No dia 26/02/2015 ocorreu a 7ª sessão online de Arzien via Roll20 com o Grupo 2. A sessão iniciou por volta de 20:00 e terminou 23:30 e contou com a presença de 100% dos jogadores.

Os heróis continuam a explorar a cidade arruinada de Luckendor e a se relacionar com os misteriosos cultistas de Valumbar, o deus alkemoriano dos mortos e da ressurreição.

Nas catacumbas abaixo de um antigo templo de pedra, o grupo se prepara para desbravar perigos em busca da Terceira Chave de Haran-Pharak.

Essa é a segunda sessão da aventura “A Cidade Perdida de Luckendor, 2ª parte: A Águia, a Coruja e a Serpente”.

Repouso no Manancial

Após serem guiados pela misteriosa Latifa, os heróis chegam ao Manancial de Yezdgerd e são recebidos por Nagib, um homem de altura mediana, pele morena que veste trajes de cores branca e verde. Ele se diz ser o responsável pelo comércio e suprimentos da comunidade que se instalou em Luckendor a cerca de 3 anos atrás.

Os heróis são levados para uma tenda, nas proximidades de um rio margeado por palmeiras, coqueiros, arvores frutíferas e plantas rasteiras. Devido a essa fonte de água, o solo nas redondezas se mostra fértil, permitindo a plantação de alimentos e criação de animais. Nagib deixa os heróis a sós e avisa que comida e bebida logo chegariam para saciar a sede e fome do grupo.

Pouco tempo depois, 5 serviçais adentram a tenda trazendo um verdadeiro banquete: carne assada, pão, uvas, damascos, amêndoas, castanhas e um saboroso vinho, além de água cristalina. Apesar de desconfiarem, a fome do grupo falou mais alto. Sob o conforto das sombras e almofadas, os heróis apreciam a refeição oferecida.

Cerca de uma hora após se alimentaram, alguns membros do grupo decidem descansar, afinal tiveram uma longa e cansativa viagem pelas areias de Myd-Arventhor. Entretanto, outros membros do grupo estavam em estado de alerta e achavam que deveriam agir o quanto antes. Somado a isso, Miyu e Cedric estavam debilitados por causa do envenenamento a dias atrás. Talvez os clérigos de Valumbar pudessem ajudar.

Assim sendo, Krusther, Eberk e Sean decidem buscar informações com Nagib enquanto os demais ficariam descansando na tenda.

Olhares de medo…

Sem muita dificuldade, o trio encontra a tenda de Nagib. Eberk decide aguardar do lado de fora enquanto Sean e Krusther adentram. A dupla informa ao mercador que o grupo desejava encontrar logo o Profeta Mennak pois o tempo era curto e seus poderosos inimigos se aproximavam. Krushter também solicita a ajuda de Nagib para auxiliar seus companheiros envenenados. Ele fornece 4 poções de restauração dentro de um saco de pano e em seguida diz que avisara Latifa para que ela os levem ate o Profeta.

Do lado de fora da tenda, o anão aproveita para investigar as redondezas e logo percebe que é seguido a todo momento por dois sentinelas de Valumbar. Pouco tempo depois, o bárbaro nota dois aldeões carregando cestos com leguminosas, que ao perceberem a presença dos sentinelas, se assustam e derrubam os mantimentos ao chão. Agitados, eles catam rápido os cestos e legumes e saem rapidamente, com as cabeças baixas. Intrigado com esse comportamento, Eberk resolve seguir os aldeões até uma cabana, cerca de 70 metros de distância. O anão ainda tenta dialogar, falando alto, mas nenhuma daquelas pessoas respondia.

Quando Sean e Krushter saem da tenda, percebem Eberk se afastando ao longe e resolvem segui-lo (Krushter sabia que o bárbaro não gostava do povo do deserto). Dentro da cabana, o anão percebe um homem de porte médio, a frente de uma mulher, que estava próximo a uma cômoda, abraçando uma criança. Esse homem abaixa a cabeça e não encara o anão. Em seguida fala algumas palavras incompreensíveis ao bárbaro, estendendo as mãos abertas em sua direção. Eberk nota que essas pessoas ou estavam com muito medo ou tinham um grande respeito para com os Sentinelas de Valumbar.

