Chegamos ao fim das classes básicas, e com estilo! um gnomo da classe mais op legal do jogo. O que chama muita atenção é o reino do Arquimago Nex e todas as grandes coisas la escondidas. nas próximas duas semanas vamos mostrar os personagens das classes alternativas e daí entraremos nos ocultos e por fim os Híbridos. Uma longa viagem! o Invocador Icônico foi anunciado no blog da paizo no dia 25 de Dezembro de 2013, numa espécie de presente de natal… Texto original de Eric Mona.

Tradução: Fred Torres
Publicação: Fred Torres


A Última década da Era da Entronização¹ foi de esperança e inovações para os povos do Mar Interior. No norte, exploradores cheliaxianos de Korsova fundaram a cidade de Magnimar. Na região leste, Taldor e Qadira chegaram a uma paz, ainda que intranquila, depois de centenas de anos de animosidades e guerras abertas. Nos traiçoeiros Desertos de Mana ao sul, refugiados da traiçoeira Nex fundaram o ducado de Alkenstar, um farol de luz e esperança em meio a um mar de magia selvagem. Não muito longe, em Quantium, a capital de Nex, os Arquilordes receberam uma criança gnomo chamada Balazar em sua mais prestigiosa escola de magia.

Estudantes dedicados das escrituras deixadas pelo há muito falecido Arquimago que fundara o país, os Arquilordes decifraram nos mais recentes livros e pergaminhos descobertos que as “crianças do Primeiro Mundo” seriam centrais na administração mágica do reino. Nos anos que antecederam a morte de Aroden, as profecias eram muito mais valiosas nas regiões do Mar Interior e em 4601 os Arquilordes, obcecados com sua tradição, escrutinaram as comunidades de gnomos, infestando suas amadas cidades em busca de jovens aprendizes.

A ideia era prevenir que seus grandes trabalhos não caíssem vítimas da caótica e incivilizada raça de “crianças” anarquistas, então eles buscaram apenas os mais jovens (e menos corrompidos, em sua lógica), arrancando-os de seus pais, aprisionando ou destruindo as famílias de forma Golpistaária, arriscando ir contra a marginália do velho Arquimago, que fundou a cidade aberta a todas as raças. Para os arquilordes qualquer resistências dos gnomos seria uma revolta contra a nação, análogo a traição.

em 4606, o deus humano Aroden morreu, o poder da profecia se perdeu e o projeto de eugenia dos Arquilordes falhava clamorosamente. O grupo de Gnomos órfãos chegaram a maturidade décadas depois e eles trouxeram caos e catástrofe às academias arcanas de Quantium. No centro da destruição estava Balazar, um jovem impulsivo  cujo temperamento combina com o brilho escarlate feroz do se poderoso bigode, um fósforo aceso numa pilha de feno.

Em seus primeiros anos de instrução, Balazar não revelou qualquer habilidade mágica, preferindo passar seus dias pregando peças em outros estudantes e em seus instrutores, ao invés de se ater às meticulosas disciplinas do currículo dos Arquilordes. Quando uma peça resultou na transmutação ta torre de um instrutor em um monstro elemental gigante (graças, em parte, a uma pedra luminosa misteriosa que ele encontrara nos cofres da escola), Balazar e outros três cúmplices foram expulsos da academia e exilados. Foram mandados para Ecanus, a cidade sulista que abriga as Forjas de Carne², artefatos utilizados para criar o exército do Arquimago Nex, que até hoje dá “vida” a um sem número de criaturas que assolam a região.

Mandar os gnomos para Ecanos era puramente uma punição. Mas os mestres da cidade os receberam de braços abertos, apostando que seu comportamento não convencional, criatividade sem limites e obsessões imprevisíveis o s ajudassem a resolver um dos grandes mistérios das Forjas de Carne. Abaixo do complexo militar, andares abaixo nas masmorras, numa sala projetada pelo próprio Nex, se encontra uma brecha extraplanar conhecida como Abismo do Vazio³, uma passagem de paredes retas com uma névoa nauseante e multicolorida que levou  a loucura todos que por ela olharam.

Balazar-1-110x200 Balazar, o Arteiro

Um após o outro, os gnomos que vieram com Balazar contemplaram o abismo e um a um perderam suas mentes , deixando de ter qualquer contato com a realidade. Balazar observava horrorizado as cores das peles e cabelo de seus companheiros serem alvejadas em segundos, como se a fenda os tivesse consumindo. Quando a fadiga emocional tomava conta, e os gnomos gritavam em angustia, os instrutores os atiravam na passagem pensando que se eles não conseguissem desvendar os mistérios do artefato, um sacrifício ao desconhecido poderia resolver.

