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Redigida por Delgrim Escudo Dourado

Autoria do jogador: Fred Ângelo

Ilustríssimos alto conselheiros do Escudo Dourado

bilhete Delgrim: Carta ao Conselho

Venho através desta atualizar suas senhorias dos desdobramentos da empreitada realizada com fim de estabelecermos contrato comercial com o reino humano de Cidade Morth, numa de suas cidadelas, a conhecida Cidadela Templo de Elorian.

Meu relato se dividirá em três partes, na primeira tratarei dos reveses sofridos durante a viagem e sobre como os bravos companheiros do Escudo Dourado contribuíram para o seu êxito parcial; na segunda parte tentarei esclarecer sobre os modos dos cortesões e o que percebi da vida política daqui e seus ritos; e por último farei algumas requisições para o avanço da nossa campanha, bem como recomendações de condecorações aos bravos escudeiros que pereceram em nome do clã e da nossa missão.

À altura da Vila de Unicórnio Cinza – que é algo como um posto avançado da Cidadela Templo de Elorian, que por sua vez é conhecida também como Cidadela Verde – nossa comitiva fora atacada por vis goblinóides. Orcs, goblins e seus animais romperam nossas defesas, nos superando numericamente, forçando-nos a abandonar nossos carros em nome de encontrar uma posição favorável para defender. Glader, punho martelo nos conduziu a todos para uma espécie de gruta, onde definimos por romper as linhas orcs para que eu, em posse da “chave”, conseguisse chegar à cidadela humana.

Ao me despedir dos meus bravos companheiros, fui ao combate e consegui escapar dos nossos oponentes. Vaguei pela floresta até encontrar um grupo de anões acompanhados de uma humana de origem nobre e um outro guerreiro humano. Esse humano, acompanhado de uma desgraça para o povo anão, desapareceram ao amanhecer com as moedas dos demais.

A saber, passei a acompanhar o restante do grupo quando soube que compartilhávamos o objetivo de sair dali. Em tempo, esses companheiros improváveis estavam numa missão para avisar a cidadela dos ataques dos orcs e seu plano maligno de despertar um dragão verde que hibernava na floresta. Esses orcs eram mais organizados do que aqueles que já enfrentara ou li sobre, seu líder chama-se Olhos Âmbar.

O grupo que encontrei consistia em dois anões, Forflin dos Muitos Livros, um arcano da Montanha do Escudo e Sigurn Blesshield, cujo nome estranho não é a única peculiaridade, sua origem é estranha, se diz ser da Grande Fenda, local que não recordo ter visto em nenhum dos nossos mapas.

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Juliette.

A humana que me deu a primeira amostra de como os nobres da região se comportam, chama-se Senhora Juliette Tasseleroff, esposa de Sir Valerius Tasselroff, que é irmão de Lorde Lasteroth, um dos líderes máximos do reino.

Sua infalível atenção aos outros, generosidade e belas palavras escondem uma natureza sombria e uma habilidade ímpar para matar, uma mulher muito perigosa mas que até agora se mostrou leal e fez questão de exaltar os feitos de seus companheiros e nos bem disse na cidade de seu cunhado, onde fomos recompensados com cortesias e ouro.

Com esses companheiros atacamos um acampamento Orc, de onde resgatamos alguns prisioneiros, incluindo Glader, que tinha tido sua mão direita decepada e ardia em febre. Os outros eram uma mulher suspeita e um curandeiro, além de um moribundo cavaleiro, Sir Alexander Brussel, que acompanhara a Senhora Juliette em sua missão original e morreria deitado numa maca, assassinado por um Orc.

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Rickster, o curandeiro.

O curandeiro parecia conhecer o local, prometeu nos conduzir para uma saída da floresta, por onde havia sido ferido por uma criatura meio urso meio coruja, fiado na capacidade dos guerreiros de sobrepujarem a criatura, Rickster, o curandeiro, nos guiou até o topo do vale que seria nosso destino, lá fomos atacados novamente por orcs onde seguimos firmes em triunfo.

Passamos a noite lá em vigília onde esperando o ataque orc, vimos Sigurn, o anão da grande fenda, transformar-se numa besta com feições de roedor. Passou acorrentado a noite e não parece se lembrar de nada apesar de estar ciente de sua condição.

Ao amanhecer, descemos ao vale e combatemos a criatura urso-coruja. Sem feri-la mortalmente, mas afugentando-a corremos para a saída. O curandeiro havia recuperado suas ferramentas e seus suprimentos de ervas e cumprido sua promessa de manter Glader vivo e nos levar para fora dali. À saída da floresta, ao encontrar a guarda da cidadela verde, o curandeiro misteriosamente desapareceu.

Engrossamos então as fileiras de uma comitiva que chegava a cidadela, haveria lá um encontro de xerifes, título dado aos regentes das cidadelas que compõem o Protetorado Morth.

Lá relatamos às autoridades os perigos que corriam os humanos devido a ameaça dos orcs de Olhos Âmbar e do dragão. Após nos ouvirem, os humanos despacharam suas tropas e desbarataram o cerco orc, mas, por desconhecer os planos dos orcs, não sei se eles obtiveram êxito. Digo isso porque esses orcs pareciam mais organizados do que o normal, havia uma malícia inteligente por trás deles. Além disso não há confirmações sobre a captura de Olhos Âmbar e o destino deste reino humano me parece incerto.

Sobre os modos da corte aqui, eles parecem não reconhecer nobreza em outros rostos que não os humanos, me parece que sua capacidade heráldica é limitada a seus próprios círculos, algo que pretendo remediar com brevidade. Apesar desses modos, os governantes daqui honram seus “heróis” em que pese não saber a longevidade de tal reconhecimento.

Certo é que consegui audiências com as lideranças daqui e o nosso empreendimento deve concretizar-se em breve. Ademais a confiança da senhora Juliette Tasselroff e seus contatos com a nobreza podem ser valiosos e estratégicos em discussões e transações futuras.

Em breve terei uma descrição mais precisa da estrutura política local e de como transitar nossos interesses por aqui.

Por hora, necessitamos de mais pessoal e recursos para dar início à loja aqui na Cidadela Verde. Somos um total de dez aqui, dos trinta que partiram da capital. Solicito que nos enviem recursos e pessoal para completar a oficina.

Baern recebeu da Xerife local uma proposta de exploração de uma mina. Pareceu a ele a aos demais uma empreitada digna, e defiro à sua experiência para o prosseguir ou não com essa nova missão. Devemos precisar de mais pessoal, mas temos poucas informações sobre a tal mina e por enquanto não sabemos quantos serão necessários para operá-la. Em breve escreverei novamente sobre esse assunto especificamente.

Por fim, gostaria de recomendar a insígnia do terceiro comando para todos os Escudeiros combatentes que sucumbiram na investida Orc, a ser entregue às suas famílias. Aos servos e artesãos caídos, recomendo a Medalha de Pedra de Fogo, pela bravura e tenacidade demonstrada em face do perigo e mortes iminentes.

A Glader, Punho Martelo recomendo a comenda de honra Estrela de Ferro
A Baern Metalforte, a honraria Machado Esmeralda

Aos demais combatentes vivos, a Comenda Menor da Infantaria.
Aos demais servos e artesãos vivos, a honraria da Seta de Prata

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Delgrim Escudo Dourado

Pontuações em experiência

Pela carta redigida, Delgrim deverá receber 200 XP. Recebeu também mais 100 XP pela carta a família. Parabéns!

Observações

Materiais fabricados por jogadores em prol do jogo ou do cenário são recompensados com ptos de experiência.

Delgrim: Carta ao Conselho
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