Os Heróis Selvagens se encontram e juntos focam esforços para salvar a Fazenda de Dandelion dos estragos que podem ser causados por um ataque eminente dos gigantes das Colinas de Kron.

Esse é o resumo da partida ocorrida no dia 04.02.18, com os jogadores:

Bruno Simões (Kalin)
Fabrício Nobre (Eophain)
Marcelo Guimarães (Aescriel)
Bruno Gonçalves (Rathnar)

E Sabyr Arcadani (PdM)

Kalin, Eophain e Aescriel

Greyhawk_Letra-M-200x168 Heróis Selvagens | A Pedra de Kir - Parte IIantimentos, mochilas, armaduras e espadas afiveladas e bem presas. E o trio estava pronto para seguir viagem. Tinham pela frente uma longa jornada. Os Heróis Selvagens, nome atribuído por Thrommel, em função da missão que teriam rumo a misteriosa floresta das Trevas, a outrora Floresta de Celadon – iniciariam suas jornadas pelas Colinas Kron.

Traçada a rota, eles se puseram em movimento.

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A rota do grupo

Eophain, Aescriel e Kalin viram os dias passarem. E tão logo estavam nas Colinas Kron, notaram isso graças à geografia única na região. Lar de gnomos, anões e outras criaturas, as colinas era um local onde apenas era seguro caminhar pela estrada. Esse foi um conselho dado ainda em Verbobonc. Fora daquele caminho, gigantes, manticoras e outros monstros circulavam livremente e poderiam representar um problema para o trio.

O grupo ainda ponderou sobre como chegariam até Rathnar, o companheiro que Kalin sinalizara ser de suma importância para a missão do trio no futuro. Mas sem uma pista concisa, preferiram deixar aquela prioridade para quando estivessem no condado de Urnst ou mesmo na Floresta Celadon.

Após realizarem o almoço, o grupo percebeu um estranho tremor no solo, e instintivamente pegaram suas armas, adivinhando que algo estava errado. E estava mesmo. Três grandes rochas com cerca de 15 quilos cada uma veio em direção dos heróis. Aescriel e Eophain conseguiram se esquivar, o kensai por habilidade, e Aescriel por sorte. Sorte esta que não foi benevolente com Kalin. A rocha o atingiu em cheio nas costas.

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Encontro nas Colinas

Tremores nas Colinas Kron

O grupo observou quem lançara as rochas e notaram três gigantes das colinas. O grupo ainda sopesou se valia a pena entrar naquela refrega, mas sem cavalos, não conseguiriam fugir dos gigantes, e um combate se iniciou.

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Combate contra os gigantes

Aescriel conseguiu envolver dois dos gigantes em uma teia ilusória que conseguiu deter os humanoides por tempo suficiente para que o kensai Eophain conseguisse rapidamente dar cabo de um dos adversários. Enquanto isso Kalin conjurou sobre seus aliados uma poderosa magia a Benção do Fervor, com tais efeitos, todo combate sucedeu rapidamente. Eophain era pura técnica, precisão e força. Uma espada letal a serviço do grupo, ele e sua lâmina juramentada decepou braços, rachou crânios e pôde pôr fim a ameaça eficazmente.

A Fazenda de Dandelion

Resolvido o combate contra os gigantes, sem maiores danos, do que os causados a Kalin, o grupo se pôs novamente em caminhada. E perto do fim da tarde notaram o aglomerado de construções. A caminho de lá não puderam deixar de notar plantações abandonadas ao frio e a seca. Sem água as culturas de trigo, limões, e outras plantas da agricultura, definhavam condenadas.

Adentrando na região de casas, eles caminharam a procura de alguma pousada, gnomos olhavam para eles sem muito ou nenhum interesse, o trio procurava uma taberna ou algo parecido que pudesse abrigá-los do frio da noite e fornecer um abrigo e refeição quente. Kalin notando a necessidade do grupo adverso a condição que provavelmente aquelas pessoas estavam  submetidas, advertiu seus companheiros que ele proveria alimento, e evitassem pedir qualquer coisa aos moradores dali. Havia muito pouco a ser dado ou vendido.

