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Trabalhadores eternos

A comitiva prosseguiu por mais algumas horas por aquele caminho regular, mas com aspecto traiçoeiro, como se qualquer abalo fizesse com que toda aquela estrutura fosse abaixo, chegaram até uma câmara, repleta de entulhos e rochas espalhadas pelo chão, além de algumas ferramentas de mineração (pás, picaretas e um carrinho), dando um aspecto de que naquele local havia ocorrido algum soterramento, pois era possível ver que naquela câmara havia uma grande rocha e o teto parecia, naquele local, estar mais alto que o padrão do resto da caverna. O local era abafado, como os demais por onde haviam passado, continha um clima pesado e melancólico. Juliette teve um novo arrepio ao adentrar o local e Forflin encontrou com seu olhar perscrutador, em meio aos escombros, uma pequena falange que ao ser investigada, revelou uma mão esquelética suplicante, sendo a triste constatação de gnomos cinzentos haviam sido soterrados naquele ambiente.

Enquanto Thunderlad e Igor, seguindo Plun que ia a frente, investigavam o único caminho para prosseguirem, que devido ao soterramento ocorrido ali, parecia ter sido estreitado, permitindo apenas a passagem apertada de um por um. Quebrando o silencio, Juliette, que ouviu uma voz interior que lhe disse: – embaixo daquela rocha estão alguns da raça dele – ela sentiu com sua intuição, que alguma tragédia havia ocorrido naquele local e por fim falou:

– Será que encontramos os restos de Plun, Forflin?

Forflin, lhe respondeu, olhando na direção onde estavam Thunderlad e Igor, que observavam o gnomo fantasma seguir pelo estreito túnel a frente deles:

– Acho que não, pois o svirfneblin continua progredindo em seu caminho. Me parece que ele quer que o sigamos até algum lugar…

A comitiva teve trabalho em decidir quem iria pelo estreito caminho que se apresentou a eles, mas ao final, corajosamente, Thunderlad decidiu que iria primeiro, e assim, um a um cada um dos membros daquele grupo seguiram o clérigo e após poucos minutos por ele, chegaram a um novo corredor largo. Após um breve debate entre eles, perceberam que Plun havia desaparecido. Juliette decidiu que seria melhor seguir furtivamente com Igor, a quem julgou ser um dos menos barulhentos da equipe, para investigarem o caminho a frente, pois ela havia ouvido um leve som de metal batendo na rocha, que diminuiu até sumir por completo.

Assim, Juliette e Igor partiram pelo corredor, levando consigo a pedra de luz contínua, que cobriram para não fazer muita iluminação. Após andarem por alguns minutos, voltaram a ouvir o som do que parecia uma operação de mineração. Liberando mais luz, ao chegarem numa parte mais larga do túnel, que se abriu no que pareceu ser uma pequena câmara de mineração, a dupla viu um trio de mineradores absorvidos e diligentes em seu trabalho, eram gnomos cinzentos, que estavam na escuridão, entretidos com seus trabalhos.

Ao serem atingidos pelo espectro da luz, a dupla pode ver de forma aterradora, que os mineradores se transformaram progressivamente: primeiro ressequindo suas peles, escurecendo-as cada vez mais ao ponto de se tornarem cadavéricos, até o ponto em que suas pelas e carnes mumificadas tornaram-se ossos desprovidos de qualquer proteção, enquanto avançaram ameaçadoramente, com suas picaretas e olhares vazios em direção a dupla que os olhou estupefata.

crivon-esqueletos-skeletons-600x257 Como moscas numa teia podre, parte 6 - trabalhadores eternos

Os gnomos se transformaram em esqueletos.

Juliette, não contendo o terror que sentiu, mas, percebendo que eles precisavam sair dali em direção aos seus aliados guinchou de terror:

– Rápido Igor! Precisamos chegar até os outros!

Sendo atendida em sua ordem, pelo rastreador, eles fugiram aos tropeços, rapidamente até unirem-se ao grupo. Mas eles foram seguidos pelos esqueletos, que foram prontamente esconjurados pelo clérigo do grupo. Thunderlad, após ver os mortos fugindo pelo corredor, disse para o grupo, após ver Plun reaparecer para novamente guia-los, com uma voz imperativa:

– O poder de Magnus os manterá afastados por algum tempo, mas não para sempre. Temos que sair daqui o rápido que pudermos.

O grupo teve um breve confronto com os esqueletos, mas Thunderlad os afugentou
Assim, a comitiva continuou pelos túneis até chegarem numa nova câmara mineradora, onde todos puderam ouvir os sons de mineradores trabalhando e sentir um forte odor de morte e podridão, mas eles sabiam que os trabalhadores eternos daquela mina estavam de alguma forma presos àquele local.

sessao-de-30-10-15 Como moscas numa teia podre, parte 6 - trabalhadores eternos

Primeiro confronto contra esqueletos. Fonte: Roll20.net

De repente, o som das ferramentas parou, o grupo ficou em alerta…

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Criação e elaboração: Patrick, Henri e Sandro
Autor da imagem de capa: Shin
Autor da imagem de Forflin: o próprio
Fonte de demais imagens: internet
Fonte de imagem da batalha: Roll20

Como moscas numa teia podre, parte 6 – trabalhadores eternos
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