BARONATO LANCASTENELL

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS GEOGRÁFICAS

Damara-cores-3 Damara - Baronato Lancastenell

Casa Regente: Lancastenell.

Governante Atual: Barão Maximillian Lancastenell.

Brasão da Família: Coruja Branca.

Capital: Hallisfrane.

População: 97.250 habitantes (70% de humanos, 10% de anões, 8% de halflings, 6% de meio-orcs, 4% de elfos e 2% de meio-elfos).

O Baronato Lancastenell está localizado na margem norte do Rio Branco, junto aos contrafortes das Montanhas Galena. A área é particularmente rica em prata e pedra-sangue e fica próxima da Geleira do Verme Branco e da Floresta da Terra, o que explica a grande quantidade de anões, elfos, halflings e meio-orcs que vivem na região.

O Barão de Lancastenell deve lealdade ao Duque de Carmathan, de quem é vassalo, de modo que Hallisfrane possui relações mais estreitas com Vila do Corvo do que com Heliogabalus.

Os carmathanos são altamente independentes e se consideram os únicos e verdadeiros damaranos, já que Pedra do Corvo foi o primeiro povoado de Damara, fundado pelo próprio Feldrin Penas de Sangue.

HISTÓRIA

Ainda durante a fase de colonização de Damara os Lancastenell conquistaram o direito à exploração da prata e calcedônia existentes nos contrafortes sul e leste das Montanhas Galena após expulsar as tribos de orcs e goblins que viviam na região.

Possuindo estreitos laços com a família Devlin, de quem eram primos carnais, os Lancastenell expandiram seus territórios pela política e pela força bruta, ora arranjando casamentos favoráveis e obtendo privilégios e títulos de nobreza adicionais, ora derramando sangue em guerras rápidas e violentas contra humanóides, bárbaros e baronatos vizinhos. Além disso, procuraram estabelecer relações comerciais diretas com o Reino de Impiltur através da criação de rotas comerciais que a cruzavam a Floresta da Terra, mas as criaturas que habitavam as matas sempre ofereceram dura resistência à derrubada de suas árvores sagradas.

A cidade de Hallisfrane, que significa “Ninho da Coruja” num antigo dialeto do povo das montanhas, se formou ao redor de uma fortaleza construída pelo Barão Victor Lancastenell há cerca de 200 anos atrás. O local escolhido para a edificação da imponente torre não poderia apresentar maior desafio aos arquitetos e engenheiros contratados para realizar a obra: um platô quase inacessível, estreito e ladeado por escarpas verticais, encravado na face sul das Montanhas Galena.

Surpreendendo o trono de Pedra do Corvo, que considerava o projeto uma piada, e aos seus próprios conselheiros pessoais, como que por mágica o Barão Victor ergueu o alteroso e inexpugnável forte. Ele só podia ser alcançado por meio de um engenhoso sistema de gôndolas e através de uma ponte levadiça que o ligava a uma estrada aberta à muito custo na rocha congelada. Diz a lenda que vinte anos após o começo da obra, quando ela já estava quase concluída, uma imensa coruja de asas prateadas construiu seu ninho no torreão mais alto da fortaleza. O povo então começou a chamá-la de Hallisfrane, nome que se espalhou rapidamente e por fim acabou sendo adotado em caráter oficial.

Torre-Hallisfrane Damara - Baronato Lancastenell

Fortaleza construída pelo Barão Victor Lancastenell

A partir de 1330 CV o pai do Barão Maximillian, Geofrey Lancastenell, deu início à uma ambiciosa campanha de atração de pensadores, estudiosos e filósofos para Hallisfrane. Ele desejava impulsionar o desenvolvimento tecnológico e mágico da região, tornando-a uma potência dentro do Ducado de Carmathan. Embora algumas facções conservadoras do baronato enxergassem esse incentivo à imigração com desconfiança, haja vista a necessidade flexibilizar diversas leis e abolir alguns privilégios tradicionais, a maior parte da população, especialmente a parcela mais jovem e humilde, apoiou a ideia, o que impediu que seus opositores a atacassem abertamente. O Barão inclusive fundou a primeira universidade de Mineralogia e Prospecção das Terras Geladas, cujo corpo docente crescia em quantidade e qualidade a cada dia.

