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Personagens:

Drigos “Fênix” Poderkaine (humano mothaviano) – paladino de Tyr de 11º nível
Joshua Wenishay Poderkaine (humano mothaviano) – paladino de Tyr de 11º nível
Kraver Kravinoff “Merlin”(humano mothaviano) – mago evocador de 11º nível
Markin’Sman Thintalion (elfo) – cavaleiro arcano de 11º nível

Os lobos dos estepes

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Lobos gigantes, com hálitos gélidos perseguiram os heróis ardentemente. Fonte: internet

Jocasta segurou a tocha, que tinha sua iluminação e fonte de calor reduzida por conta da ventania que atingiu os personagens como uma mão gigante, gélida e pesada. Mesmo assim, ouvindo o aconselhamento da patrulheira, o grupo deixou a precária segurança e conforto do abrigo e a seguiram em meio a uma escuridão fria.

O grupo sabia que a estranha mulher era a única guia que tinham, e que até aquele momento os havia guiado para um local confortável e distante dos orcs.

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Jocasta Numbert, a patrulheira da Vila Kelser. Fonte: internet

O fato dela ser uma mãe preocupada com o filho – deixado na Vila Kelser, enquanto caçava, pareceu trazer sobre ela um manto de confiabilidade, que deixou o grupo despreocupado com algum traço de vilania.

Enquanto seguiram durante a noite extremamente fria, mas sem tanta obstrução como enfrentaram durante o dia, trouxe mais uma certeza sobre Jocasta Numbert – ela era realmente uma rastreadora experiente, pois conseguiu predizer que a noite o tempo melhoraria ao ponte de permitir que deixassem o abrigo rumo a outro, onde obteriam alimento e segurança.

O grupo seguiu, sentindo o frio, que como uma besta insensível e insaciável, os mordeu a cada metro que percorreram após deixarem o primeiro abrigo.

Sensatamente, Wenishay guardou sua armadura metálica e seguiu com a roupa do corpo, sentido que o frio havia diminuído levemente sua intensidade. Drigos, manteve sua armadura, protegido pelo fedorento manto de peles orc que conseguiu daqueles que derrotou na estrada. Markin, apesar de sua natureza élfica, sentiu o peso do frio que o corroeu na jornada. Já Merlin, conseguiu da rastreadora a benesse de usar a echarpe de peles que ela portava, ao cedê-la para o arcano, a rasteadora lhe disse:

Fala de Jocasta:

– Use-o. Para rastrear, preciso apenas de meus olhos. Pouco falo. Mas você precisará proteger sua garganta, já que depende tanto de sua voz. Vamos! Pode usar minha echarpe.

Kraver não esperava pela oferta, ficando encabulado inicialmente, mas depois  aceitou e agradeceu a mulher.

O grupo avançou por horas durante a noite, até que em determinado ponto, ouviram o uivo de um poderoso lobo, que lhes pareceu muito próximo. Jocasta informou que o uivo certamente pertencia a um lobo dos estepes. Os heróis tentaram se preparar, mas era tarde de mais. Um grande lobo, com muitas cicatrizes de batalhas anteriores e muito magro, surgiu para combate-los sozinho.

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Um lobo dos estepes surgiu para confrontar os heróis. Fonte: Roll20.net

Rapidamente, Drigos e Markin o confrontaram, não dando chances para a criatura. Ferida e percebendo que seria derrotada, a fera tentou fugir, mas foi impedida por Drigos que a nocauteou com um forte golpe, não letal, de seu escudo.

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O lobo dos estepes não foi páreo para os heróis. Fonte: Roll20.net

Wenishay e Jocasta mantiveram-se em prontidão, enquanto Merlin, com olhos argutos tentou antecipar a aproximação de mais animais. Nervosa, Jocasta se aproximou para dar um fim a criatura nocauteada, apesar da aparente discordância de Drigos, que não entendeu a pressa da rastreadora em dar um fim a uma fera indefesa.

Ao final a criatura foi morta e o grupo continuou apressadamente, pois a patrulheira – apesar de evidentemente impressionada com o grupo, que com apenas dois de seus integrantes conseguiu dar cabo de um grande lobo do estepes, os alertou que a criatura que haviam derrubado é um resto de matilha, que era enviado para testar a força dos oponentes.

O grupo continuou a jornada por mais alguns tortuosos minutos em meio ao frio. Eles notaram que a rastreadora pareceu ter uma preferência a seguir pelos caminhos mais longos, ao invés de pegar possíveis atalhos – evitando subir por encostas, porém o fato é que eles conseguiram prosseguir com mais velocidade e mais protegidos dos ventos frios que sopravam no alto.

Ainda assim, o frio pareceu crescer com o adentrar da noite, até que mais uivos foram ouvidos e uma nova luta começou contra um grupo de lobos, que pareceu os estar esperando para uma emboscada.

