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Aventura CaLuCe: Um Merlin desafiado – a Taverna do Anão de Pedra

Para ver o episódio anterior,  um Merlin desafiado, clique aqui.

Comentários do Mestre

Apresento o resumo da aventura de mais um dos maiores heróis deste cenário, Merlin Kraver Kravinoff, na crônica “Um Merlin desafiado: a doce canção da feiticeira escarlate”.

Essa aventura se realizou após uma sessão de reestreia para readaptação do personagem e foi jogada no dia 10/11/2015, pelo jogador Bruno Gonçalves, controlador e intérprete do personagem Merlin, humano motaviano, mago da Ordem dos Cavaleiros da Luz Celestial, que após pouco mais de um ano após ter deixado seus companheiros para trás estava à frente na reconstrução da pequena Vila de Nova Caminite na Região Sul da Motavia, após eliminar um dos últimos asseclas do revivido Lassic Cetro Rubi, que havia destruído todo o antigo Reino de Caminite, o Reino da Honra. Agora, ele terá que provar ser capaz não só de reconstruir sua terra natal, como protege-la dos infortúnios e desafios que a assolam.

O problema se intensificou com o surgimento da ameaça do Trio Nefário, que o “convidou” para um duelo mágico. Será que ele conseguirá vencer? Vejamos o desenrolar da trama.

Um Merlin desafiado: a Taverna do Anão de Pedra.

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Interior da Taverna do Anão de Pedra – Nova Caminite.

“O que relatarei aqui é a apuração fiel dos fatos, com base nos testemunhos que tive em meio aos aldeões de Nova Caminite, sobre as ações destruidoras de um pretenso herói, cuja algumas fontes, até certo ponto duvidosas, alegam ser um dos membros da Ordem dos Cavaleiros da Luz Celestial.

O fato é que este pretenso herói, nada mais foi do que um oportunista, que com seu grande poder, viu na pequena e carente comunidade de Nova Caminite, uma oportunidade para angariar riqueza e poder entre o povo despossuído e escravizado, que estava sob o julgo de malignos hobgoblins que o “herói” e uma companhia de mercenários conseguiram derrotar, mas não os destruíram completamente.

Provarei através desses registros, que o senhor Kravinoff é, em verdade, um tirano em ascensão.

Um opressor com sede poder e que não mede esforços para reprimir qualquer revolta, pequena ou grande com igual sanguinolência. Esmagando os pequenos com seu grandioso poder mágico.

Tudo será dito não sob a minha ótica, mas sim pela das pessoas que ele finge proteger.”

Assinado: O Amigo do Povo – Erebelar Bons Vinhos

Merlin deu uma longa tragada em seu cachimbo, suspirou e deixou seus afazeres em seu laboratório para outra oportunidade.

Desceu as escadas de sua torre, sob o som de serrote e martelo, passou próximo de onde viria a ser o quarto de seu primogênito.

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Rachel Kravinoff.

Lá viu o carpinteiro Carter e sua esposa Rachel, já com quatro meses de gestação, os dois trabalhavam com afinco no berço, mesmo contra a vontade do arcano, que havia recomendado que ela não fizesse esforços, no entanto a jovem padeira não conseguiu seguir as indicações do mago, pois além de hiperativa ela conseguia relaxar com o trabalho braçal e Kraver viu nisso uma boa terapia, desde que ela não se esforçasse em demasia. Kravinoff ficou por um breve momento observando a jovem e o carpinteiro trabalharem, estavam de costas para ele, quando pensou em sair, ouviu a jovem que voltando-se para o mago disse, como se tivesse percebido sua presença:

– Você fumou novamente, não? Já lhe disse que fumar assim fará mal a nosso bebê.

Com um sorriso sínico em seu rosto ele rebateu:

– Não meu amor, isso não fará mal pois é natural. Ademais estou de saída, porque recebi notícias de que hobgoblins foram vistos.

