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Aventuras em Crivon, Crivon

Aventura CaLuCe: O estranho prisioneiro

Para ver o capítulo anterior, clique aqui.

Momentos após a queda dos corruptores, o grupo seguiu por aquela pequena ilha de ruínas e destroços, chegando num ponto onde havia um círculo desenhado no chão, suas runas eram prateadas e brilhavam com uma luz cintilante, tinha um metro e meio de raio, em seu interior jazia uma figura ajoelhada, murmurante, parecia exaurida, sem conseguir se erguer ou sair daquele pequeno espaço.

celebrimbor Aventura CaLuCe: O estranho prisioneiro

O estranho prisioneiro.

O estranho prisioneiro, lembrava um elfo florestal, trajando uma armadura finamente trabalhada, tinha os cabelos pretos e olhos azuis profundos – que pareciam exibir um tênue brilho, as feições dele lembravam um nobre elfo. Em sua cabeça jazia um aro feito em ouro branco, que a adornava, dando-lhe um aspecto ainda mais majestoso.

De dentro do círculo, ele exibiu sinais de estar sentindo algum tipo de dor, o elfo olhou na direção de todos e, com voz impositiva, disse em élfico antigo:

– Me libertem agora! Eu exijo! Não temos tempo a perder! O mal conspurcou o terreno sagrado e está rompendo os lacres. Se não agirmos imediatamente, tudo estará perdido.

Desconfiado, Drigos novamente expandiu sua consciência e percebeu que o ser não era um morto-vivo, durante o processo ele percebeu que o elfo sentiu sua aura e voltando-se para ele, disse numa voz que foi somente ouvida pelo jovem paladino, em idioma comum:

– Nem tudo o que está morto é maligno!

O paladino avisou ao irmão e os demais que o elfo não estava vivo e pediu cautela.

A pedido de Wenishy, Merlin analisou o círculo e identificou que se tratava de alguma contenção criada para aprisiona-lo. E destacou que os tais selos, deveriam ser alguma série de proteções magicas que teriam a função de impedir o avanço de pessoas não autorizadas em algum local de importância.

Olhando para Tinthalion, que observou o prisioneiro com benevolência e respeito, o elfo florestal repetiu, desta vez olhando para ele:

– Me liberte! Não temos tempo a perder! Em breve o mal terá o que veio buscar, enquanto divagam! Se é um elfo, eu ordeno que me liberte! É imperativo que ajamos neste instante, ou tudo estará perdido!

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A versão fantasmagórica.

Enquanto seus companheiros discutiam o próximo passo, sem titubear, Markin rapidamente se deslocou até o círculo, sob os protestos dos demais, e antes de ser impedido por Wenishy que estendeu o braço para agarra-lo, o alto elfo, com um arrastar de seu pé conseguiu desfazer o círculo de prata no chão.

Neste instante, viu-se um clarão, logo após, todos puderam ver o elfo florestal de pé no local onde outrora estava Tinthalion, mas Markin havia desaparecido e a figura do elfo florestal havia ficado em seu lugar. Ele parecia oscilar entre sua forma física, outra de Markin e uma última era uma versão fantasmagórica do elfo florestal. Olhando para eles, disse em seu idioma:

– Eu sou Gelderan de Bartha Solo de Cravos, Cavaleiro Elemental da Terra! O corruptor que procuram está prestes a obter a Espada Dimensional que pertenceu a Shaider Arull, primeiro comandante das forças de Neghaverso e que foi o motivo da atual Desolação Flograthi.

Estupefatos com o fantasma, o grupo permaneceu atento as suas palavras, que ora vinham através da voz de Markin, ora vinha através da voz do espirito. Ele continuou dizendo:

– Eu e Hanna Eriol de Hannela, a Caminhante dos Ventos, Cavaleiro Elemental do Ar, nos unimos aos elfos Flograthi para determos o avanço de Shaider e sua horda. Shaider Arull, o githyanki, que havia roubado o Bastão de Zoshonnel, durante a queda de sua mestra Neghaverso, veio até a Floresta da Vigília em busca do Bastão de Gurza, relíquia guardada pelos elfos daqui desde a queda de Galbardian.