Desta vez, os lobos pareceram orquestrar bem suas ações, demonstrando uma astúcia maligna, atacando de vários lados a comitiva que ficou encurralada.

Wenishay percebeu sua espada reluzir tenuemente ante a primeira fera que confrontou, ao alertar seu irmão sobre o fato, Drigos percebeu o quanto era importante dar um fim as feras, dedicando-se para este fim.

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Os lobos atacaram o grupo. Fonte: Roll20.net

Os lobos atacaram o grupo com força e os atingiram com seus terríveis sopros gélidos. Num dado momento do confronto, as criaturas focaram sua atenção contra Jocasta, que teve suas forças minadas pelas feras rapidamente. Parecei que as criaturas perceberam que a mulher era o elo mais fraco daquele grupo e de alguma forma pretenderam dar cabo de sua vida.

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O lobo dos estepes lançaram seus sopros gélidos nos herois. Fonte: Roll20.net

Mas a reação do grupo foi enérgica, e naquele momento, o calor da batalha aqueceu os corpos e espíritos dos combatentes CaLuCes¹ os levando revidarem com força e estratégia.

Kraver, viu que uma das encostas parecia ser baixa o suficiente para arriscar uma rápida escalada – o que lhe daria a vantagem de um ponto mais elevado para que conjurasse suas magias de ataque mais fortes. Sem pestanejar, o arcano subiu e de lá deflagrou uma poderosa bola de fogo, que enfraqueceu as criaturas.

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Merlin lançou uma poderosa bola de fogo contras os lobo dos estepes. Fonte: Roll20.net

As criaturas pareciam terem sido enfraquecidas pelo ataque mágico, mas pareceram longe de estarem derrotadas. De onde estava, Kraver continuou a auxiliar seus aliados com magias de ataque.

Enquanto isso, Markin demonstrando maestria no manejo de sua espada eliminou o primeiro lobo.

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Merlin Kraver Kravinoff continuou ajudando seus aliados com suas magias de ataque. Fonte: Roll20.net

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Apesar dos números e de sua força, os lobos dos estepes foram derrotados. Fonte: internet

Drigos e Wenishay formaram uma proteção em volta de Jocasta e a curaram para que não perecesse ali. Sentindo-se amparada pelos paladinos e envolta na aura de coragem da dupla, a mulher combateu de volta os lobos junto com os cavaleiros sagrados e ao final, com a ajuda o espadachim Markin eles conseguiram derrotar todos os lobos.

O grupo elucubrou a possibilidade de arrastarem os lobos mortos para aproveitarem suas peles, quando tiveram sua intensão cortada pelo comando de Jocasta, que nervosa, os conclamou para continuarem a jornada o mais rápido possível, pois – segundo ela, a quantidade de lobos que haviam enfrentado indica que o alfa estaria por perto e um confronto contra ele não seria fácil de vencer.

Assim o grupo continuou, em meio ao frio, que naquele ponto pareceu não afetá-los, pois seus corpos ainda estavam aquecidos pela adrenalina do último combate e seus sentidos em profundo alerta, como se inimigos fossem pular da mata gélida a qualquer momento para um novo confronto mortal.

Mais uma vez Wenishay, se aproximando de Jocasta, a curou. O paladino queria ter a certeza de que a mulher estaria bem, diante de possíveis novos confrontos que viesse, e por mais que ela estivesse na condição de guardiã deles naquele terreno inóspito, era o dever dele proteger aquela súdita.

Quando Jocasta sentiu o toque quente do cavaleiro sagrada, ela finalmente percebeu – naquele momento, e comentou que sabia que ele e Drigos se tratavam de paladino.

O grupo finalmente alcançou o abrigo prometido por Jocasta. O local fica aos pés de uma colina rochosa, tinha a entrada em forma de alçapão, fica abaixo do solo, e pareceu ao grupo que havia sido uma gruta adaptada e escavada para ter as dimensões necessárias para manter um grupo de caçadores em segurança. Tamém haviam no interior do local, fenos e couros que permitiam um descanso apropriado, além de haver uma caixa de madeira contendo condimentos e recursos para acender uma fogueira, ao lado da caixa haviam pedaços de lenha para manter a fogueira.

Em seu interior, além de perceberem o rústico conforto do lugar, o grupo sentiu o cheiro de sangue e carne que eram provenientes de um gamo que havia sido caçado e tratado a não muito tempo. Conforme prometido, Jocasta tratou de aquecer a gruta com um fogueira – cujo fogo foi feito por Merlin, e produziu com alguns pedaços do gamo, um churrasco e uma sopa que aqueceu as barrigas e almas dos heróis. Naquele ambiente, eles conseguiram descansar, montando guardas em turnos, por acreditarem que o perigo ainda rondava o exterior daquele lugar protegido.