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A Fazenda de Dandelion

Conformados com a proposta do sacerdote e já descrentes de virem a encontrar um mísero abrigo, foram subitamente surpreendidos por um chamado:

– Kalin!?

A voz era completamente familiar ao clérigo de Pelor. Era a voz do alto elfo de Demesnes Rathnar Selfanar! Como o destino lhe era curioso e lhe pregava peças! Há alguns dias se perguntava como encontraria o elfo, e não era possível que ele tivesse chegado até eles.

Ao se virar, todos notaram Rathnar e Sabyr, na entrada da fazenda.

Feitas as devidas apresentações (Aescriel já conhec o elfo de uma antiga empreitada floresta Celadon), Rathnar contou ao grupo sobre a aflição que abatia aquela fazenda e o problema entre as famílias Gadock e Tyle.

Verdades de um gnomo envelhecido

Todos se sensibilizaram com a narrativa contada por Rathnar e Sabyr. E concluíram o mesmo que o elfo. O tal Dandelion devia de fato explicações sobre esse passado. Aqueles gnomos ali, bem como os existentes em Pedra de Kir, estavam correndo sério risco frente a uma eminente ameaça dos gigantes das colinas.

Concordantes com a estratégia, foram falar com Dandelion. O velho gnomo parecia que já esperava os heróis (pelo menos Rathnar e Sabyr). E sem muitos rodeios, o mesmo foi inquirido pelo alto elfo.

– Eu não escondi meu amigo, simplesmente preferi que você pudesse tirar suas próprias conclusões. É muito natural que cada lado possua uma verdade indômita sobre os fatos como considera verdadeiros. Se lhes contasse, tive receio de que desconsiderasse a possibilidade de nos ajudar. Veja, olhe. O que há aqui são as consequências de um ato cruel, vil. E o que fiz a eles?

Pegos pensativos sobre as duras palavras do gnomo, Kalin buscava nuances nas palavras do gnomo, precisava atestar que não havia ali um engodo. Aescriel observava atento e lamentava não ter se preparado com alguns encantos capazes de ler mentes… Rathnar e Sabyr ouviam atentamente o relato enquanto Eophain olhava taciturno.

Detalhes do outro lado

– O que aconteceu com Carla Tyle, e seu filho por que permitiu que ele fosse para o fronte da batalha dos gnomos contra Verbobonc, por quê?

– A senhora Carla… Uma gnomo com um humor único, muito agradável, muito educada. Ela foi alvo de um infortúnio, exatamente no baquete que organizei para os noivos, nossos filhos… Ela se engasgou com um romã. Fizemos tudo possível para salvá-la, mas foi muito rápido. A coitada ficou roxa igual uma ameixa. Quando o curandeiro da fazenda veio acudi-la já era tarde…

Silêncio.

– Já meu filho. Eu não poderia negar um pedido do nosso nobre Rei Urthgan. Para mim era um tremendo orgulho colocá-lo a serviço do rei, de nós. Tudo isso aqui existe por que damos o nosso sangue. E eu mesmo teria ido à batalha, se a gota me permitisse. Para mim e meu querido Radovid, era uma honra servir a Kron, servir ao reino.

E Rathnar colocou:

– Mas ele era seu único filho! Carregava em sua esposa, a semente de uma família que representaria a união de vocês. Seu neto. Você não precisava cedê-lo, por que o fez mesmo assim?

Kalin e Aescriel pareciam concordantes com o argumento apresentado por Rathnar,  havia algo mais ali.

A Impaciência Kensai

Eles tinha certeza que caso continuassem a pressionar Dandelion, conseguiriam a verdade. Mas mas foi Eophain que interrompeu o interrogatório.

O Kensai, em silencio , assistia quieto aquele inapropriado julgamento. Juntos, Kalin e Rathnar, eram todos juízes, juri e possível executores naquele tribunal improvisado.

