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Reabastecendo em Verbobonc – Parte I

Esta é uma passagem que ocorreu antes do encontro dos Heróis do Templo, composto por Gatts, Eophain, Kalin, Pyrus e Nybas e os Heróis do Norte, Sandy, Erzurel, Aescriel e o príncipe Thrommel.

Quando chegaram a Verbobonc o grupo decidiu que utilizaria a tarde daquele dia para se reabastecerem, consertarem suas armaduras e armas, além de realizar eventuais trocas. Porém um grupo poderoso como este não passa despercebido de olhares pretensiosos…

Narrador: Bruno de Brito
Data da Sessão: 11.01.18 (A primeira de 2018!)
Jogadores:
Diogo Coelho (Gatts)
Fabrício Nobre (Eophain)
Bruno Simões (Kalin)
Daniel Alonso (Pyrus)

Os aventureiros chegam finalmente a Verbobonc, segundo o último contato com Sandy e demais, eles estão a 1 dia do Viscondado onde o grupo acaba de chegar e pelos cálculos de Gatts, com seus cavalos mágicos, os alcançaria brevemente.

Com essa “folga” o grupo decide passar o resto do dia em Verbobonc, com intuito de ter um dia de descanso e direcionado para revisão de seus equipamentos, componentes mágicos, etc. E é isso que eles fazem a exceção de Eophain e Pyrus que optam por ficar na Estalagem Gamo de Ouro, um local confortável, de boa comida e bebida.

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Verbobonc

Enquanto jantavam Andres Mondatti, o estalajadeiro a pedido dos aventureiros falou sobre locais que poderia interessá-los no Viscondado de Verbobonc, e ele prontamente foi falando:

Situada na região periférica da grande Verbobonc, um conjunto de construções muito bem planejada preserva os conhecimentos sobre a magia e armas. É reconhecidamente uma das mais famosas Escolas de Magia e Armas de Flanaess. Pólo do conhecimento, a Academia Tolariana é um bom local para comprar livros antigos, trocar, aprender sobre as artes da religião, magia, planos, natureza, geografia, nobreza, etc. Além disto é possível aprender magias, feitiços e bruxarias naquele local. Seu reitor é o mago guerreiro Beefeeter Tolar.

Outro local digno de nota e que creio possa ser de vossos interesses é o bairro da Gema de Garl, lá vocês encontrarão a maior população de gnomos de toda Verbobonc. Inúmeras joalherias, curiosos artesanatos e estranhos objetos de feitoria gnomo, são encontrados em estabelecimentos por aqueles lados. Os preços subiram muito, segundo me disseram, devido a dissidência que está acontecendo entre os gnomos e o viscondado. Mas se ainda assim interessar vocês recomendo irem à Casa de Penhores de Glittergold, lá é possível trocar, vender e comprar objetos de muitos lugares de Flanaess, bem como itens raros e mágicos. Já ouvi falar que eles possuem um vasto acervo de Gemas mágicas raras conhecidas como Gemas de Fhauskanger.

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Bairro da Gema de Garl

Há também na região próxima do porto de minha querida Verbobonc a Feira Livre. Aquele é o local que mais concentra pessoas na cidade depois do próprio porto. E lá é possível encontrar temperos, animais, ferramentas e utensílios diversos a venda, bem como negociar serviços de mão de obra e aluguel de carroças, etc. É um local ideal para encontrar artigos utilizados por bruxos, feiticeiros e magos tais como componentes para seus efeitos. Muitos de seus produtos vem através de linhas de comercio com o porto da cidade.

Outro local que recomendo muito vocês conhecerem é a mais famosa loja de armas e armaduras do oeste de Flanaess, a Ferro e Aço, este grande galpão localizado após a rua da Gema, a leste, conta com um vasto arsenal de armas e equipamentos para mercenários, soldados e aventureiros. Com preços de mercado muito bons, é possível também realizar o comércio (compra/venda/troca) de alguns raros itens mágicos. Seu dono é o requintado meio-orc Galtar Líriopesar

Bem, é isso senhores. Há outro locais menos dignos de nota, como o porto e a Feira Verde, mas não recomendaria irem por estes lados, principalmente a noite. Caso precisem de alguma coisa estou à disposição.

Assim, com informações para apoiar em uma direção de exploração, o grupo decidiu ir primeiramente à loja de armas Ferro e Aço. Kalin e Nybas precisavam resolver problemas relacionados e seria por ali que iniciariam.

O grupo saiu logo após o almoço e aproveitou o clima fresco, o inverno havia dado uma trégua e eles notaram toda a bela e organizada arquitetura do Viscondado de Verbobonc. Homens e mulheres eram mais comuns entre os cidadães, mas elfos, gnomos e halflings também eram visto em quantidade acima do normal para cidades civilizadas. Invariavelmente o grupo acabou passando pela Feira Livre e ainda que tenham passado com foco em seguir adiante, notaram realmente como era uma explosão de cores, cheiros, pessoas, produtos e animais, espalhados pelas tendas e apesar de algumas coisas chamarem a atenção do trio, eles mantiveram o curso rumo a loja de armas.