Quando ficou frente a frente com o vazio, Balazar pensou que poderia ter estudados com mais seriedade no conforto da academia de Quantium. Relutante, ele olhou para dentro da fenda e sentiu as estranhas energias fosso rastejando até sua mente, pior ainda, ele começou a ouvir vozes que o chamavam para saltar para dentro do vazio, no início pensou que fossem os outros gnomos e então os chamou um a um sem sucesso, sentindo seus cabelos tornarem-se brancos e sua mente escapando. Mas as vozes não eram de seus antigos colegas, elas pertenciam a… outros seres

Todo o limitado poder de concentração de balazar ele usou para separar as vozes em sua mente. Algumas eram agressivas e queriam ser deixadas em paz, outras, cantos serenos e convidativos pregando as benesses do esquecimento. Mas havia uma que, se ergueu sobre as outra e em meio ao tumulto disse direta e simples, “eu te ajudarei”, disse num tom confortante, “dê-me forma e me liberte dessa prisão que você e eu nos tornaremos um”

Sentindo as mãos dos instrutores nos seus ombros, prontas para dar o empurrão final e mandá-lo para o vazio do nada, Balazar tentou imaginar como a voz deveria parecer. Ele sonhou com uma criatura com corpo de serpente, garras de águias e poderosas escamas. E talvez pela fome que sentia por não ter comido o dia todo, imaginou a voz falando através do bico de uma monstruosa galinha. E quando sentira que as mãos a seus ombros definitivamente o empurravam, a criatura que ele imaginara saiu da fenda, real e assustadora, com aterrorizantes berros e serpenteando pela sala. As garras rasgaram os pescoços dos administradores e o bico destruiu seus olhos. E nesse meio tempo, com tom muito confortador ele repetia “Não tema pequenino, estamos destinados a ficar juntos”.

De alguma forma Balazar e a criatura aviária que se chamava Padrig conseguiram escapar das Forjas de Carne, de Ecarnus e até de Nex. Enquanto fugiam pela costa leste de Garund na direção norte em uma série de caravanas mercantes e de contrabandos, Balazar e Padrig se tornaram cada vez mais íntimos. Padrig lhe explicou que ele era um ser sem forma chamado Eidolon e só Balazar poderia dar-lhe estrutura e nexo por conta da conexão que partilhavam através de suas almas.

Ao ponto que viajavam de Nex para Katapesh, chegando até Absalom, o gnomo tornou-se expert em mudar a forma do Eidolon, dando-lhe mais garras, asas ou qualquer outro detalhe que lhe dessa alguma vantagem na situação em que estivesse. Quando discrição e furtividade eram requeridos, Balazar dispensa Padrig para um esconderijo extraplanar de onde o convoca quando conveniente.

Ainda que o espírito arteiro de Balazar permaneça vivo, a experiência com o Abismo do Vazio e seus horrores permanecem vívidos em sua memória. Outros gnomos confundem seus cabelos brancos com uma doença que atinge toda sua raça, mas graças as suas constantes e obstinadas viagens, ele se mantém tão vivo e cheio de saúde quanto qualquer gnomo de sua idade. Quando interpelados por outros gnomos de sua “doença”, mesmo com as melhores das intenções, Balazar entra num estado de impaciência, dizedo a todos que que cuidem e suas próprias vidas.

Privacidade é muito, mas muito importante para Balazar, pois os mestres que ele traiu não esqueceram que ele fora o único a “retornar” do abismo. Agentes dos Arquilordes de Nex rastreiam suas viagens a cada parada, forçando-o a ir sempre mais longe a cada estação. Balazar sabe que por mais que curtas, suas paradas são essenciais para que aprenda sobre o mundo e sobre a magia , com a qual foi tão displicente em Nex, e para que honre as memórias dos companheiros que ficaram para trás.  Por mais que eventualmente se recolha em seus pensamentos, contemplando o passado e tudo o que perdera, ele se reconforta na presença do eidolon. Enquanto estiver com Padrig, Jamais estará sozinho.

Balazar é o último dos icônicos de classes básicas. Nas próximas duas semanas teremos os icônicos das classes alternativas, Hayato, o Samurai e Reiko, Sangue Ninja.

Fred Torres

Ilustrações de Wayne Reynolds (caixa) e Penn (topo)

*Traduções não oficiais*

¹ Age of Enthronement
² Fleshforges
³ Void Chasm

Balazar, o Arteiro
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