Dentro da pequena e claustrofóbica casa, no centro de sua sala, nosso pequeno anfitrião era massacrado com uma chuva torrencial de indagações, proferidas pelos aliados do guerreiro Kensai. Encurralado, acuado, com olhos marejados de cansaço e sofrimento, o velho Dandelion tentava em vão argumentar e trazer explicações aos forasteiros.

O sangue do guerreiro fervia em suas veias. O suor frio escorria de sua têmpora, na tentativa em vão do corpo se resfriar. A raiva que aquecia Eophain era mais intensa. Serrando os dentes, o veterano guerreiro, calejado de guerras e batalhas, resolveu dar um basta a aqueles impropérios!

A Palavra da Ordem, da Lei

“- Ninguém aqui pode julgar Dandelion – introduziu o guerreiro – ninguém é capaz de compreender o que realmente ocorreu.”

“Não há ato para ser julgado ou questionado por qualquer aqui. O Gnomo não cometeu crime ou injuria contra seu filho. Filho este que lhe era único! Um varão! Seu primogênito e responsável por propagar seu sangue nos tempos vindouros.”

“E é este mesmo sangue que, em sacrifício, Dandelion cedeu a guerra. Não para punir. Não para castigar. Mas sim para que seu primogênito representasse toda a glória e força que este sangue, comum ao gnomo e seu filho, representava. Ao enviar seu filho a guerra, Dandelion mandava a si próprio em crenças, princípios e valores para o fronte. Ao enviar seu filho, iam para os campos de batalha seu coração e sua fé naquilo que deveria ser feito.”

“- Não há ato mais digno de louvor a um pai que, na falta de sua própria espada, envia a mão jovem e firme de seu único filho para empunhar os valores que teu sangue perpetua.”

Sons da Batalha

As lagrimas escorriam dos olhos do velho e desgastado gnomo. A guerra era cruel. A guerra era insaciável e faminta. E como uma descomunal criatura, abocanhava e engolia a todos. Aliados, inimigos, pais e filhos. Ela não distinguia credo, cor, raça ou laços. A guerra é uma entidade que se manifesta e, uma vez instaurada, só se desfaz ao se refestelar de todo o sangue e lagrimas que desejar.

A pequena sala pareceu menor do que realmente era. Eophain conseguiu transferir a claustrofobia que ele sentiu a todos ali presentes.

Aos prantos, Dandelion revela que ir a guerra foi vontade do próprio filho. E ao atender-la ele também cumpria ali seu dever.

Eophain estava de pé. Inflamado pelo seu discurso em defesa do gnomo, ele não percebera que havia levantado. Tampouco percebera que segurava o cabo da espada enquanto proferia aqueles ensinamentos que lhe eram tão nítidos, mas passaram despercebidos aos seus aliados.

Enquanto observava as faces perplexas dos ali presentes, o guerreiro sente. Os pelos de seus braços e nuca eriçados. No seu peito, o coração bate em compassos secos, aumentando gradativamente, como grandes e pesadas passadas no solo que se aproximam em velocidade.

Um estrondo. Um grito. Um lamento.

E desembainhando a lamina da lei e da ordem, o guerreiro declara:

“- Eles estão aqui.”

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Eophain Al´Durkan

Terror nas Colinas Kron

Um grito. Logo depois muitos outros, as fazenda de Dandelion estava sob ataque. O grupo sabia o que era. Eles já tinha considerado inevitável esse ataque, só não sabiam quando ocorreria. E juntos eles precisavam evitar uma verdadeira carnificina.

Rathnar hábil, foi o primeiro a sair, seguido por Eophain, Kalin e Aescriel. A luz de fogueiras e das palhas do teto de uma construção próxima pegando fogo revelou ali daquele lado para os heróis 3 figuras na penumbra.

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O inicio do confronto

Não era necessário muito para adivinhar. Eram gigantes das colinas. Magica, bençãos e muito poder de combate rapidamente neutralizou os inimigos daquele lado. Todos sabiam que mais ameaças estavam do outro lado. Gritos de desespero e morte chegava aos ouvidos dos heróis a todo momento. Sabyr foi o primeiro dos heróis a ir para o outro lado, gritando desesperado para que Rathnar se mobilizasse também. O terror vinha muito mais forte daquele hemisfério.