Após proferir essas palavras, o carpinteiro, assustado com a informação, deixou o martelo cair, fazendo uma expressão assustada. Percebendo que precisaria dizer algo apropriado para não incitar o pânico, Merlin disse:

– Não se preocupe Carter, os hobgoblins foram vistos a muitos quilômetros de distância daqui e não significa que nos atacarão, mas que precisaremos ficar vigilantes e checar o intendo desse grupo. Gostaria de sua discrição, portanto não comente nada ainda com os demais.

O carpinteiro anuiu com a cabeça. Rachel pegando o chapéu do mago na chapeleira e lhe entregando, enquanto entrelaçando seu braço no dele, o puxou e foram deixando o recinto, para conversarem mais reservadamente, a final ela disse:

– Não pegue sereno desnecessariamente meu amor, tome seu chapéu e deixe o resto comigo, deixe me acompanha-lo.

Percebendo que não estavam mais sob a vigilância do curioso carpinteiro, Kraver falou francamente com sua esposa, com seu semblante severo:

– Quero que esteja preparada para qualquer eventualidade, procure reforçar discretamente as defesas do forte. Hoje, recebi está carta. – tirou do bolso e a exibiu. – É um desafio, que um tal Trio Nefário me enviou, irei a Taverna do Anão de Pedra para ver o que esse trio quer.

Com um olhar e uma fisionomia de preocupação, Rachel perguntou se ele não precisaria de ajuda nessa tarefa, ao que o arcano lhe disse para se preocupar apenas com o bebê, pois disso ele mesmo cuidaria.

Merlin deu um beijo em sua esposa, que o havia acompanhado até a soleira da porta, pegou um cavalo que o cavalariço lhe trouxe e partiu para a Taverna do Anão de Pedra, sob os olhos vigilantes de Rachel, que o viu sair pelo portão da muralha, rumo ao entardecer que morria no horizonte e que lhe pareceu anunciar uma noite sem estrelas.

Cavalgando sob o sol crepuscular, Kraver passou pelo lado oeste da vila e viu alguns dos habitantes de Nova Caminite que o cumprimentaram a medida que ia passando por eles.

O arcano viu um pequeno bebê nos braços de um jovem mãe e se regojizou com a cena, ao pensar nas lamúrias que aquele povo viveu sob o julgo dos hobgoblins, que vendiam seus filhos para mercadores de escravos.

A visão daquele novo habitante e o fato dos aldeões estarem novamente livres e envolvidos em suas atividades e ocupações triviais, lhe trouxe uma leveza de espírito.

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Imagem que ilustra a escultura do anão de pedra sobre o balcão da taverna.

Não demorou muito até o som da melodia indicar que Merlin estava próximo da Taverna do Anão de Pedra, à medida que se aproximou lembrou, com uma alegria contida, de que aquele foi o primeiro negócio empreendido em Nova Caminite pelo jovem e solícito Shael Brevinan e sua esposa Joana, cujas famílias tinham suas origens no antigo Reino de Caminite, mas haviam se refugiado no Reino de Parolit durante a destruição de sua terra natal pelas mãos do revivido Lassic e lá construíram uma taverna e uma estalagem de mesmo nome, ganharam dinheiro e renome, principalmente na fabricação de uma cerveja com malte escuro, cuja fórmula mantém em segredo e expandiram o negócio para Caminite quando souberam que a vila estava livre do julgo dos hobgoblins.

Ao chegar numa das portas de entrada da construção, uma grande cabana de madeira em grande parte e alvenaria em menor proporção, sendo única e destacada por sua proporção na pequena vila.

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Imagem que ilustra a escultura do anão de pedra sobre o balcão da taverna.

Para o mago, ver aquele lugar e as pessoas sendo bem atendidas em seu interior lhe trazia o alento de que as mazelas vividas por aquela gente foram deixadas para trás e que um novo começo poderia ser editado e do qual se sentiu feliz por fazer parte.

