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Personagens envolvidos:
Astanis Elendil (Adryan Thanar) – elfo dourado – mago
Domeracliff – anão da colina – clérigo de Moradin
Lutz (Fiohorn) – humano brigstone – clérigo de Sta Alis
Sigurn BlessShield (Toldekan) – anão da colina – guerreiro

Atitude inesperada

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Mansão dos Porus

Enquanto Dom e Sigurn conversavam sobre o atitude que logo teriam de tomar. Lutz chegou, informando sobre sua impossibilidade de atuar dando auxílio aos aliados, ao que gerou uma situação de desconforto entre ele e o anão acólito de Moradin, que interpelou o acólito de Santa Alis sobre o que impediria sua ajuda ao grupo, ao que Lutz respondeu ter sido uma ordem de seu superior e definitivamente uma ordem política, no entanto o anão não se convenceu da resposta. Ainda assim o humano informou ao grupo sobre o progresso do mapa.

Tempos após, por volta de meio dia, Astanis chegou a residência, para o alivio dos presentes. Ele então comentou sobre sua missão e impressões com o grupo, que o escutou atentamente.

Ao final, de posse das preciosas informações do elfo, eles decidiram ir a Mansão de Porus, convencendo-o a sair de casa e os acompanhar, evitando assim conflitos. Assim, o grupo se dirigiu até a residência de Porus.

Ao chegarem lá se identificando, foram abordados por um dos guardas que convocou Mundro para lidar com eles. Ao ver a identificação de Dom, Sigurn e Astanis, que estava envolto em mantos procurando se ocultar da melhor maneira possível, o guerreiro solicitou que deixassem suas armas e entrassem para irem até seu líder, o que foi negado pelo grupo, sendo solicitado por eles que Alberto saísse e os acompanhasse até a Casa da Guarda de Falcon. Mundro então leva a ordem de Dom e alguns minutos após, retorna com Porus, que estava com um pedaço de frango numa das mãos, desarmado, ele falou:

“- Claro que não queremos um conflito, ainda mais numa situação como a que nos encontramos. Irei com vocês, mas com a ressalva de que isso é um abuso!”

Assim Alberto Porus seguiu com o grupo até a Casa da Guarda, levando apenas Mundro como guarda-costas.

Domeracliff interroga Porus

Quando chegaram na Casa da Guarda, verificaram que ela esta desguarnecida. Sigurn interpelou um dos vigias sobre o fato e ele respondeu que se devia ao alerta de invasão. Sendo que Dom levou Porus, que foi reconhecido por um do vigias e trocou afabilidades com ele, para o gabinete para começar com ele um diálogo, com o propósito de saber o que o levou a estar naquela condição. Porus ordenou que Mundro aguardasse do lado de fora da construção.

Estimulado pelo Sargento Domeracliff, Porus iniciou sua fala (estava mais para gritaria, podendo ser ouvida por Astanis e Sigurn do lado fora) reafirmando que aquilo era uma abuso praticado pelo prefeito, que segundo ele vinha agindo de forma estranha a 9 meses. Para ele aquilo era uma perda de tempo, num momento crítico para a cidade, e entre muita coisa que argumentou com Dom, disse:

“- Como eu, o conselheiro responsável pela segurança da cidade poderia ser um traidor, logo eu que tenho negócios estreitamente ligados com a integridade e bem estar desta cidade, que foi onde nasci e me criei? Eu conheço todo mundo Don. Conheço você, conheço cada um de meus mercenários, suas famílias e o mais importante: me importo!” Continuou dizendo: “- Agora se pergunte, como um Conde pode mandar prender um de seus conselheiros? Nós que somos os responsáveis por mantê-lo na linha, poderíamos estar sujeitos a sua lâmina? De que adiantaria um Conselho apaniguado ao Conde, com medo de suas ações? Essa ordem de prisão teria de vir de Almekia, do próprio Rei! Eu só vim aqui, porque foi você quem foi me buscar Domeracliff. Só sinto pelo papel que o nosso Conde lhe deu. Mas sob que circunstâncias eu foi considerado traidor?”