Entretanto, o repentino ataque do Rei-Bruxo pôs fim aos sonhos do Barão Geofrey. Convocado pelo Duque Helmont XIII a auxiliar as tropas do Rei Virdin, acabou perecendo na Batalha do Vau de Goliad. O próprio Duque Helmont posteriormente foi assassinado por Zhengyi, o que possibilitou que seu covarde primo de quarto grau, Dashard Devlin, assumisse o trono de Pedra do Corvo sob o título de Helmont XIV.

Maximillian-Lancastenell-424x600 Damara - Baronato Lancastenell

Barão Maximillian Lancastenell

Alçado ao posto de barão, o jovem Maximillian Lancastenell foi obrigado a jurar lealdade ao novo duque para evitar que as suas terras fossem devastadas pelas tropas do Rei-Bruxo. A política de desinformação promovida por Dashard era realmente eficiente e logo o povo de Carmathan passou a acreditar que o ducado havia se transformado em alguma espécie de “Estado Independente”, livre do controle dos “falsos damaranos” que governavam a partir de Heliogabalus.

Dessa maneira, quando Gareth Dragonsbane marchou contra Pedra do Corvo acabou encontrando uma forte resistência nos carmathanos, que estavam mais do que dispostos a morrer pela sua “pátria”. Ainda assim Helmont XIV foi derrotado na terrível Batalha das Três Fronteiras depois três dias de intenso combate.

As más línguas dizem que o Barão Maximillian chegou atrasado ao campo de batalha de propósito. Ele odiava Dashard e Zhengyi mas não poderia apoiar Gareth abertamente sem sofrer severas retaliações da Corte de Pedra do Corvo. Alguns o acusaram de covardia e sedição… Mas o fato é que as perdas dos Lancastenell foram mínimas e o barão logo se rendeu aos rebeldes, pagando um preço justo em prata e pedras-sangue para se manter no poder e financiar a causa de Dragonsbane e seus companheiros.

Com a ascensão de Theodorus, suposto irmão de Dashard, ao trono de Pedra do Corvo sob o título de Helmont XV, a destruição do Rei-Bruxo e a coroação de Gareth como novo Rei de Damara, o Barão Maximillian decidiu retomar os ambiciosos planos de seu pai e transformar o Baronato Lancastenell em uma potência regional, custe o que custar. Recentemente ele se casou com Tanya Kranestar, filha do influente Marquês Borys Kranestar, e o casal teve uma filha, a jovem Mary Ann.

HALLISFRANE

Hallisfrane Damara - Baronato Lancastenell

Atualmente Hallisfrane é uma cidade em reconstrução. Embora o Barão Maximillian tenha evitado os piores rigores da guerra ao se submeter à autoridade do Duque Helmond XIV, a queda na procura das pedras-sangue prejudicou bastante a economia da região, que passou a depender exclusivamente da prata extraída das Montanhas Galena e das madeiras de lei encontradas na Floresta da Terra.

Contudo, pouco a pouco a política de imigração idealizada por Geofrey Lancastenell está sendo retomada, desta vez com o aval e o apoio oficial do Rei Gareth Dragonsbane. A universidade de Mineralogia e Prospecção foi reaberta e muitos estudantes têm demonstrado interesse no curso.

Os principais pontos de interesse na cidade são os seguintes:

Feira da Calcedônia: Instalada em uma grande praça localizada em um ponto de confluência dos diversos portões de Hallisfrane, a Feira da Calcedônia é o maior centro comercial de Carmathan em muitas e muitas léguas de distância. Para ela convergem mineiros, camponeses, nobres e aventureiros em busca dos bens indispensáveis à vida num ambiente tão gelado e hostil. Diversas caravanas disputam espaço para suas barracas e animais, ambulantes se acotovelam para oferecer seus produtos aos passantes e gatunos discretos aproveitam para furtar os desatentos. A milícia circula constantemente pela feira em grupos de quatro ou cinco homens com o objetivo de manter a ordem e organizar o comércio. Eles usam corseletes de couro simples e capas azuis, além de portar maças como armas.