Durante seu avanço, Arull deflagrou o poder do Bastão do Fogo, matando inúmeros membros deste povo, enquanto suas tropas avançavam causando muito sofrimento e destruição. A resistência élfica estava quase vencida, quando Shaider conseguiu se apoderar do Bastão de Gurza, contudo, neste momento, nós conseguimos encurrala-lo e ele teve que nos enfrentar.

Durante a batalha, utilizando a Espada Dimensional e toda a sua grande capacidade combativa e agilidade ele conseguiu me derrotar, mas Hanna Eriol continuou a confrontá-lo até o momento final em que, mortalmente ferida, ela conseguiu se apoderar do Bastão da Água e, num ato de sacrifício, conseguiu cruzar os bastões e entoar o rito secreto, destruindo ambos os bastões.

No processo, foi deflagrado o grande poder contido nas relíquias, que não só pôs fim a vida dela, como também a de Shaider Arull, que foi consumido pelo fogo e pela água num momento de agonia e desespero. Como meu último recurso, formei uma redoma de terra que protegeu alguns elfos da morte certa, no entanto, não pude me salvar, pois fiquei fora da proteção.

Como consequência, todos que estavam fora da proteção foram mortos e todas as construções foram devastadas, a floresta virou o pântano que conheceram e Flograthi passou a ser um canto obscuro e arruinado.

Agora, o corruptor que está mais a frente, anseia por adquirir a Espada Dimensional, uma poderosa arma capaz de quebrar a realidade entre cruzar os planos de existência, para trazer uma criatura ainda mais poderosa do que aquele que estamos para enfrentar. Até agora, todos os que enfrentaram eram mais fracos, mas se ele tiver êxito, Crivon estará perdida.

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Hanna Eriol de Hannela destruiu os bastões elementais do fogo e da água.

Enquanto Tinthalion, possuído pelo fantasma de Gelderan, avançava com duas espadas semi-espectrais em cada mão rumo a escuridão a frente.

Drigos, sentindo-se contrariado pela demonstração de impulsividade de Markin, olhou aborrecido para os demais companheiros e exclamou:

– Mais uma vez seguiremos rumo ao desconhecido por causa daquele elfo. Isto não está certo Wenishy! Sinto que o fato de estarmos aqui só nos afasta do verdadeiro objetivo de minha presença. Somos um grupo de veteranos, mas estamos nos comportando como iniciantes, isto está certo, não deveríamos combinar tudo antes de agirmos?

Resignado, Wenishy olhou para o irmão e respondeu:

– Concordo com você irmão. Mas isso é um assunto para tratarmos depois com a severidade que merece. No entanto, agora temos um grande mal à solta e a possibilidade de uma grande calamidade se abater sobre o Protetorado de Ecnor, caso não façamos nada. Como paladinos, devemos agir agora em prol do bem maior. Depois falaremos com Tinthalion sobre esse e demais assuntos.

Ao concluir, com sua espada brilhante, ele seguiu atrás do elfo. Merlin começou a caminhar, seguindo os aliados que partiram, olhou para Drigos, deu de ombros e disse:

– É meu amigo, não temos escolha, Wenishy tem razão. Agora é hora de agirmos!

Drigos olhou para os amigos seguindo atrás do fantasma no corpo de Tinthalion, fez uma careta de desgosto, desembainhou sua espada e partiu atrás deles.

ef73d-drigos2 Aventura CaLuCe: O estranho prisioneiro

Drigos não gostou do encaminhamento dado pelos heróis, mesmo assim, ele os seguiu.

Para ver a continuação, clique aqui.

Criação e elaboração: Patrick, Aharon Gonçalves, Bruno Gonçalves, Bruno Santos, Diogo Borges.
Fontes de imagens: internet
Autoria da imagem da capa do artigo: Shin

Aventura CaLuCe: O estranho prisioneiro
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4 Comments

  1. Foto de perfil de Bruno Santos

    Paladinos são famosos por sua intuição e senso de dever, foram raras as ocasiões em que Drigos, Wenishay ou ambos, caíram em algum ardil dos inimigos, e apesar de terem sido raras, tais ocasiões,as poucas culminaram no assassinato de uma rainha gestante em certa feita, e na destruição de um grupo inteiro nas mãos de um dragão lich, e outra situação.