Krusther e Sean se aproximam da cabana ao mesmo tempo que os dois sentinelas. Eberk sai da tenda e resmunga:

Eberk: “As pessoas desse lugar parecem morrer de medo desses homens com cabeça de lobo. Sei não, isso não está me cheirando bem.”

O trio resolve voltar para a tenda e Krushter fornece as poções de restauração a Miyu e Cedric, que bebem, recuperando parte da força vital. Eberk chega a comentar sobre o que viu e isso acende ainda mais o sinal de alerta do grupo.

Desconfiados, os heróis decidem que não deveriam esperar ao anoitecer para que Latifa os levassem até o Profeta Mennak. Além disso, heróis sabiam que os vilões do Altar estavam se aproximando e precisavam agir o mais rápido possível.

Pouco tempo depois Latifa chega até o Manancial de Yezdgerd e diz que havia sido informada por Nagib da apreensão dos heróis. Ela informa que levará imediatamente o grupo até o Profeta. E assim, Zelot, Krusther e Sean, ao lado de Miyu e Sâmira seguem com Latifa.

Eberk, Cedric, Vlendzer e Youssef ficariam descansando, pois o halfling estava muito cansado e precisava recuperar suas forças, nem que fosse por um breve momento.

A Praça da Tríade

Latifa guia o grupo pelas ruas da cidade arruinada até chegarem em um local majestoso.

Após cruzarem um portal de pedra, sustentada por grossas colunas de rocha, os heróis chegam a uma gigantesca praça com um formato triangular e inteiramente pavimentada. O local não possui cobertura, mas diversas colunas laterais sustentam tetos e arcos de rocha, margeando todo o interior. Muitas dessas colunas estavam rachadas ou destruídas e seus pedaços (que devem pesar toneladas) ao chão.

A medida que observam e contemplam o lugar, Latifa diz:

Latifa: “Vocês estão na Praça da Tríade, o antigo centro religioso e cultural de Luckendor. Aqui Haran-Pharak e o Culto dos Três Círculos pregavam a palavra de Anzurf, Surya e Valumbar para milhares de pessoas. Não eram apenas os povos livres da cidade que andavam por aqui, mas também peregrinos e viajantes que cruzavam centenas de quilômetros para chegar ao Oásis dos Deuses em busca de liberdade e benção divina”.

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Imagem esquemática da Praça da Tríade.

Pessoas, animais e outros Sentinelas de Valumbar podiam ser vistos dentro dessa praça, alem de algumas tendas, carroças, fogueiras e piras apagadas. Mas, três coisas importantes chamavam ainda mais atenção.

Primeiramente, como essa praça tem formato de triângulo, existem 3 entradas em arca em seus vértices, as únicas que dão acesso ao local (os heróis entraram nessa praça pela entrada sul).

Em segundo lugar, em cada lateral existe um grande templo de pedra. Dois desses templos se encontravam completamente arruinados e o terceiro estava parcialmente conservado. Na entrada de cada templo era possível ver um par de estátuas. No templo de Anzurf, estátuas de homens com cabeça de águia, no templo de Surya, estátuas de mulheres com asas por debaixo do braço e no templo de Valumbar, estátuas de homens com cabeça de chacal.

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Pilares sustentam tetos de pedra na Praça da Tríade.

 

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O Templo de Anzurf estava completamente arruinado.

Por fim no centro da praça, 3 círculos desenhados ao chão se interceptam. No cento de cada um desses círculos é possível ver 3 grandes estátuas: a estátua de uma águia, a de uma coruja e a de um corvo. Cada uma delas estavam viradas em direção ao centro, para um grande monolito de pedra que foi duramente castigado ao longo do tempo.

Desenhos e hieróglifos podiam ser vistos desenhados nesse monolito. 3 símbolos se destacavam dos demais: o de Anzurf, Surya e Valumbar, além do símbolo do Culto dos 3 Círculos, conforme explicava Latifa a medida que caminhavam pela praça.