O sargento respondeu:

“- Essa informação não me foi dada, esperava que você me esclarecesse a situação!”

Gargalhando, o Conselheiro Porus se conteve retratando-se:

“- Desculpe Dom, não estou rindo de você, mas sim da situação em que você foi colocado. Então lhe foi dada uma ordem e cegamente vocês a foi executar, sem nem ao menos verificar as provas que validavam ela? Pessoas como você, leais ao extremo são raras nesse mundo Dom, isso eu valorizo.” Ele continuou: “- Pelo que vejo, não existem provas sobre mim…”

Dom interpelou:

“- Mas onde estão as provas do que você disse sobre o Conde, de que ele tem agido de forma estranha? Fale sobre isso.”

Porus parou por um instante e disse:

“- As provas meu caro Dom, estão a mostra para todo mundo ver meu amigo. A quanto tempo você não fica cara a cara com o poderoso Alderone Timberdale, que só tem ficado cada vez mais distante da cidade? Por que é que num momento como esse as proteções de Mardan estão mais fortalecidas, quando precisaríamos de cada soldado nas ruas? Já se perguntou por isso? Agora o poderoso Alderone esta desaparecido, sabem os deuses onde… Sabe qual é a diferença principal entre mim e o Conde? É que enquanto ele se importar com ruínas, eu me importo com essa gente! Eu vim da lama, assim como eles, lutei e venci, por isso gosto de esbanjar, não tenho cerimônias pois batalhei para isso, não nego, gosto de comer e de transar, porque dou valor a minhas vitórias e entendo o povo, todo mundo quer isso, inclusive você.”

Dom se manteve impassível, ao que ele finalizou, levantando-se:

“- Bem Dom, como percebo que essa prisão não esta adequada e como não há provas presentes para manterem aqui, acredito que nosso diálogo termina aqui! Estarei aguardando em minha residência, se mais alguma coisa me for dirigida.”

Em seguida, bateu na mesa e saiu do recinto, passou pelos aliados de Dom, sem ser impedido.

Astanis e Sigurn, que viram a saída de Porus, adentraram o gabinete e perguntaram a Domeracliff o porque de não o ter impedido, ao que o anão rebateu dizendo-lhes que o conselheiro tinha razão, eles não tinham as evidências para mantê-lo preso. Informando que haviam ouvido a tudo, seus aliados opinaram em relação a Porus favoravelmente, pois acreditavam que ele estava certo e que a ação do prefeito foi arbitrária.

Dom, como que lembrando-se de algo muito importante, virou-se para seus amigos e disse:

“- Deixemos isso para uma outra hora, agora temos algo mais importante para fazermos. Temos que verificar o que ocorreu com as tropas de ontem, o porque de não terem regressado até agora.”

E assim o grupo pega uns pôneis e cavalo e partem rumo ao sul de Falcon, pela Estrada do Rei ao encontro dos 60 cavaleiros enviados para deter um pequeno destacamento orc.

O acólito e seu mestre

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Igreja de Sta Alis em Falcon.

Ainda abatido por não poder participar da missão que consistia em prender Alberto Porus, Lutz saindo da casa de vagou lentamente rumo ao Templo da  Valentia, percebendo a movimentação da cidade, que mesmo sob estado de tensão, tentava dar continuidade a sua vida cotidiana.

Ao chegar ao templo, foi ao encontro de Frei Nero, encontrando novamente Lady Soleine ao lado dele, debruçados sobre o mapa. Lutz começou a informar sobre o que ocorrera, no entanto durante sua fala, percebeu que Nero estava desconcertado, tentando mudar de assunto para que a também conselheira não percebesse do que se tratava. Blant entregou o escudo ao acólito dizendo-lhe que poderia devolvê-lo a seu dono.