    Se isso não for suficiente para dar razão a Drigos, Wenishay seria um tolo que não aprendera nada com seus erros.

    Merlin e Markinisman, provam que ainda são jovens e inexperientes nas nuances que circundam os Cavaleiros da Luz Celestial. É necessário sim, investigar, haver reserva e agir com a precisão de um falcão, pois cega, já é a justiça naturalmente.

    Vamos para o próximo artigo, essa aventura foi bala!

    Patrick, como um resumo da história, senti falta de algumas informações de registro, tipo Data de quando ocorreu a sessão, em que período de Crivon (linha do tempo) esses acontecimentos estão se passando.

    O texto é tão bom que parece uma lenda, uma fábula que fala de heróis de um tempo antigo, vivendo um grande momento da história.

    Você broca em seus textos!

    • Foto de perfil de Bruno Santos

      Outra parada, o link: clique aqui n ta fundando.

      • Foto de perfil de Bruno Gonçalves

        A atitude de Merlin, que também foi questionada aqui, a resposta foi dada aqui: http://orbedosdragoes.com/2017/04/o-estratagema-de-sombra-da-morte-parte-3.html#comment-882

        Sobre a atitude de Markin S’man, tenho algumas palavras a tecer.

        Sim, a tomada de decisão foi impulsiva e precipitada, não parece ter sido envolta em lógica.

        Porém, Merlin acredita que Mark tomou essa atitude baseado em informações que ele tinha (que são fatos) e também em suas intuições, por quatro motivos:

        1) Mark é elfo, e o local inteiro tem haver com uma civilização élfica antiga e envolta em lendas e histórias;

        2) O local estava emanando magia antiga, que está associado com elfos e Mark estava em uma sintonia muito grande com essas emanações;

        3) Mark havia encontrado Sombra da Morte antes, ele vivenciou todo o mal e crueldade que aquela criatura propagou. Ele estava vigilante, precavido e seus sentidos estavam a flor da pele;

        4) Houve um elo, uma ligação muito forte de Gelderan Bartha com Mark. Tanto é que ele fez uma jogada de resistência. Então isso pode ter aflorado ainda mais os sentidos e intuições, até mesmo algum vislumbre (que não foi revelado para todos).

        Não só paladinos possuem intuições…

        Não acredito que os CaLuCes, que estão reunidos novamente, terão uma boa relação se a todo instante forem crivados de olhares de julgamento, cobertos de sombras de indagações e ar de irresponsabilidade dos paladinos.

        Drigos até possui argumentos fortes para desconfiar de Markin S’man. Essa desconfiança tem relação com as péssimas decisões feitas pelo guerreiro/mago ao entrar no Vale do Tormento (queria caçar itens mágicos).

        A justificativa ainda é mais forte porque a memória dele ficou parada no tempo naquela aventura. Ele acabou de voltar do futuro, após ter sido ressuscitado. Então, sua memória recente está presa a isso.

        Porém, Wenishay participou de diversas empreitadas ao lado do elfo muito tempo depois, bem como Merlin.

        Mark possui muita intuição, sensitividade, o que é explicado pela sua natureza élfica e arcana.

        Temos que ter cuidado em apontar o dedo e julgar nossos companheiros.

        Ficar na expectativa para no final dizer “Eu te disse, eu te disse…” não ajuda em nada.

        Para finalizar, de imediato, Merlin achou que foi uma estupidez o que o elfo fez.

        Porém, ao longo do desenrolar da aventura, ele logo percebeu os nuances que ele não conseguia detectar como o elfo detectou (conforme expliquei acima).

        Isso ficou ainda mais forte durante o embate contra Sombra da Morte. A criatura vil havia feito um colar, uma relíquia, com a cabeça e espíritos de companheiros elfos de Markin S’man.

        • Foto de perfil de Bruno Santos

          Caso Wenishay n tivesse cometido tantos erros por conta de simples gestos como esses…. Ele poderia estar equivocado, mas a experiência prova sempre q a reserva é o melhor caminho para o mínimo dano e o bem maior.

          Reserva, cálculo e análise – receitas inexoráveis do êxito.

          Enfim, foi feito e deu tudo certo…

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