O sacerdote abre os olhos com a sensação de que alguém que ele conhece está a chamar seu nome.

Lucius, Lucius, desperte, pois, tenho algo importante para falar-te”.

A voz lembra a de Eldan Ambrose, Tomás Lenry, Gangaster Flynn e de todos os sacerdotes da Abadia da Espada que em algum momento da vida de Lucius, foi importante…

Kirkmund, O Peregrino e Harash Variel despertam com os ensurdecedores gritos de dor, os heróis ficam estarrecidos ao verem que Lucius está se contorcendo no chão. Os gritos são perturbadores e eles nunca viram o imponente seguidor de Tempus sofrer tanto, nem nas piores batalhas Lucius gritou em agonia e dor como naquele momento.

Harash sai do estado de surpresa em que ele se encontrava e correu para tentar ajudar seu companheiro, mas Kirkmund, que parecia ir fazer o mesmo, segura o Alto Elfo pelo ombro. O clérigo de Lathander aponta para um círculo de runas e componentes sagrados perto da cama de Lucius e os dois deduzem que Lucius deve ter feito algum ritual sagrado enquanto dormiam.

Os dois observam seu companheiro gritar e se contorcer de dor, mas por algum motivo sentem que não devem impedir, Lucius começa a chorar sangue e quando o clérigo fica em posição fetal, um forte cheiro de carne queimada é percebido por eles, Harash e Kirkmund observam as costas de Lucius esfumaçando e queimando, palavras vão sendo queimadas nas costas do sacerdote, a dor é tão lacerante que Lucius desmaia no final.

Harash e Kirkmund cuidam de seu companheiro enquanto leem as palavras nas costas de Lucius, são antigos dogmas de Tempus, Kirkmund fica pensativo, ele não sabe dizer se o que aconteceu foi uma benção ou uma penitencia.

Nas palavras do Martelo Inimigo, “A Guerra é um incidente que oprime todos os lados igualmente e que em qualquer batalha, um mortal pode ser morto ou pode tornar-se um grande líder entre seus companheiros”.

Nas palavras do Martelo Inimigo, “Liberte-se honradamente e incansavelmente em batalha, mas não tema recuar em lutas sem esperança”.

Nas palavras do Martelo Inimigo, “A guerra não deve ser temida, mas vista como uma força natural – uma força humana – a tempestade que a civilização conduz através de sua completa existência. Pestilência e fome são os verdadeiros flagelos da civilização, pois elas afligem todos igualmente, mas sem a oportunidade do valor”.

Nas palavras do Martelo Inimigo, “Defenda o que você acredita para que não seja arrastado para longe, e lembre-se de cada morto que caiu em combate diante de ti. Acima de tudo, não subestime adversários e respeite a todos, pois seus valores resplandecem em tudo, independentemente da idade, gênero ou raça”.

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Texto original: Diogo Coelho
Revisão e Publicação: Bruno de Brito.

Tormentos Noturnos (Na carne, na alma)
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