Constrangido por deixar o tutor em apuros, sob o interrogatório da arcana que queria saber mais sobre o assunto que cochicharam, ele guardou o escudo em seus aposento e deixou o templo, direcionando-se para a Casa da Guarda.

Chacina na Colina

O grupo reunido com a chegada de Lutz, partiu em comitiva, para encontrarem vestígios ou se unirem ao confronto contra os orcs, do qual 60 cavaleiros foram destacados sob a liderança do segundo sargento Alfeu Timberdale.

Após passarem algum tempo se deslocando, o grupo pôde observar que alguns cavalos estavam na estrada, um exame mais de perto por parte de Sigurn identificou que se tratavam de montarias de Falcon, fato que deixou o grupo preocupado. Astanis prontamente utilizou uma magia para protegê-lo contra ataques e o grupo seguiu tenso até chegarem a uma colina, onde puderam constatar aqui que temiam: um campo de batalha, onde aparentemente todos os guerreiros de sua cidade haviam sido mortos.

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O massacre na colina

Haviam corpos de orcs e worgs, mas a quantidade de corpos do guerreiros de Falcon era maior, como que se tivessem sido vítimas de alguma trapaça que desconheciam.

Diante daquela cena, mesmo receosos de confrontarem remanescentes orcs, o grupo procurou por sobreviventes, estavam quase desistindo quando uma voz familiar chamou a atenção de Domeracliff: era Alfeu, agonizando de um golpe profundo em seu peito, ainda assim, Lutz tentou curá-lo, mas ambos os acólitos perceberam que sua condição estava além de qualquer cura, mesmo assim o moribundo sargento conseguiu proferir as seguintes palavras para Dom, que apoiou com uma mão sua cabeça e com a outra segurou sua mão:

“- Gru… Grum… Grumi…”. Morrendo em seguida.

Sigurn acabou topando com um possível sobrevivente, que estava inconsciente. Analisado pelos clérigos, percebeu-se que apesar de inconsciente, ele estava bem vivo. Os presentes colocaram os corpos de Alfeu e do soldado desacordado num cavalo.

Procurando por indícios que indicassem a direção da horda que deflagrou aquela chacina na colina, Sigurn não conseguiu concluir a direção, no entanto Dom, acreditando em sua habilidade para discernir a direção tomada pelos orcs, chegou a conclusão de que eles haviam tomado rumo à Falcon, alertando seus aliados. Demonstrando apreensão e certa dose de pânico, ele montou seu pônei e seguiu com seus aliados a sua retaguarda e foi a toda velocidade.

No caminho, Sigurn destacou que ainda não viam indícios da passagem do orcs, no entanto Dom deu de ombros e prosseguiu até avistar as muralhas de sua cidade, alertando imediatamente suas sentinelas para tocarem o alarme de invasão e manterem posição para um possível ataque orc, entrando em seguida rumo a Casa da Guarda, mas pedindo a BlessShield que fosse até a Mansão de Porus e lhe avisasse do ocorrido para que providências fossem tomadas, o que foi prontamente atendido pelo soldado anão. Lutz decidiu que iria para seu templo, mas que passaria pelos demais para avisá-los, enquanto Astanis decidiu ficar com Dom, envolto em mantos.

Ouvindo os sinos dos templos uma grande movimentação nas ruas, Sigurn dirigiu-se à Mansão de Porus. Lá chegando e informando sua missão, ganhou passagem com um dos guardas a seu lado até o gabinete de Alberto, que estava num momento íntimo com uma de suas criadas.

Praguejando, Porus interrompeu seu momento e procurou saber do anão guerreiro do que se tratava aquela visita. Ao ser informado da descoberta do grupo e suspeita do anão acólito, decidiu ir com Sigurn até a Casa da Guarda para tomar ações para a defesa da cidade.

Lutz percebendo o reboliço criado pela ameaça de ataque iminente, saiu alertando cada um dos 4 templos restantes e ao final dirigiu-se para o Templo da Valentia.

