Orbe dos Dragões

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Aventuras em Greyhawk, Greyhawk

T.E.T. – Parte VI (O Dragão Esqueleto – I ATO)

Cientes dos males que estavam avançando com o grupo de Sandy  Benelovoice, o grupo formado por Gatts, Eophain, Questin, Kalin e Pyrus decidem mudar o rumo da exploração pelos corredores do Templo Elemental da Terra. Cientes de que estão presos no plano que se encontra, o grupo busca encontrar uma porta onde as chaves compradas na Venda possam ser colocadas e revelar uma saída para aquele labirinto.

Mas os perigos existentes no Templo Elemental da Terra, não dão descanso ao grupo de exploradores, e eles descobrirão desafios que precisarão de inteligência para ser superados.

Dungeon Master: Bruno de Brito
Personagens:
Gatts (Diogo)
Daniel Alonso (Pyrus)
Fabrício Nobre (Eophain)
Bruno Simões (Kalin Orochi)
Questin Himmble (PdM)

Continuação da Sessão de 05.08.17

O Templo do Elemental Maligno

Textos dos Jogadores

Pontos de Experiência

INICIO

Os aventureiros avaliam o mapa desenhado pelas hábeis mãos de Gatts e avaliam áreas que podem indicar uma saída. Toda a região sul do templo já foi muito bem explorada, e eles decidem manter a exploração pela região central.

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Mapa Explorado do Templo Elemental da Terra (T.E.T.)

E assim eles retomam a exploração de uma área que Questin já havia chegado a espiar em um limite de sua coragem. Um corredor ao norte levava até a abertura de uma sala cumprida, segundo o halfling que exalava um forte cheiro de material em decomposição. E na ocasião que havia chegado até este ponto ele decidiu que era sensato voltar.

Agora o grupo retomava a exploração exatamente daquele ponto. A iluminação de todos chegava até um limite que revelava sujeira e muita matéria orgânica ressequida e envelhecida pelo tempo. De fato halfling tinha razão, o odor de morte antiga era forte naquele ambiente, mas não apenas isso gerava um arrepio intenso nos heróis, havia algo mais amedrontador. Eles não sabiam exatamente o que era, mas algo antigo e poderoso habitava aquele local.

Mas intrépidos e ciente que haveria uma chance da porta de saída estar em qualquer lugar, eles precisavam investigar.

Gatts lançou mais a frente uma pedra com um encanto de luz e a pedra rolou até parar aos pés de uma estatua de pedra marrom, um ídolo de pedra com cerca de 60 cm de altura, e sua aparência era deveras estranha. Lembrava uma ave porém com a cabeça completamente coberta de penas, esse objeto emanava uma energia estranha e negativa.

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A Ave sem cabeça

Pyrus sentiu quase ao mesmo tempo que Kalin, aquela área era profanada, e antes que pudessem alertar aos demais companheiros, o som de ossos chacoalhando ficou claro. E da escuridão surgiram esqueletos humanoides com as órbitas oculares com um negrume profundo. Carregando espadas e escudos eles avançaram na direção dos heróis.

Outras fontes de luz foram disparadas por Gatts, eles precisavam ter completa noção do que havia até o limite do alcance da iluminação, e eles perceberam, eram dezenas de esqueleto. Aqueles aventureiros já haviam enfrentado aqueles tipos de criaturas, mortos-vivos da mais baixa escala de poder, entretanto como eram numerosos, a confiança do grupo titubeou.

E foi o raio de fé de Pelor invocado através das bençãos clamadas por Kalin, que a primeira onda de mortos vivos fora destruída. Somado ao poder luminoso, uma segunda onda de energia positiva, desta vez rubra como fogo de um vulcão, invocado por Pyrus também irradiou uma força destrutiva que abateu os esqueletos. E mais deles vieram e os heróis avançaram!

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Guerreiros esqueletos

O choque de espadas e escudos enferrujados contra a força experimentada dos heróis foi inevitável, e a habilidade do kensai Eophain, do guerreiro mago Gatts, do ladino Questin, e dos sacerdotes Kalin e Pyrus, era soberana com relação a seus opositores mortos-vivos. Cada um com o que tinha de melhor. Kalin orou para que seus companheiros tivessem boa sorte, enquanto sumariamente seus inimigos foram lavrados com a má sorte; Pyrus conjurou sobre sim a força dos justos e cresceu em força e tamanho através da fúria de Joramy; Gatts explodiu uma bola de fogo em meio aos esqueletos enquanto avançavam, ossos e pedras foram destruídos instantaneamente, Questin na retaguarda de Eophain atacava buscava qualquer vantagem no combate e o kensai furyondês descia com habilidade o peso do martelo que esmagava ossos e a parca armadura de seus adversários.

Após a primeira investida, uma nova onda irradiou pelo palco onde ocorria o conflito, mas esta onda tinha um aspecto escuro, preto como a noite e macilento como uma névoa de azul intenso. Quando tal energia tocou a pele dos aventureiros, um arrepio correu por sobre todos os aventureiros, e eles sentiram, sentiram cravando na alma o dano da energia negativa que lhe sorvia a vida. A baforada que veio da escuridão era carregada de uma energia profana e anti-vida.

Aproximando do raio da luz produzida magicamente pelas pedras de Gatts, uma criatura de aspecto esquelético e na forma de dragão surgiu.

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O Dragão Esqueelto

Os aventureiros não sentiam tanto pela dor produzida pelo ar congelante da baforada, esta não era tão danosa quanto o calafrio persistente que os invadira. Aquela energia roubou uma fração da energia vital dos aventureiros, mas isso não era suficiente, havia mais!