Arzien_Simbolo_Anzurf A Cidade Perdida de Luckendor, 2ª Parte: A Águia, a Coruja e a Serpente, sessão II

Símbolo de Anzurf

Arzien_Simbolo_Valumbar A Cidade Perdida de Luckendor, 2ª Parte: A Águia, a Coruja e a Serpente, sessão II

Símbolo de Valumbar

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Símbolo de Surya

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Símbolo do Culto dos Três Círculos

A garota Sâmira fica maravilhada. Era como se fosse uma viagem no tempo para ela, que passou toda sua infância dentro do Templo de Surya a espera de cumprir seu destino.

Latifa segue em direção ao templo de Valumbar e um grupo de 4 homens usando mantos avermelhados se aproxima. Um deles, ao centro, parece liderar os demais. Cerca de 4 Sentinelas de Valumbar também se aproximam, escoltando o grupo.

Encontro com o Profeta Mennak

Latifa se junta a esse grupo com mantos e, após uma breve conversa, se aproxima dos heróis e diz:

Latifa: “Apresento-lhes o Profeta Mennak.”

Nesse momento o homem de mantos que estava ao centro remove o capuz e revela um homem careca, de pele cinza-esverdeada, com diversas tatuagens de símbolos e letras em seu corpo. Ele veste uma espécie de armadura de tonalidade vermelha-sangue e dourada. Ele não tem nenhuma pêlo no corpo. Mennak observa cada um dos heróis enquanto fala, com uma voz áspera e rouca:

Mennak: “Finalmente a garota de Olhos-Esmeralda e seus Guardiões chegam até as Ruínas de Luckendor. A vinda de vocês era aguardada a muito, muito tempo.”

Arzien_Mennak_Yuan-ti A Cidade Perdida de Luckendor, 2ª Parte: A Águia, a Coruja e a Serpente, sessão II

Mennak, líder religioso de Valumbar em Luckendor.

Os heróis estranham a aparência desse homem, mas escutam com atenção o que ele tem a dizer.

Mennak: “Nos últimos 10 anos reuni centenas de fiéis adoradores de Valumbar de terras distantes. Pessoas que de alguma forma possuíam um parentesco com os antigos luckendorianos. Percorremos terras, enfrentamos diversos perigos, mas conseguimos chegar a Luckendor há cerca de 3 anos atrás. Deste dia em diante buscamos proteger o local de monstros e ladrões de túmulos, bem como desenterrar antigas histórias, relíquias e segredos cobertos pelas areias.”

Fica claro a desconfiança por parte de Zelot, quando Mennak tenta ver e tocar em Sâmira Olhos-de-Esmeralda.A guardiã das sombras encara o Profeta e apenas diz:

Zelot: “Você não precisa tocá-la. Pode falar de onde está”.

Sem esboçar nenhuma reação, Mennak recolhe suas mãos e continua a falar:

Mennak: “O grande motivo de estarmos aqui é porque o dia de hoje estava predestinado a acontecer. Ao longo de décadas, os antigos clérigos dos Três Círculos peregrinaram pelos quatro cantos para ocultar o Segredo de Haran-Pharak. Espalharam boatos e enigmas incompreensíveis que protegeu o maior legado do Sumo-Sacerdote ao longo de 100 anos: O Olho-de-Fogo.Para poder abrir a passagem da Tumba de Haran-Pharak é necessário reunir 3 chaves: o Bastão de Ouro de Anzurf, a Garota Olhos-de-Esmeralda de Surya e o Pedestal Negro de Valumbar. Vocês recuperaram duas chaves e agora precisam buscar a terceira. Ela se encontra nas catacumbas sob o Templo de Valumbar.Os antepassados cultistas de Valumbar inicialmente foram designados para proteger a entrada da Tumba de Haran-Pharak. Quando o nascimento da garota Sâmira havia sido anunciado, havia chegado a hora de regressar às ruínas de Luckendor e iniciar os preparativos para o grande momento.Um momento de grande devoção e fé está para acontecer quando a Tumba de Haran-Pharak for aberta: o retorno ao mundo dos vivos do próprio Haran-Pharak, aquele que forjou a maior aliança entre os 3 grandes deuses e salvou as almas dos habitantes de Luckendor da tirania que estavam submetidos por mais de 1000 anos.Haran-Pharak voltará ao mundo dos vivos com o Olho-de-Fogo e esse dia marcará um novo ciclo. Ele guiará a palavra de fé que durante 100 anos ficou em silêncio. Não sabemos o que reserva aqueles que presenciarem o retorno do Portador do Olho-de-Fogo.Desde que encontramos o Templo, enfrentamos desafios e desvendamos mistérios antigos. Havíamos finalmente encontrado as catacumbas. Porém não seria permitido nosso acesso além do Portal Proibido. Somente vocês podem.Vocês devem entrar nas catacumbas com a garota Sâmira Olhos-de-Esmeralda, junto com o Bastão de Ouro e encontrar o Pedestal Negro.Essa é a missão de vocês.

