Orbe dos Dragões

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Aventuras em Crivon, Crivon

Discutindo os rumos

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Personagens:

Delgrim Escudo Dourado (anão) – guerreiro de 3º nível
Sigurn Escudo Abençoado (anão) – guerreiro de 4º nível
Forflin dos Muitos Livros (anão) – guerreiro de 1º nível e mago de 3º nível
Juliette Tasselroff (humana endoariana) – ladina de 1º nível e bruxa de 3º nível

Sessão de 30/03/2017

Após receberem a recompensa, os integrantes da dissolvida Comitiva do Aviso, que informou a Cidadela Verde* do ataque iminente que forças orcs, na área, estavam orquestrando contra as vilas humanos sob a proteção desta cidadela.

Uma semana havia se passado e o grupo estava de volta a Taverna do Verme Verde discutindo quais rumos tomariam a partir dali, o que haviam descoberto e o que fariam. Depois de um longo diálogo, eles decidiram que fariam, cada um, pequenas incursões na cidadela para angariarem informações.

Delgrim e a Curandeira

Delgrim decidiu que conheceria a Curandeira Freya – para tratar de uma possibilidade de cura para Sigurn, para perguntar sobre Rickster, e para isso foi até sua loja no lado leste da cidadela. Ao chegar no recinto, foi recebido por um jovem alto, de porte atlético, que gentilmente o conduziu até a presença da senhora curandeira.

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Freya a Curandeira. Fonte: internet

A Curandeira pareceu conhecer o anão, devida a sua fama na Comitiva do Aviso ter se espalhado pela cidadela, o tratando com respeito e cortesia.

Em diálogo com a senhora de olhar arguto e franqueza no falar, a mulher lhe contou que para curar alguém vitimado por licantropia, a ação deveria ser urgente, pois três transformações seriam suficientes para que ele não retornasse a sua condição normal, nunca mais. Porém, para ter êxito na tarefa, eles precisariam de um poderoso clérigo, que em conjunto com os ingrediente certos seria o único a poder curar a doença de Sigurn.

Quando interpela se poderia curar o anão, Freya lhe disse que o risco era muito alto e que para tanto, cobraria a vultuosa taxa de 500 povos*. Delgrim, argumentou e tentou barganhar o valor, ao não ter muito sucesso, comentou que falaria com seus amigos e veria uma forma de pagar pelo serviço. A Curandeira ressaltou, que caso não dispusessem daquela quantia, poderiam lhe prestar um auxílio numa demanda que tinha, não falando sobre o que seria exatamente. Ao que Delgrim destacou que conversaria com  seu grupo.

Durante o diálogo, ele mudou de assunto e questionou Freya sobre a existência de Rickster e se ele seria mesmo um de seus aprendizes de curandeiro. Ela falou sobre Rickster com o anão, declarando que o homem havia aparecido há um ano e meio atrás decidido a aprender as artes do herbalismo e da cura. Se destacando como um proeminente curandeiro, dada sua grande inteligencia e capacidade de concentração. Porém, há cinco meses atrás, havia deixado a sua tutela e partido para uma jornada solitária, dizendo que não mais voltaria, pois havia encontrado na necromancia uma resposta para o que estaria buscando e o caminho para suas mais necessárias descobertas.

Apesar de demonstrar preocupação com o suposto curandeiro, Delgrim, ouviu de Freya a ressalva de que apesar de muito retraído e solitário, Rickster aparentava ser uma boa pessoa, e até então, não havia feito mal a ninguém.

Com ainda mais dúvidas sobre o misterioso curandeiro que haviam libertado na floresta a caminho da Cidadela Verde, Delgrim deixou o recinto, refletindo sobre as condutas de Rickster e sobre o que faria se o encontrasse novamente. Assim, o anão, retornou para encontrar-se com Sigurn e lhe dar a má notícia relativa a sua cura: a de que se quisessem contar com Freya teriam que pagar por sua ajuda.

Encontros de Juliette

Em paralelo, Juliette partiu para se encontrar com a Xerife da Cidadela Verde, Lady Samira Morus D’Ilcs, que a havia convocado para uma audiência.

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Lady Samira Morus D’Ilcs, Xerife da Cidadela Verde. Fonte: internet

No escritório da autoridade máxima da cidadela, as duas conversaram sobre os últimos acontecimentos. Sendo que Samira declarou para a ladina que havia conseguido despachar a Xerife da Cidadela do Portal, Sua Alteza*, juntamente com boa parte de seu séquito, de volta para seu local de origem. Samira indicou estranheza na permanência prolongada dela na cidade, após o término da grande reunião entre xerifes ter ocorrido, destacando que a permanência dela indicava algum interesse no grupo a qual ela estava fazendo parte.

Juliette falou com delicadeza com a xerife, demonstrando sua fraqueza no lidar com pessoas como Lady Miran, ao passo que Samira ressaltou, de forma incisiva, que as pessoas de quem se menos esperam força, acabam escondendo um grande poder.

Por fim, solicitou que interviesse com seus aliados para que aceitassem sua proposta de trabalho na cidadela. Juliette respondeu que faria o que estivesse ao seu alcance para ajudá-la.

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Frida, a ladina. Fonte: internet

Ao deixar o escritório de Samira, Juliette se encontra com Frida e desabafa com ela sua crescente preocupação com seu marido, Sir Valerius, um dos integrantes da poderosa família Tasselroff, ainda que um meio irmão, era considerado por Lorde Lasteroth – o grande Pretor e líder máximo do Protetorado Morth, que o tinha como um irmão legítimo e estimado amigo.