O vislumbre daquele ser atemorizou o coração dos mais valentes heróis, e Gatts viu quando Kalin, Questin e Eophain correram desesperados atras de um local seguro. A visão houvera sido horripilante, e agora Gatts e Pyrus se viram sozinhos para enfrentar a pequena horda de guerreiros esqueletos e seu líder dracônico.

Não muito longe dali, arfando fortemente Eophain, Questin e Kalin recuperavam o fôlego da fuga esbaforida. As pernas tremiam fortemente, eles já enfrentaram muitos inimigos antes, mas aquela presença era aterradora e poderosa. Pensar nela acelerava seus corações. Eles sabiam que havia deixado Gatts e Pyrus frente a frente com um inimigo poderoso, mas não tinham coragem suficiente para retornar, não por enquanto.

Gatts percebeu que o monólito era uma fonte de poder e coordenado com Pyrus e o guardião, conseguiram destruir o que estava a vista, o esqueletos avançavam incessantemente, e o dragão proferia palavras mágicas que fortaleciam seus soldados mortos-vivos. Aparentemente a besta não se aproximou dos heróis. Pyrus e Gatts não entendiam os motivos, mas sabiam que precisavam do apoio dos demais companheiros para vencer aquela quantidade de inimigos. E após alguns minutos de incessante batalha eles voltaram!

Mais calmos e destemidos, o trio que fugiu com medo retornou, e chegando viram a cena de destruição, Gatts, Pyrus e um terceiro aliado lutavam com todas as forças contra os esqueletos e o dragão. Invocando novas bençãos Kalin irradiou vigor sobre seus aliados e na sequência percebendo que precisava de reforços o clérigo de Pelor buscou em seu interior a força de seu deus para trazer um aliado de outro plano. E quando os esqueletos vieram de encontro a dupla, eis que surgiu cortando os esqueletos em uma linha reta um ser lobonídeo com uma armadura flexível de cor escura. Era um Arconte Guardião, ser originário dos planos celestiais que veio em súplica da  fé de Kalin.

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O Arconte Guardião de Pelor

Eophain avançou com tudo e Questin na retaguarda do kensai. Percebendo a chegada dos reforços o dragão esqueleto sentiu que era hora daqueles mortais experimentarem novamente seu sopro, e inspirando profundamente, o dragão esqueleto ecoou sua baforada carregada de energia da morte sobre o intrépido grupo de heróis.

Os aventureiros viram quando o gás drenante veio em suas direções e cada um tentou se proteger da melhor forma, afinal além do frio congelante, aquela baforada os deixava cada vez mais fracos. Gatts estava em seu limiar, ele sabia que uma terceira baforada daquela seria o seu fim.

Eophain avançou com tudo e chegou até o segundo monólito atrás do dragão. Gatts o havia instruído, o dragão e os esqueletos se fortaleciam a partir daquelas estatuas, e com uma única martelada, o kensai danificou severamente o objeto. E dragão viu quando a emanação profana parou de produzir o fortalecimento e regeneração dos esqueletos, e pensou: aqueles heroizinhos pagariam caro!

E foi Gatts que anunciou:

Não há condições de vencê-los sem destruir os monólitos, eles estão se regenerando, vejam!

E o guerreiro mago estava certo. As aves de pedra sem cabeça, não apenas fortalecia os numerosos esqueletos, mas também os reconstituíam. Esqueletos enfrentados minutos atrás estavam de pé novamente, e assim ele anunciou:

Precisamos bater retirada, não suportarei outro sopro do dragão, estou no meu limite, e correndo Gatts gritava para todos ouvirem:

Retirada! Vamos sair!

Eophain não podia crer! Os seus companheiros estavam de retirada. De onde o Kensai estava, era impossível conseguir evadir. Ele havia se arriscado atravessando o grupo de esqueletos, ceifando-os na passagem até chegar aos fundos do corredor, mas agora o caminho estava bloqueado novamente por inúmeros esqueletos, além do dragão esqueleto diante dele. Sem o apoio de seus companheiros ele não tinha chance.

Questin foi o último a virar no corredor, mas antes olhou para onde Eophain estava, baixou a cabeça e com vergonha saiu correndo.

Os esqueletos não ousavam atravessar o círculo de 1,5m de morte que o kensai mantinha de distância de seus inimigos. E o dragão invocou a magia de ossos dando a ordem final…

Continua…

T.E.T. – Parte VI (O Dragão Esqueleto – I ATO)
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4 Comments

  1. Após sua publicação, um dos jogadores interprete do grupo de heróis que viveu essa aventura, me sinalizou que não foi Kalin que ficou com Gatts após a fuga pela presença atemorizante do Dragão Esqueleto. Para o confronto corpo a corpo ficaram Gatts e Pyrus.

    Muito obrigado Diogo Coelho. Aos que lerem o artigo, perceberão que o texto se encontra corrigido.

    Muito obrigado meu caro, o que achou da aventura até aqui?

  2. Foi um prazer enorme voltar a estar numa sessão presencial. O Roll20 ajuda demais, mas no meu ponto de vista, a presença na mesa tem um “tchan” a mais.

    Dito isto, a aventura teve momentos tensos, que, infelizmente, culminaram no sequestro de Eophain. Adicionalmente, vale uma errata: o Arconte foi conjurado após o sequestro do Kensai (quando voltamos para o local do segundo totem, após o efeito do medo ser dissolvido, na intenção de resgatá-lo).

    Continuamos dia 16!

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