Aescriel com a capacidade de voar graças a seu poder mágico, foi o segundo a alcançar o outro lado e contemplou o horror perpetrado pelos gigantes. Aproveitando a proximidade de três que estavam juntos, ele conjurou uma poderosa magia.

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Ao final de suas palavras intricadas e complexas invocou os Tentáculos Negros de Evard. E do solo surgiu como poderosas raízes flexíveis e delgadas tentáculos de tonalidade rocha que agarrou com sucesso os 3 gigantes das colinas. E notando uma gnomo acuada por 2 gigantes o nobre elfo do sol de Celene, Aescriel se dirigiu para a inocente.

Os dois Lados da Batalha

Rathnar estava deveras preocupado. A situação estava controlada ali. Ele olhava surpreso para o guerreiro oerita que chamavam por Eophain, e notava uma elevada perícia de combate no guerreiro. Seu estilo de combate era mais direto e focado em abrir grandes cortes com sua espada larga. O elfo sabia que havia técnica, mas tinha algo mais, havia magia temperada à aquela lâmina. Ela causava largo estrago onde atingia.

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Rathnar Selfanar

Eophain, olhava para o elfo combatente. Havia certa semelhança física entre o elfo que chamavam por Rathnar e Aescriel, mas o primeiro era mais alto e delgado. Sua técnica com aquelas estranhas lâminas era ímpar. Ele nunca havia testemunhado tais técnicas de combate, ainda que a “dança” que ele fazia em torno do seu inimigo lhe fosse similar a perícia dos Duelistas e Artistas da Espada, guerreiros especialistas em atacar rápido, com lâminas finas e técnica apuradas para causar estragos onde atingisse. Juntos, o kensai pensou, eles seriam invencíveis!

Quando Eophain e Rathnar praticamente derrotaram seus gigantes, com uma leitura mental, ambos sabiam o que precisavam fazer. Precisavam ir para o lado norte da vila – e rápido!

Kalin percebeu a situação sobre controle daquele lado. Rathnar e Eophain eram senhores da guerra ali e os gigantes não possuíam a mínima chance. Foi quando o clérigo de Pelor notou um gnomo entrando na casa de Dandelion, e de repente se deu conta do risco. Ao olhar para o teto da construção o fogo já havia chegado ao segundo andar. Ele precisava tirar todos que estivessem lá dentro e rápido. Ou a fumaça os sufocaria. Antes de correr em  direção à casa, invocou as bençãos de seu deus para que este trouxesse um arconte guardião para apoiar seus companheiros combatentes e assim adentrou à construção. O arconte surgiu próximo de Rathnar e junto com o elfo começou a combater os gigantes restantes.

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As chamas avançam

Acuado

A destruição perpetrada pelos gigantes havia alcançado seu limite. Inúmeros corpos dos gnomos jaziam pelo solo seco. E justamente essa situação propiciava o alastramento rápido do fogo. Uma muralha de fogo havia se erguido fechando as passagens que Rathnar havia considerado utilizar. Ele precisaria fazer um longo contorno para alcançar Sabyr. Em seu íntimo ele sentia que algo de muito ruim havia acontecido ao oráculo e ele não entendia por que, precisava agir rápido. E o elfo começou a correr.

Aescriel estava acuado. Atrás de si a madeira esquentava com o fogo que subia alto. Os gigantes o atacava mas graças novamente a uma ilusão, imagens de espelho impediam que os ataques chegassem até a imagem real que era o elfo. Mas a cada ataque uma imagem se desfazia. O Desespero começou a tomar o elfo do sol. A gnomo olhava desesperada para ele suplicando ajuda. E em um rompante desesperado, ele iniciou uma conjuração mágica, e não tendo se preparado corretamente, um dos gigantes o atacou. No ato, uma de suas imagens falhou e o ataque chegou-lhes certeiro. Interrompida durante a conjuração a magia estava perdida.

