Essa é a história que conta as passagem de um penitente sacerdote de Iuz pelas terras insidiosas do velho, as palavras são suas, bem como as experiências únicas vividas.

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594 CY, 7° dia de Ready’reat, Dia Livre

Greyhawk_Caravana-de-Beira-Lago Diário de um sacerdote do Sol - Parte II

Caravana rumo Beiralago

A viagem entre Forte Beiralago e Ikruk levara dois dias. A estrada segue para o norte e em certo ponto toma o rumo oeste. Meu corpo dói. Minha mente dói. Ikruk tem um tamanho parecido com Pontyrel, mas num ambiente completamente diferente. Cada um dos servos de Kutshev possuía seu próprio séquito de escravos, e para cada homem livre (sem corrente) que vi em Ikruk, contei cinco escravos.

Felizmente, o ocorrido no Forte Beiralago não ecoou por muito tempo, e fui designado para tomar conta do casal de filhos de algum parente distante de Kutshev, cuja mãe havia sucumbido à uma doença a qual eu nunca tinha ouvido falar. As crianças precisavam de mais 10 meses em casa, até serem designadas à cozinha e ao exército.

Algo que vale como nota: vi pouquíssimas escravas mulheres. Mais tarde, descobri que as poucas existentes, serviam como escravas sexuais, e as (raras) mais velhas serviam como cozinheiras, sempre sob a supervisão ostensiva de algum homem de confiança de Kutshev. Parece que envenenamento era uma preocupação recorrente por ali.

Hoje, há poucas pessoas na cidade. Pelo que ouvi, a maioria dos homens está caçando ou colhendo. Afinal, o inverno chegará em breve. Nesse meio tempo, precisava entender como funciona melhor a estrutura da cidade, e pensar no que fazer. Tan foi designado como combatente (parece que há uma pequena arena onde os escravos se digladiam), então, não o vejo há uma semana.

595 CY, 9° dia de Fireseek, Dia do Sol

Ao contrário do que eu imaginava, o inverno é ameno aqui em Ikruk. O ambiente é um pouco mais carregado, devido à sombra de Iuz, mas as pessoas (humanos, no geral) tem uma rotina parecida como em qualquer outra cidade do mesmo porte. Gostaria de dar lições de moral para as duas crianças, mas, se fizer isso, coloco em risco toda a missão. Falando nelas, essa semana, salvei Ekaterina da morte. Uma doença comum em crianças em Leukish, com dificuldade de respiração e febre muito alta, mas parece ser bem rara nessa região de Flanaess. Simulando desespero, pedi algumas ervas fáceis de encontrar na cidade, preparei uma infusão (inofensiva, mas sem efeito prático nenhum), e pedi 3 dias para que ela se recuperasse. A ideia era usar esse acontecimento para conquistar um pouco mais de confiança.

O engodo funcionou, e apesar de ainda faltarem alguns meses, fui designado como curandeiro auxiliar da arena de combate, onde a incidência de doenças era alta. Ali, estaria mais próximo de outros escravos, e poderia começar a colocar meu plano em prática: eu precisava formar um pequeno núcleo de pessoas confiáveis, em posições chave. O objetivo: plantar uma ideia de incursões militares nas proximidades de Critwall, obrigando esta cidade a revidar. Quando Critwall atacar, implodimos Ikruk por dentro. Como fazer isso: convencer os chefes de Ikruk que seus escravos são extremamente fortes e hábeis.

É um plano ousado, e depende de Critwall aceitar a provocação, além de precisar que eu seja discreto no uso das minhas magias. Só que provocar Critwall seria mais fácil do que eu imaginava…

Continua…

Essa epopeia, é uma obra de Bruno Puro, jogador do personagem Kalin Orochi, sacerdote de Pelor. Sua narrativa conta sua passagem ao longo de sua campanha pela Terra dos Escudos. Essa história está sendo contada de trás para frente pois  seu berço tem um inicio triste. Kalin é um Campeão de Versis, um Herói do Dragão e um dos escolhidos de Tamoreus, sua sina é bem maior do que ele faz ideia, mas não menos aventureira. A narrativa faz juz a complexidade do personagem.

Ass. DM Bruno

Diário de um sacerdote do Sol – Parte II
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