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Thorjan Rhunaheim

Thorjan Rhunaheim, anão da colina guerreiro.
83386-thorjan_rhunaheim Thorjan Rhunaheim

Thorjan Rhunaheim.

Thorjan é um poderoso guerreiro anão treinado no Forte Bradsgar, Reino de Crizandir. Após anos servindo como um militar, depois de uma grande decepção em uma missão, deixou a vida de soldado e virou mercenário.

Fez uma série de aventuras em vilas e vilarejos na região leste de Crizandir. Em uma dessas aventuras o anão conheceu Liam Lianon e Hejaz Gorwill quando eles cruzaram o Condado de Therust, em Crizandir.

Thorjan se juntou ao grupo inicialmente como mercenário, ao lado de outros que o acompanhavam. Ao lado desse novo grupo fez a aventura “As Ruínas de Angardus”, nos Pântanos das Garras Rastejantes.

Depois disso Thorjan se tornou um dos grandes aliados do elfo e de Hejaz.

GrupoGrupo 1

Jogador: Inicialmente NPC, depois passou para AlanVenic.

Feitos

  • Impediu que a medusa Shynak trouxesse uma poderosa criatura maligna de outro plano, na vila de Posto Vorge, no Reino de Grothvar
  • Matou o ciclope que assolava a vila de Minas Dergron, no Reino de Grothvar.
  • Ajudou a Montanha Azul a recuperar ingredientes para formação de um pergaminho capaz de expulsar um exército de Salamandras que invadia o reino élfico de Miretrand
  • Impediu que um mal ancestral atingisse as terras dos gnomos do Reino de Nárcand
  • Combateu a Seita da Escama Sangrenta e impediu o retorno de Qellasoth, divindade maligna dos homens-lagartos nos Charcos Dreckzur
  • Recuperou a Trombeta do Sono e salvou o Ducado de Erzyl, no Reino de Dulamar

Títulos

  • Herói de Minas Dergron
  • Amigo dos gnomos do Reino de Nárcand,
  • Medalha de Honra Élfica de Elecrust por ter participado de missões para expulsar Salamandras do Fogo
  • Portador do Braço de Ferro de Mordak
  • Herói Salvador de Erzyl (recebeu Medalha heróica)

Organizações

  • Ex-Militar de Forte Bradsgar
  • Aliado dos Vigilantes da Montanha Azul (recebeu Insígnia), Renome 7

História de Thorjan

O Clã Rhunaheim chega a Ilagren

Do distante Império de Vanderost, uma poderosa nação anã localizada ao norte de Zahran, os primeiros membros do clã Rhunaheim partiram há mais de 4 séculos, durante A Corrida Anã, em direção às terras humanas de Ilagren.

Foi nessas ricas terras de oportunidades que os Rhunaheim se consolidaram como um clã de exímios ferreiros e mestres de armas. Com o passar das eras, esse clã adquiriu notoriedade e respeito dentre os anões de outros clãs e até mesmo dentre os humanos, principalmente por terem tido grande responsabilidade na construção, manutenção e proteção do Forte Bradsgar, no Reino de Crizandir.

Dumattor Rhunaheim foi o maior arquiteto e engenheiro que o clã já teve, e ele dedicou sua vida a construção do Forte Bradsgar. Durante quase 1 seculo o forte foi sendo erguido pela suas mãos junto com outros anões e humanos, sendo assentado num local estratégico, escolhido também por Dumattor, na fronteira com o reino de Dulamar, no alto de uma colina próximo as Planícies de Elenor.

Após a construção do forte, Dumattor se estabeleceu como conselheiro militar nele, levando sua família e boa parte dos membros do clã para habitarem a fortaleza.

Thorjan, filho de Alduran, neto de Bognar, bisneto de Dumattor

Nascido no ano 519 VII Prd, Thorjan passou sua infância no forte Bradsgar. Quando completou idade suficiente para se considerar um homem (quando sua barba começou a nascer) ele decidiu que se tornaria um homem de armas e protegeria sua casa, mas antes disso, ele deveria mostrar seu valor como guerreiro. Foi então que ele se alistou como soldado da capital do ducado de Malgrun, servindo seus primeiros anos lá, e treinando com o capitão Edard Stark, um humano rigoroso e ordeiro. Foi com ele que Thorjan foi doutrinado a seguir autoridades legitimas de forma incontestável.

Após 6 anos servindo a capital, Thorjan adquiriu renome e respeito suficiente para se alistar como guardião de Bradsgar, a guarda rasa do forte. Thorjan tinha como meta chegar a se tornar um primeiro campeão do forte, uma das mais altas patentes militares nele, logo abaixo do senhor da fortaleza. Ele serviu no forte por 10 anos, até que um dia algo aconteceu, mudando totalmente seus planos.