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Aescriel

O outro gigante notando a “bruxaria” tirou do caminho aquilo que impedia de seus ataques chegar até o elfo – a gnomo. A clava veio violenta contra a pequenina, e sangue espirrou na face desesperada de Aescriel. Uma raiva preencheu o elfo do sol, mas ele nada podia fazer mais pela pequenina, suas imagens já tinha se esvaído todas. Ele precisava sair dali, e novamente conjurando palavras antigas, intrincadas e desta vez de forma atenta aos adversários, ele invocou a poderosa magia de teleporte. Com uma explosão de fumaça o elfo desapareceu ante os 3 gigantes, que confusos voltaram os olhos para toda destruição causada.

Discurso de fé

Kalin adentrou a construção e notou cerca de 20 gnomos amontoados no canto da sala de Dandelion, dentre eles o próprio gnomo e sua mulher. Falando energicamente para os gnomos Kalin pediu para que os gnomos o acompanhasse para fora. O fogo logo chegaria até ali e todos morreriam.

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Mas Kalin observou que um medo ainda maior estava nos olhos dos gnomos. Sujeira, fuligem e sangue marcavam os gnomos e o medo de se deparar com aqueles monstros era maior que o risco de morrerem ali sufocados.

Respirando fundo e buscando sua sabedoria Kalin, olhou para os gnomos e lhes dirigiu enfaticamente:

– Fiquem tranquilos, os gigantes que chegaram por esse lado, já foram derrotados pelos companheiros e eu prometo-lhes em nome de Pelor, que nenhum mal se abaterá sobre vocês. Além de minha palavra, vocês terão a garantia de minha vida. Por favor venham!

E notando a lisura das palavras do sacerdote os gnomos começaram a se movimentar em direção a saída. O sacerdote havia calculado corretamente. O fogo já produzia ali uma fumaça insuportável, mais alguns segundos e ele teria perdido aquelas vidas. Kalin se sentia bem.

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Kalin Orochi

O sacerdote de Pelor conduziu os gnomos até uma área mais a sul, não longe de todo o embate, mas distante do fogo e dos ataques ao norte. E regressou para a peleja, invocando as preces de seu deus para que este protegesse seus companheiros.

TRABALHO FEITO

Os quatro gigantes remanescente olhavam toda a destruição causada com uma satisfação nos olhos. A missão que lhes fora incumbida fora cumprida.

Eophain, Kalin e Aescriel estavam confrontando um último gigante juntos, protegendo uma gnomo e notaram quando os gigantes do lado leste se afastaram correndo. Aescriel particularmente sentiu uma raiva interior. Aqueles foram os malditos que mataram a gnomo em sua frente, e quase ceifaram sua vida também. Ele se vingaria!

Rathnar correu em direção ao local onde havia visto Sabyr e chegando lá procurou pelo companheiro. O alto elfo respirou aliviado quando ouviu a voz familiar do oráculo chamando-lhes. Em um canto, muito ferido Sabyr sorria para o companheiro. O oráculo Sabyr Arcadani havia pregado uma peça nos três gigantes que enfrentava, dando-lhes a visão que eles desejavam. De alguma forma, ele havia simulado visualmente sua própria morte para seus inimigos. O misterioso homem estava de fato muito ferido e se continuasse naquele confronto estaria morto. Após conjurar a magia, se afastou invisível dos seus inimigos. Vendo eles esmagarem a cabeça do simulacro criado pelo baklunita Sabyr Arcadani.

A Fazenda de Dandelion estava destruída. O que os gigantes não conseguiram destruir, o fogo o fizera. Havia tristeza no olhar dos gnomos salvos, dor e pesar pelos familiares mortos, mas eles estavam gratos. Aescriel, Eophain, Rathnar, Kalin e Sabyr teriam algumas contas a acertar.

Aquela história havia se tornado algo pessoal para cada um deles.

Continua…

Notas do DM

Meus agradecimentos a Fabrício Nobre que me apoiou com sua escrita perspicaz e carregada de medievalismo solene e figadal. Aos demais também o devido agradecimento. A partida foi insana! Que venha março para vermos o desfecho dessa história.

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