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A Feira Livre de Verbobonc

Alguns minutos mais tarde eles finalmente chegaram a rua sem saída onde em seu final estava a famosa loja. A uma primeira vista, o grupo achou que se tratava de um grande galpão, daqueles similares aos da guerra, mas a medida que foram se aproximando perceberam os detalhes que revelava que tinham chegado ao local correto.

A Ferro e Aço era de fato uma loja montada em um enorme galpão em uma rua sem saída, o que permitia que se estendesse bastante. Lonas de uma cor vinho forrava toda a estrutura e grandes vigas de aço sustentavam toda estrutura. O local era bastante movimentado,  soldados, mercenários, aventureiros, curiosos, e até mesmo outros mestres artificies vinham ao local. Era um grande entra e sai.

O grupo foi entrando e perceberam como a loja possuía 3 grandes zonas, a primeira e mais próxima da entrada oferecia aos clientes armamentos mundanos e armaduras leves e médias. Itens de uso mais comum para a maioria da  freguesia. O setor intermediário por sua vez exibia feitorias de melhor qualidade, espadas, adagas, armas de haste de uma infinidade de tipos, escudos e armaduras feitos de materiais mais nobres poderia ser comprados ali,  a um preço especial é claro.

A última área atendia os clientes mais ricos e interessados em itens de natureza mais incomum, como armaduras feitas de pele de dragão, aço de uma grande variedade de tipos especiais, bem como armas brancas também. Um belo acervo de bestas e arcos especiais também era possível ser contemplado.

Cada lateral da Ferro e Aço possuía balcões de madeira apropriados para o atendimento de inúmeros clientes, e muitos profissionais especializados atendiam o publico numeroso. Os aventureiros no meio do caminho quiseram saber de Kalin e Nybas o que mais poderia interessá-los ali.

Ambos manifestaram propósitos diferentes, Nybas iria deixar a sua armadura para receber pequenos reparos e olhar algumas lâminas. Já Kalin buscava uma nova armadura, já que a sua ultima houvera sido “perdida” para o Cofre de Romag.

Com os objetivos muito bem definidos o grupo ajudou muito mais Kalin a encontrar uma nova armadura do que Nybas. Encontraram armaduras leves, médias e pesadas, obras primas e até mesmo mágicas. O grupo pôde contemplar a Loriga da Invulnerabilidade, uma armadura com propriedade especiais capazes de absorver parte de danos mundanos oriundos de ataques físicos. Tal peça mágica custava módicas 13.000 trigos (o equivalente a moedas de ouro).

Com reais possibilidades de levantar aquele volume de moedas o grupo preferiu tentar a barganha com outro item mágico possuído pelo próprio Kalin, a Tiara da Proteção Mágica, item capaz de garantir uma chance de resistir a efeitos mágicos. A joia acompanhava Kalin desde que se recordava. Fora um item obtido nas masmorras do Lar de Tamoreus. E quem foi procurado para a negociação foi o próprio Lírio Galthar, que recebeu o grupo em uma das cabines no interior da loja e pôde avaliar a proposta do grupo. Entretanto sem a posse do item alvo da barganha, o proprietário do estabelecimento deixou para finalizar a negociação mais tarde.

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O meio-orc Lírio Galthar, dono e administrador da Ferro e Aço

O grupo percebeu um meio-orc de pompa e educação singular. Lírio se apresentou como um humanoide de aproximadamente 2 metros de altura e um porte musculoso de uma figura que certamente em sua juventude viveu de trabalho braçal.

Sem mais para apresentar na negociação o grupo deixou a Ferro e Aço e escolheu a Academia Tolariana como próximo destino.

Já era próximo do fim da tarde e o grupo queria correr para ganhar tempo para conseguir obter outros recursos e estarem prontos para seguir viagem logo cedo do dia seguinte.

 

Continuar no próximo artigo.

Reabastecendo em Verbobonc – Parte I
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2 Comments

  1. Prezado narrador, no artigo anterior informava que a distância entre os grupo era de 4 dias, conforme trecho que trago a seguir: “(…), Sandy e o seu grupo iria aguardá-los em uma ruína nas proximidades do Fiorde de Pantarn. Gatts e seu grupo estava a cerca de “4 dias de distância”, considerando os cavalos mágicos do guerreiro mago.” Neste artigo traz que o tempo foi de “1 dia”, qual o que deve ser considerado, o do artigo antigo ou deste novo? No aguardo.

    • Muito boa sua observação. Os cálculos de Gatts foram considerando condições de viagens normais utilizadas por Sandy e seu grupo. O que o texto suprime é que Gatts não menciona quantos dias levaria para alcançar sua prima, considerando que viajará com a ajuda de seus cavalos invocados magicamente.

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