No ano de 568, durante um ataque ao forte, Thorjan falhou em proteger um nobre ao qual tinha sido incumbido de salva-guardar. Isso levou ele a perder todo seu prestigio adquirido até então e, inclusive, sua patente como bastião de Bradsgar. Ele foi destituído e expulso com desonras do forte. A verdade é que Thorjan nunca teve tino para proteção, seu foco era o combate, a guerra. Ele é um guerreiro com foco ofensivo que precisa estar em fileiras combatendo degladiando contra inimigos e avançando, não na retaguarda protegendo um nobre petulante.

Foi ai que Thorjan decidiu abandonar o ducado de Malgrun, pois não aguentaria ser um anão desonrado perante seu clã. Ele se tornou um aventureiro em busca de fama e fortuna, para um dia voltar como um herói o qual ele sempre quis ser no seu lar.

Família

Quando Thorjan abandonou Malgrun, seu bisavô e seu pai já não eram mais vivos, sendo Bognar, seu avô, seu grande referencial no clã. Ele se sentiu frustrado por achar que decepcionou seu avô, mas sempre que possível mantém contato com ele, através de cartas, sobre seu paradeiro e progresso como guerreiro e herói.

Dentre seus 7 irmãos, 2 se tornaram soldados e protegem Malgrun, 3 se tornaram ferreiros e 1 se tornou um engenheiro. Existe ainda um comerciante de pedras e metais preciosos que possui um estabelecimento na cidade. Os que ele mais tinha contato eram Dorvarin e Mordekan, os soldados. Mas, apos sua destituição ele sentiu o ar de decepção neles e acabou por estreitar seu laço fraterno. Além de sua própria família, ele se sentiu rejeitado por todo clã Rhunahein, que o consideraram incapaz de cumprir seu papel como protetor.

Cerco a Bradsgar: A Honra Perdida

O dia raiou, como qualquer outro. Estava um pouco nublado, mas nada que já não tenhamos visto em outros outonos. Haveria uma festa a noite. Muitos nobres e pessoas importantes estariam no forte, em comemoração do aniversário do governante do forte. Mas algo aconteceu no anoitecer desse dia. Algo que mudou o futuro de Thorjan totalmente.

Veio a chuva, uma chuva forte, quase torrencial. Com ela, caiu a noite e uma horda de orcs tentaram um assalto à fortaleza.

O cerco apavorou os convidados e muitos soldados foram instruídos a protegê-los. Eu fui um deles. Fui incumbido de proteger o filho de Lorde Serban Derruskat. Mestre dos Luvas Brancas, uma das mais respeitadas guildas comerciais de Malgrun.

O cerco se fechou, muitos soldados caíram, os orcs eram muitos e conseguiram romper as barreiras da fortaleza.

Eu não suportava a ideia de ficar trancado num quarto com o filho mimado de um nobre, enquanto a fortaleza era invadida e meu clã era dizimado. Foi então que decidi sair do quarto.

Dorien Derruskat: “Onde você pensa que vai anão! Você deve ficar e me defender!”

Thorjan: “Fique aqui garoto! Nenhum orc irá passar, preciso ajudar meus companheiros. Se o forte tombar, ninguém sobreviverá!”

Saí do quarto e fui em direção do Hall da Coragem, salão principal do forte. Muitos orcs, vinham de todos os lados.

Me engajei contra um grupo, formando uma dupla com Delden, Machado Serrado. Conseguimos, com muito sacrifício, limpar o Hall.

A batalha durou horas, o dia já estava amanhecendo quando conseguimos expulsar os orcs que restavam, foi quando me lembrei: O garoto!

Corri para o quarto e vi a porta entre aberta, um rastro de sangue…

Thorjan: “Não, não, por Fasondir, não pode ser!”

Encontrei o garoto, com a garganta perfurada, ainda vivo, mas não por muito tempo. Corri com o garoto no colo para o sacerdote do forte, mas quando dei por mim, ele já não se mexia.

Foi a única baixa da nobreza que ocorreu no assalto. Um garoto, que estava sob meus cuidados, morto por meu ímpeto e sede de batalha…

Eu mereci perder meu posto, sei disso, mas vou me redimir. Me tornando um herói, um bravo guerreiro, um bastião de justiça.

Tive que partir, não conseguia erguer a cabeça, olhar qualquer membro do meu clã nos olhos, me senti inútil, o mais reles dos anões.

Mesmo sabendo que sem mim combatendo os orcs o destino do forte poderia ter sido sombrio, nada tira o sentimento de falha no dever. A vida do garoto foi perdida.

Ele era um inocente, não era um soldado, não estava preparado para um confronto com um inimigo.

A falha é minha, nunca poderei me perdoar ou esquecer disso.

– Histórico por AlanVenic.

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2 Comments

  1. Tem que comer muita farinha viu parceiro…

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