Taverna do Vento Cortante: A Taverna do Vento Cortante é bastante conhecida na região por ser limpa, segura e cobrar preços razoáveis. Parte dela foi construída dentro da própria rocha das Montanhas Galena, por isso suas paredes geladas estão sempre guarnecidas por diversas tochas para amenizar o frio. O estabelecimento é o orgulho de Louis, seu atual proprietário, que cuida de cada detalhe com o carinho e a atenção que um pai dispensaria à um filho. Ele possui três andares, sendo o térreo repleto de mesas de mogno escuro arranjadas em círculo ao redor de um tablado baixo onde alguns artistas locais costumam se apresentar. Na parede norte existe uma imensa e disputada lareira, onde muitos clientes e hóspedes gostam de se reunir para fumar e contar estórias. No segundo andar estão os quartos comuns, destinados aos viajantes de baixo poder aquisitivo, enquanto que no terceiro pavimento ficam os quartos mais luxuosos e caros. Louis mora junto com sua mulher Anetta e suas três filhas, Lena, Marah e Laystra, no subsolo e conta com a ajuda de Vatak, um imenso meio-orc, para manter a ordem. Anetta e Lena ficam na cozinha. Marah e Laystra servem os clientes. Louis tem bastante ciúme das filhas. No fundo, ele teme que uma delas se apaixone por algum viajante e fuja de casa ou então seja iludida por mentiras pomposas e acabe solitária e grávida.

Guilda dos Negociantes de Pedra-Sangue: Quase de frente para a Taverna do Vento Cortante fica a sede da Guilda dos Negociantes de Pedra-Sangue de Hallisfrane. Atualmente controlada pelo inescrupuloso e astuto Nevandin Morrister, ela recebeu autorização do falecido Barão Geofrey Lancastenell para fiscalizar a extração e a comercialização de calcedônia na região. Minerar, comprar ou vender pedra-sangue sem licença é um crime grave e Nevandin tem permissão para dispensar justiça aos infratores da lei após um julgamento sumário presidido por um clérigo de Tyr, Helm ou Ilmater. Em regra somente é possível negociar legalmente a calcedônia depois da sua transformação em barras, processo durante o qual elas recebem o brasão da família Lancastenell, e do pagamento das taxas devidas à guilda e à coroa.

Banco Shamir:  Alguns metros à noroeste da Guilda dos Negociantes de Pedra-Sangue encontramos o banco da família Shamir, onde viajantes e moradores podem depositar suas economias e realizar serviços de câmbio. Atualmente ele é administrado por Edward Shamir e seu irmão Tobias.

Tenda das Maravilhas: A Tenda das Maravilhas fica bem no centro da Feira da Prata e está sempre apinhada de gente ávida por mercadorias difíceis de encontrar nas Terras Geladas, como frutas e cereais. Seu dono, o velho Mahamute, é conhecido por possuir uma fala macia e cobrar preços exorbitantes. No entanto, praticamente qualquer item comum pode ser comprado aqui, ainda que pelo dobro do preço usual.

Universidade de Mineralogia e Prospecção de Hallisfrane: Situada em um dos bairros mais nobres e luxuosos da cidade, a Universidade de Mineralogia e Prospecção de Hallisfrane foi fundada pelo Barão Geofrey com o objetivo de atrair pensadores, estudiosos e especialistas na área para o Baronato Lancastenell. Embora o ataque repentino do Rei-Bruxo tenha obrigado a instituição a fechar as portas por mais de uma década, recentemente ela retomou suas atividades. Emissários do baronato percorrem as Terras Geladas e os reinos vizinhos divulgando a boa nova e muitos estudantes têm viajado longas distâncias para se inscrever nos diversos cursos oferecidos. A administração da universidade ficou a cargo da meia-elfa Alethra Kulemov, que veio do Forte da Vela há cerca de 10 anos pesquisar os povos e civilizações que habitam as Montanhas Galena desde antes da criação do Reino de Damara. A sua ligação com o Guardião dos Tomos Ulrant lhe assegurou a preferência do Barão Maximillian, em detrimento da pretensão do anão do escudo Brunar Barba Prateada, que inclusive participou da construção da fortaleza idealizada por Victor Lancastenell há 200 anos atrás.

[1] Conhecida na região como “pedra-sangue” devido à sua tonalidade avermelhada, era vendida em barras após receber o selo de uma casa nobre damarana em uma face e o ano da fabricação na outra. Embora facilmente alcançassem o preço de 25 P.O. no passado, hoje elas são consideradas “dinheiro amaldiçoado” pela população.

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