegiam, percebendo um total de 9 deles da entrada ao interior da mesma; detalhamento do interior da mansão, vendo um hall de entrada, salão de festas, corredor de quartos, ante sala que levava ao gabinete e o gabinete de Alberto Porus, sendo que em cada um desses locais ele pôde perceber o luxo e a ostentação, vendo tapeçarias de animais, prataria, móveis de madeira bem feitos e até arte e mobília élfica; não lhe foi possível explorar demais setores da casa.

No gabinete de Porus, ele percebeu tapeçarias de animais mortos (fato que lhe deu asco), um grande divã, acolchoado de veludo com algumas manchas, um baú de madeira num canto da sala, um grande escudo metálico atrás do conselheiro, onde estavam duas machetes e uma espada larga e uma bela mesa de mogno bem polida, onde muitos documento se amontoavam.

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Alberto Porus

Foi recebido por um homem corpulento, com um largo sorriso e um pedaço de frango em uma mão, mas com alguns traços de que fora um forte guerreiro no passado, ele o recebeu perguntando-lhe que negócios traziam um elfo a cidade, mas retratou-se rapidamente, dizendo-lhe que era automático perguntar, no entanto isso não era de sua conta.

O alto elfo informou que seria um herborista e que procurava proteção para ingressar na Floresta Haphirion em busca de algumas ervas especiais e que não dispunha de muitas moedas de cobre para pagar pelo serviço, perguntando se poderia pagar em outro tipo de moeda.

Porus riu e lhe disse que a guarda tinha esse nome pois na sua fundação a mais de 30 anos atrás os pagamentos eram feitos nesse tipo de moeda, mas que as coisas tinham mudado, apesar de ter tentado mudar o nome da companhia, não foi possível devido ao costume ter se solidificado entre as pessoas.

Alberto analisou a situação não desconfiando de Astanis, e informou que seria necessário o número de 4 homens, sendo 1 mateiro, para escoltarem o pretenso comerciante pelos arredores do Condado de Falcorn e essa contratação custaria o total de  1600 peças de prata por 3 combatentes e 1 mateiro por 7 dias, com valor acrescentando em 4 vezes devida a atual situação de insegurança vivida pelas cidade, já que essa empreitada levaria para o sul, justificou a tarifa pelo fato da contratação envolver grande perigo e a questão de ser necessário criar saldo para as famílias dos mercenários.

A contratação também teria ser feita com 7 dias com antecedência, para poder selecionar e reservar  homens para o serviço, que para Elendil significou que esses mercenários não estavam disponíveis de imediato.

Durante o cálculo do valores, o elfo viu uma ordem do prefeito para contratação de 15 guardas para alguma finalidade que ele não pode ler, devida a confusão da documentação que foi toda puxada para dentro de uma grande gaveta de sua mesa.

Astanis, fazendo-se de preocupado com rumores sobre o bandoleiro Darun, perguntou a Alberto sobre ele, ao que o mesmo mostrou-se desconfortável em falar sobre o assunto, mas revelou que o alto elfo, um forasteiro, não precisava se preocupar com o fora da lei, pois não se tratava de um bandoleiro, mas sim de um rebelde que estava contra o atual Reino de Almekia, por razões aparentemente políticas. Ele revelou que no passado eles haviam trabalhado juntos no exército e que Darun fora um bom homem, mas que agora em posições distintas, Porus poderia facilmente ser ameaçado pelo rebelde. Ainda assim, falou que o destino de alguém como ele seria a morte.

Não tendo mais assuntos a tratar, ambos se despediram e o elfo pagou-lhe 3 peças de outro pela consultoria. Sendo que em nenhum momento Astanis disse seu nome ou se revelou e também não foi interpelado por Porus para isso, que lhe disse ser fácil encontrar o único alto elfo da cidade.

Na saída da casa de Alberto, no corredor dos quartos, ele se encontrou com um homem igualmente corpulento, vestindo trajes negros com bordas pratas e uma corrente prateada no pescoço, portando uma espada bastarda, ele tinha uma olhar penetrante e assassino. Andou a passos largos, pesados e com pressa, como que vindo na direção dele, tentou intimidá-lo, fazendo com que o guarda que acompanhava o elfo recuasse para uma das paredes do corredor onde estavam, passando por eles rumo ao gabinete de Alberto.

Ele  descobriu com o guarda, que o acompanhou até a saída, que ele era irmão de Alberto, um homem chamado Roberto Porus.

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Roberto Porus

Para Astanis Elendil, Alberto Porus era inocente da acusação que lhe recaiu e o Conde Antônio tinha algo a esconder. Ele partiu à casa de Domeracliff para passar suas impressões ao grupo.

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Pontos de experiência por missão de espionagem:

1- Astanis (missão solo, de espionagem, delegada por seu grupo para reconhecimento da Mansão de Alberto Porus, concluída com êxito) – 300 ptos

Criação e elaboração: Patrick, Aharon Freitas, Bruno Freitas e Brunos Santos,
Fontes de imagens: internet
Fonte da imagem da capa do artigo: autoria de Shin

Ossos do ofício, 2ª parte
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1 Comment

  1. Essa foi uma missão nada convencional.

    Movido pela curiosidade das relações entre os homens, sua cultura e política, Astanis se propôs a realizar essa missão de reconhecimento e espionagem.

    As palavras escolhidas no momento da conversa com Alberto Porus foram muito bem cuidadosas. O elfo dourado sabia que qualquer vacilo poderia lhe custar a vida.

    Certamente ter passado por isso trouxe mais confiança e conhecimento sobre a cultura dos homens das Terras de Brigstone.

    Astanis confirmou a suas suspeitas. O surgimento do Reino de Almekia, após as guerras entre os maiores reinos do continente, certamente trouxe uma herança esperada: tanto grupos de rebeldes separatistas e nacionalistas quanto os oportunistas e aproveitadores, como mercadores gananciosos e mercenários.

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