Após escutarem atentamente o Profeta, os heróis decidem realizar a missão o quanto antes. Zelot retorna para o Manancial de Yezdgerd para chamar os demais companheiros.Enquanto isso, Mennak ordena aos sacerdotes que tragam roupas adequadas para Sâmira, pois a garota precisava vestir vestimentas clericais para que fosse bem-vinda no templo de Valumbar. Não demora muito e eles trazem uma túnica preta bordada a mão para ela vestir.Em seguida o Profeta avisa que estaria aguardando os heróis dentro do templo. Ele e os outros sacerdotes entram novamente no Templo de Valumbar. Os demais esperam o retorno dos outros membros.

Busca pela Terceira Chave

No caminho a ladra explica todo o ocorrido para Vlendzer, Cedric, Eberk e Youssef. Reunidos na Praça da Tríade, os heróis são guiados por Latifa para dentro Templo de Valumbar. Na entrada avisam colunas e pilares decorados em desenhos antigos. Mais adiante, duas estátuas de homens com cabeças de chacais e duas piras acesas nas laterais da entrada do Templo.

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Entrada do Templo de Valumbar.

 

Dentro do templo, caminham por alguns salões e corredores  até chegarem a uma câmara formada por uma rocha branca-acizentada. Duas imagens muito grande de homens com cabeça de chacais se encontram nas laterais. Ao fundo os heróis conseguem ver uma plataforma de pedra com um altar iluminado por velas e decorado com objetos religiosos. Avistam também um fosso circular, coberto por grades no centro da sala. O local é iluminado por piras flamejantes em suspensão, presas por correntes no teto.

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Salão Cerimonial do Templo de Valumbar.

 

Mennak recebe os heróis nesse salão e diz:

Mennak: “Latifa irá com vocês para as catacumbas, já que dentre nós ela é a única capaz de cruzar o Portão Proibido. Que a Tríade e a vontade de Haran-Pharak estejam com vocês.”

Em seguida Farid, ao lado de Latifa, guia os heróis por mais três salas. Na última encontram uma escadaria de pedra que leva ao sub-solo. Porém, antes de descerem, após uma conversa, o grupo concorda que alguns membros deveriam ficar na retaguarda para impedir qualquer tentativa de traição. Cedric, Vlendzer e Youssef ficam e os demais descem as escadas, através de um caminho abafado e empoeirado.

O grupo chega a uma sala formada por paredes de alvenaria cuidadosamente preparadas. Três corredores podiam ser vistos, dois nas laterais e um central. Latifa guia os heróis em direção ao central e seguem até uma sala de formato trapezoidal iluminada por piras.

Um portal de pedra cerra o caminho mais adiante. Nela há um desenho em alto relevo de uma escadaria com dois sentinelas de Valumbar nas laterais e uma balança no topo. Latifa explica que esse é o Portão Proibido o qual Mennak havia falado. Os valumbarianos não tinham permissão de cruzar essa passagem.

Somente os heróis, ao lado de Latifa e da garota Sâmira poderiam encontrar o Pedestal Negro.

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Desenho no Portão Proibido.

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Catacumbas do Templo de Valumbar.


Comentários do Mestre

Essa sessão, assim como a anterior, foi carregada de história e relações sociais entre diversos personagens (tanto dos jogadores quando PdMs).

Os personagens estão nos capítulos finais pela busca do Medalhão do Poder e adianto que as próximas sessões serão carregadas de ação. Minhas expectativas são as melhores para que todos tenham uma ótima experiência de jogo. Gostaria que os jogadores estivessem mais engajados com o enredo e participassem mais ativamente.

A Cidade Perdida de Luckendor, 2ª Parte: A Águia, a Coruja e a Serpente, sessão II
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