A convocação do Grande Conselho de Falcon

Acompanhado por Sigurn, Porus chegou a Casa da Guarda para encontrar com Domeracliff. Lá eles começaram a decidir o que fazer, sendo que Dom, ressaltou que havia mandando avisar a cidade sobre a ameaça, ao que Alberto concordou e disse:

“- Fez o certo Domeracliff. Agora temos que convocar o Grande Conselho de Falcon para deliberarmos o que faremos, me dê papel e tinta.”

Assim, Roberto redigiu uma convocatória improvisada e solicitou que fosse enviada a cada um dos membros, inclusive o Conde Antônio Colbern Marcus, a quem Domeracliff se encarregou de levar a convocatória pessoalmente.

As convocatórias foram enviadas a cada um dos conselheiros, sendo que Sigurn levou uma para Sandra Soleine e Lutz recebeu e entregou a de Nero Blant, todos se dirigindo para o Casa do Governo, nos arredores da Casa da Guarda.

Domeracliff partiu a passos pesados até chegar na Mansão do Conde, onde estranhou a quantidade de soldados (eram 6) apenas no entrada da construção, interpelou um dos soldados sobre a quantidade aparentemente excessiva de soldados numa momento de necessidade como o que estão, ao que ele respondeu:

“- Estamos aqui por ordem do Conde para garantir sua proteção. Pode passar Sargento Domeracliff. O Conde deixou ordens de que o aguardava.”

Adentrando o recinto, foi recebido pelo mordomo Alphred que lhe ofereceu chá e solicitou que aguardasse, levando a convocação consigo. Quinze minutos depois, o Conde chegou com um ar sério, então perguntou:

“- Cumpriu sua ordem sargento?”

Dom negou e pôde perceber a expressão do conde se modificar de calma para aborrecimento e então dizer:

“- Então além de não prendê-lo, ele ainda nos convoca para uma reunião. Mas por que não o prendeu?”

Dom alegou que as provas do crime dele não haviam sido apresentadas, fato que o permitiu ser liberado, ao que ele respondeu:

“- Mas eu não lhe disse que existiam as provas? Domeracliff, eu sei que você é leal ao seu posto, não a mim, mas entenda que um ordem que lhe é dada tem que ser cumprida a risca, você pode não me ser leal, mas é leal ao poder que EU!!!! Exerço! Você deveria ter cumprido a missão que EUUU, LHE ORDENEI! Mas agora é tarde, pois podemos ter 120 espadas apontadas para nossos pescoços. Conversaremos mais sobre isso depois, agora vá!”

Constrangido, o clérigo anão deixa a Mansão do Conde, rumo a Casa da Guarda, mas não antes de passar em sua casa para ver sua esposa, contar-lhe sobre o ocorrido, mandá-la para o abrigo subterrâneo e desejar-lhe sorte, partindo em seguida.

Novamente na Casa da Guarda, encontrou Alberto Porus que lhe perguntou:

“- Como foi com o Prefeito ?”

Dom, cabisbaixo disse-lhe que havia recebido uma bronca do Conde, que poderia ter consequências futuras, após novo diálogo, ao que Porus retrucou:

“- Você fez o certo Dom, pode deixar que ficarei ao seu lado.” Tendo dito isso, os dois se direcionaram para a Casa do Governo, assim como todos os seu aliados e os conselheiros de Falcon.

Astanis, na entrada da grande construção, lançou uma magia para ver auras mágicas no intuito de perceber nuances que os olhos normais não perceberiam.

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Sede do Conselho de Falcon

Não se sabe que tramas estão por trás desses eventos, mas, apesar do caminho para se tornarem verdadeiros heróis ser longo, os primeiros passos foram dados. Agora resta saber o que ocorrerá nos próximos capítulos.

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Criação e elaboração: Patrick, Aharon Freitas, Bruno Freitas e Brunos Santos,
Fontes de imagens: internet
Fonte da imagem da capa do artigo: autoria de Shin

Ossos do ofício, 3ª parte
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