Ele entrou tentando não ser percebido, contemplou a figura do anão de pedra sobre a bancada do bar (o mago sabia que havia sido um anão que possibilitou a fuga das famílias de Shael e Joana, que ficaram eternamente agradecidas ao guerreiro que sumiu), ao som da melodia de uma cantora que chamava a atenção dos presentes, no entanto Shael conseguiu percebê-lo e foi até ele esfuziante, como se encontrasse um velho amigo que a muito tempo não via, lhe disse em voz alta e clara:

– Nobre Mestre Merlin, quanta honra! – nesse instante, a cantoria foi interrompida pelo anúncio, enquanto todos os presentes olharam para o arcano. – O que o traz aqui a esta hora?! Vai o de sempre?

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Shael, proprietário da taverna.

Anuindo com a cabeça, o que fez a música voltar a rolar, Kraver se dirigiu rumo a uma das opções de lugares que tinha quando se dirigia a taverna, e se sentou num dos cantos do lugar, próximo a mesa onde estavam as irmãs Carol e Ana Danvers, duas senhoras, que ajudaram escondendo alguns mercenários em suas casas durante a retomada de Nova Caminite. Elas o cumprimentaram e voltaram as suas conversas triviais.

De onde estava Kravinoff observou todos os presentes perscrutando suspeitos. Ele viu os brutamontes irmãos gêmeos Blondit (Lividan e Irdan), que apesar de fortes, eram muito medrosos, e viviam desde pequenos, sendo chicoteados e mandados pelo hobgoblins para fazerem serviços forçados por conta da constituição e força que detinham.

Com a revolta, eles adquiriram coragem para confrontar seus algozes e eram muito gratos por isso. Os irmãos estavam sentados juntos, numa mesa no centro da taverna e garantiam a proteção do local em troca de boa comida e umas poucas peças de cobre.

Ele viu também que duas mesas estavam ocupadas por pessoas estranhas, forasteiros. Numa mesa, próxima aos irmão Blondit, havia um jovem humano trajando uma armadura de cota de malha e carregado com espadas e um escudo pequeno, acompanhado por um pequeno, um halfling trajando uma armadura de corselete em meio a mantos que lhe ocultavam seus outros pertences.

Numa outra mesa, próxima a lareira onde jazia um leitão sendo assado e que exalava um perfume agradável de ervas, estavam dois homens envoltos em mantos, foi possível perceber que um deles tinha uma longa barba e bigode e o outro tinha um rosto mais jovem, sem barba ou bigode, e ambos além dos demais presentes, exceto as mulheres, olhavam atentamente para a estrela da taverna, uma garota meio elfa, chamada Circe Delthona.

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Circe Delthona, a Cantora Escarlate. By Telthona

Essa bela e sedutora meia elfa, havia chegado a um mês à Taverna do Anão de Pedra, e exibindo seus dotes musicais, conquistou o posto de cantora profissional, em troca de seus serviços obteve um quarto permanente na propriedade do taverneiro Shael.

Sendo muito animada e imprevisível, se tornou odiada pela maioria das mulheres da vila devido a sua capacidade de iniciativa, suas vestes provocantes e atitudes insinuantes, até consideradas promíscuas. Contudo ficou muito querida entre os homens, que vinha de distritos próximos aos finais de semana para ouvirem a jovem.

A jovem que sempre se vestia de vermelho ou tons avermelhados, o que lhe gerou a alcunha de Cantora Escarlate, já havia flertado com Merlin uma vez, mas foi recusada pelo arcano.

 Para ver a continuação, clique aqui.

Criação e elaboração: Patrick, Bruno Gonçalves.
Fontes de imagens: internet
Autoria da imagem da capa do artigo: Shin

Aventura CaLuCe: Um Merlin desafiado – a Taverna do Anão de Pedra
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2 Comments

  1. Primeira sessão de retorno do mago.

    Ainda pegando o jeito da coisa.

    Gostei muito da sessão.

    Tem muita coisa por vir e Kraver precisa ficar atento.

  2. Curti muito essa sessão de jogo de retomada de Merlin. Vamos que vamos!

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