Estava frio, a neve caia incessante em toda a região, fazia alguns meses o inverno cubrira com um manto branco toda a planície  de Eskorhas. Há algumas milhas ao norte a noite escura, não o era suficiente para afastar o fogo que alimentava dezenas, não! Centenas de clareiras iguais a que eu e meu grupo montamos para passar a noite.

Eu não sou fervoroso mas meus companheiros de espada dizem quer era bom que fosse. As hordas tem tomado tudo e aqueles que caem sob o fio das espadas primitivas e brutas dos goblionoides, sem fé encontram o nada do outro lado.

Esse clima tem perseverado entre os meus companheiros, talvez seja o frio, a fome, talvez seja o medo de que a qualquer momento o acampamento pode ser atacado, seja o que for, como for, nos sentimos só deste lado de Furyondy. Estamos de um lado esquecido do reino, que talvez esteja se esquecendo de seus valores, imergindo nesse negrume que aflige a todos, ainda que não tenha abatido a mim.

Talvez seja uma questão de tempo. Onde estão os Heróis de Furyondy?

Que Rao, nos dê uma boa hora…

Diário de um soldado sem nome.

Texto original e revisão: Bruno de Brito.

Neve e Guerra
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