Ela sabia que a posição de seu esposo era delicada, pois como um notório líder estrategista,  poderia ser convocado por qualquer um dos xerifes para auxilia-los em suas tarefas na defesa de suas cidadelas. Obrigado, pelo dever, a obedecer, Juliette lembrou das palavras de Mirian e expôs a Frida apenas sua preocupação com a integridade de sua marido e seu interesse em se comunicar com ele.

Prontamente, Frida declara seu total interesse em ajudar Juliette, se comprometendo a ir até a recém libertada Vila do Unicórnio Cinza para buscar informações sobre o consorte de Juliette, no racho deles.

Juliette se anima e aceita a oferta da ladina, declarando sua amizade por ela. Assim, Frida parte, numa viagem para a vila em busca de informações para a amiga.

Forflin e sua descoberta

Estimulado com o resultado de seus feitos mágicos, apesar de seu atual interesse nas atividades militares e habilidades de guerreiro que teve que estimular dada as circunstâncias ameaçadoras em que se encontrou na mata com seus amigos, o mago anão estudou com afinco por dias a fio.

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O grimore de Forflin teve novas aquisições. Fonte: internet.

Por fim, ao término de terceiro dia, conseguiu desenvolver novos poderes mágicos que iriam auxiliar seu grupo.

Em paralelo ao seus estudos, o arcano continuou a procurar por Andreas Vanderslake, o bardo conhecido por conduzir aventureiros para aventuras que não estariam disponíveis na Tábula dos Desafios*.

Encontrando o Bardo Andreas

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Andreas Vanderslake, o bardo. Fonte: internet

Durante uma de suas idas e vindas entre as tavernas da cidadela, por fim, Forflin dos Muitos Livros encontrou o bardo Andreas Vanderlake, que veio cumprimentar a ele e a seu grupo.

O barda pareceu conhecer os integrantes da Comitiva do Aviso e demonstrou seu interesse em querer cooptá-los para trabalhos esporádicos, em missões paralelas aos seu deveres como membros da cidadela.

Seu interesse pareceu nada altruístico para o grupo, pois o bardo deixou claro que teria sua participação nos lucros das missões para onde fossem indicados por ele. Andreas também declarou que para eles conseguirem posições e prestígio naquela sociedade, eles precisariam se inserir nela mostrando que são indispensáveis ali. E que fazendo essas missões, desvendando mistérios, prendendo notórios foras da lei ou confrontando ameaças a cidadela seriam bons atalhos para alcançarem essa meta.

Andreas falou com o grupo sobre uma missão mais urgente, para auxiliar um proeminente burguês local a confrontar o assassino de seu primo. Aparentemente, durante uma caçada na floresta, ele e o primo haviam sido atacados, o homem escapou, mas seu primo foi vítima do assassino. O homem interessado no serviço se chamava Horik Iurdson, proprietário da Estrebaria do Garanhão.

Juliette flerta com Andreas com cautela e percebeu seu interesse disfarçado nela. Enquanto Delgrim, desconfiado, pareceu não ter interesses no que o bardo estava ofertado. Ao final do diálogo, Forflin agradeceu ao bardo pela oferta.

Eles continuaram bebendo, mas sentiram que naquela noite de lua cheia, alguma coisa estava errada. Sentiram que algo faltava, quando perceberam que alguém de seu grupo não estava ali. Foi quando se tocaram e em pensamento, se perguntaram, onde estaria Sigurn?

Para ver a continuação, clique aqui.

Criação e elaboração: Patrick, Ângelo, Sandro, Shin.
Autoria da logo de capa: Shin
Fontes de imagens: internet

Glossário:
Cidadela Verde = Cidadela Templo de Elorian; 
Povo = Moeda de Ouro no Protetorado Morth;
Sua Alteza = como é conhecida Lady Mirian Tasselroff - Xerife da Cidadela do Portal;
Tábula dos Desafios = um local onde estão dispostos desafios, solicitações de emprego para aventureiros e anúncios de recompensa por determinados sujeitos;

Pontuações de experiência:

Nesta sessão os jogadores que compareceram e realizaram interpretações de seus personagens (Fred, Sandro e Shin), receberam 200 pontos de experiência.

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2 Comments

  1. “… Porém, há cinco meses atrás, havia deixado a sua tutela e partido para uma jornada solitária, dizendo que não mais voltaria, pois havia encontrado na necromancia uma resposta para o que estaria buscando e o caminho para suas mais necessárias descobertas…”

    Aí ó! Aí ó! Curandeiro nada! Rickster está é mancomunado com os orcs. E Delgrin fica repetindo “Dá um bombom para o necromante! Dá um copo d’água para o necromante!”.

    Rickster merece é dois metros de aço puro nas estranhas!

    (Juliette cospe no chão com asco)

    “…Sir Valerius, um dos integrantes da poderosa família Tasselroff, primo e amigo de Lorde Lasteroth – o grande Pretor e líder máximo do Protetorado Morth…”

    Na verdade eles são irmãos, não? Juliette é cunhada de Lorde Lasteroth, embora uns e outros por aí, como um tal de Njord, não lhe trate com o devido respeito e acatamento.

    Está merecendo um castigo à altura de tamanha insolência para se colocar em seu lugar.

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