A chegada a Vila Kelser

Após uma reconfortante descanso, o grupo despertou e percebeu a ausência de Jocasta, mas não demonstraram preocupação, pois imaginaram que a mulher havia saída para bater o terreno a volta.

Merlin iniciou os preparativos para o desejum, sendo ajudado por Markin. Eles se alimentaram. Drigos permaneceu no interior do local e Wenishay saiu para ver se avistava Jocasta.

Do lado de fora, o paladino viu uma vastidão branca e inóspita. A nevasca que haviam enfrentado no dia anterior havia desaparecido, mas deixara aquela área completamente coberta e um nevoeiro pareceu cobrir as cercanias ao longe.

Após um tempo ali, pensativo em seus próximos passos, ele avistou, saindo em meio a bruma, a patrulheira se aproximar. A mulher vinha puxando pela rédea, um grande cavalo consigo. Ao chegar no ponto onde Wenishay estava, no exato momento em que Drigos subiu ao seu encontro. Os paladinos puderam ver o semblante de medo e preocupação da mulher, além do verem sangue em suas mão esquerda e na cela e crina do cavalo que puxava.

Antes que eles pudessem interpela-la sobre o que lhe havia ocorrido, ela decretou que o acampamento deveria ser desfeito, eles deveriam se apressar em seguir rumo a Vila Kelser. Rapidamente todos recolheram suas coisas e partiram, sentindo o sopro do vento frio daquela manhã.

A patrulheira seguiu a frente puxando o cavalo pela rédea. Indagada por Drigos sobre o que teria ocorrido, ela falou que havia encontrado o corpo de um conhecido, morto, não muito longe dali. O grupo achou estranha a revelação e a ausência de informações, mas não tardou até que eles encontrassem o corpo de um homem morto na neve.

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O estranho homem morto na neve. Fonte: internet

O homem estava caído de barriga para cima, com os olhos fechados, em meio a um céu fechado e ao vento frio daquela manhã. O homem era robusto, forte e jovem, apesar das marcas de expressão que lhe aparentavam mais idade. Com uma adaga estava em sua mão direita, exibiu um corte profundo em sua garganta.

Enquanto os demais tentaram entender aquela situação, Drigos teve um estranho pressentimento, para ele havia uma forte sensação de que aquele homem havia tirado a própria vida. Jocasta, com muito cuidado tentou erguer o corpo por sobre o cavalo, para leva-lo à sua vila, ao pedir ajuda aos demais, a obteve.

Assim o grupo, após andarem por mais meia hora em meio aquele território branco e azulado, alcançou uma estranha formação de pedra. Neste ponto, Merlin e Drigos sentiram uma estranho arrepio – como o prenúncio de algo funesto.

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Merlin percebeu que naquele lugar não mais ventava. Fonte Internet

Ao prosseguirem, por mais uma hora, chegaram até uma pitoresca vila entre um bosque de árvores e próximo a montanhas.

No limiar da entrada da vila que se aproximava, Jocasta – vendo crianças brincando em meio a viela principal que perpassava a vila, se separou deles, indicando que se dirigissem até a Taverna de Tempo, onde deveriam dizer que ela os havia indicado o lugar, para assim receberem o scotch que havia prometido a eles. A patrulheira, com o semblante fechado, alertou que não poderia entrar na vila com o corpo do homem, para não assustar as crianças, devendo se dirigir primeiro até a mãe do morto para lhe entregar o corpo e depois iria encontrá-los, juntamente com o líder da vila para conversarem.

Assim, Jocasta Numbert se despediu, seguindo por um trilha lateral até desaparecer em meio a arbustos.

Os CaLuCes desceram a viela, percebendo homens cortando lenha, crianças brincando em meio a neve, fumaça saindo de chaminés, numa profusão de cheiros – de comida e ervas. Entendendo que ali seria um porto seguro para a passagem que fariam rumo a Fortaleza de Helm, eles se dirigiram até a taverna indicada.

Contudo, no meio do caminho, os paladinos sentiram um cheiro distante, como que residual, mas que mesmo assim denotou uma súbita atenção e preocupação. O odor de enxofre declarava que naquele lugar esquecido pelos deus havia alguma presença corruptora.

Era dia 22 de junho de 1359, os CaLuCes chegaram a Vila Kelser, também conhecida como a Vila do Herege.

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Uma vila coberta por neve e mistérios. Fonte: internet

Continua…

Criação e elaboração: Patrick, Aharon Gonçalves, Bruno Gonçalves, Bruno Santos, Diogo Coelho.
Fontes de imagens: internet
Autoria da imagem da capa do artigo: Shin

Legenda:
¹ - CaLuCes - A Ordem dos Cavaleiros da Luz Celestial.

Pontuações de experiência:

As pontuações de experiência pelos combates foram: 700 ptos de xp para cada pj

Aventura CaLuCe: perseguição na neve
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