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Rathnar | A Pedra de Kir – Parte I

A Fazenda de Dandelion

Esse é o resumo da partida ocorrida no dia 01.02.18, com Bruno Gonçalves (interprete de Rathnar Selfanar)

O roteiro desta história é original e obra de Bruno de Brito (DM), também responsável pela revisão e publicação.

O Retorno

Greyhawk_Letra-E-186x200 Rathnar | A Pedra de Kir - Parte Isse resumo marca a volta de um herói veterano, detentor de diversos títulos, dentre eles, o Arauto de Versis (em Pontyrel), Campeão de Corellon (Em Celadon), Paladino dos Elfos (Demesnes), Karn´Athi Renascido (Entre os drows de Sirrel Dramaskan) e Raelar de Thaumiel – Rathnar Selfanar, ou comumente conhecido como Rathnar Lâminas Ardentes.

Mas antes de falar sobre como o elfo se enveredou pelas áridas Colinas Kron, é preciso voltar na história. No momento em que ele despertou em uma mítica masmorra…

O Templo do Elemental Maligno

Rathnar desperta e em seu acordar se vê em meio a corredores de uma masmorra antiga. O alto elfo não consegue discernir totalmente onde se encontra. Ele tem certeza de que algo de errado ocorreu ainda em Nulb. Seus parceiros Sabyr e Kalin não estavam com ele. O grupo de novos heróis conhecidos na obscura vila de Nulb, também não. E somente após uma chuva repentina soprar da noite fria é que tudo ficou estranho. Após isso ele recorda de perder gradativamente os sentidos e tombar na madeira do cais.

Assim como os demais heróis do templo, Rathnar esteve durante 3 dias no Templo do Elemental Maligno, como veio saber mais tarde. Sozinho, ainda que armado, o Campeão de Corellon desbravou os corredores e câmaras daquela construção. Enfrentou criaturas reptilianas, que muito lembraram seu antigo companheiro Amphis Gonathodes. Os corredores se estendiam intermináveis, e muitos glifos, esculturas e desenhos que decoravam os locais por onde passava. Aqueles escritos lhes eram um mistério. Rathnar acabou por encontrar um grupo liderado por uma mulher muito bela. Ela estava acompanhada de um meio elfo e um draconiano de escamas vermelhas.

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Raven Pântano Negro

Rathnar os reconheceu do cais em Nulb, e temeu um confronto. Porém para sua surpresa, eles lhe indagaram como havia ido parar ali. Sem uma resposta que os satisfizesse seguiram o caminho pelos corredores. O draconiano queria a morte do elfo, mas fora impedido pela mulher que parecia liderá-los.

A Saída

Disposto a não arriscar a sorte, Rathnar tomou um rumo diferente, e após reiniciar a exploração acabou encontrando Sabyr. O oráculo havia sido feito prisioneiro do grupo de homens lagartos. Onde os monstros estavam Rathnar percebeu que um estranho e adornado portal mostrava um local totalmente diferente daquela masmorra. A passagem mostrava uma calçada em uma cidade bem desenvolvida. O local era desconhecido para Rathnar. Por motivos desconhecidos, o povo lagarto não ousavam se aproximar do portal.

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Sabyr Arcadani

O campeão de Corellon enfrentou os homens lagartos e conseguiu libertar Sabyr. O oráculo estava com diversos ferimentos, mas sobreviveria. Rathnar analisou o portal e sem titubear atravessou junto com seu companheiro o portal.

Tempos mais tarde, ainda na masmorra, o trio liderado por Raven, Saremes e Senomaz chegaram até o portal. Eles sorriram pois parte do objetivo que os havia acidentalmente os levado até ali havia sido cumprido. No peito da bela armadura do draconiano brilhava uma esfera do tamanho de um punho. Tal como uma gema de Fauskhanger o orbe brilhava intenso e parecia alimentar o fogo nos olhos de Senomaz.

O trio atravessou o portal horas depois de Rathnar e Sabyr o terem feito. A energia restante da passagem se esvaiu. Aquele portal mágico não mais teria utilidade para os aventureiros incautos que perambulassem pelas masmorras do Templo do Elemental Maligno.

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Senomaz, Lorde Elemental do Fogo

Verbobonc

Rathnar e Sabyr estavam em Verbobonc. O companheiro do elfo estava muito debilitado e necessitava de cuidados médicos. Rathnar conduziu Sabyr até a igreja de St. Cuthbert onde soube haver um centro de tratamento para feridos.

Rathnar ficou em Verbobonc por 7 dias.  Período necessário para a plena recuperação do misterioso aliado. Durante este período Rathnar aproveitou para aprender um pouco sobre a cidade. Reabastecer de recursos, normais e mágicos. Além de estudar a rota que percorreria para o leste. Ele sabia que precisaria tomar o curso para o leste. Mas melhor seria se atravessasse uma parte da Floresta Welk. Dentre informações úteis que lhes foram passadas, foi a de que evitasse sair da estrada. As Colinas Kron são famosas pelas criaturas que nela habita. Gigantes, Manticoras, e outras aberrações fazem reduto naquele local.

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A rota de Rathnar e Sabyr

Uma vez preparados para seguir viagem, Rathnar e Sabyr seguiram caminho para o sudeste. Adentrando nas Colinas Kron.

Colinas Kron

E durante 8 dias eles cavalgaram com cavalos leves pelas áridas Colinas Kron. Diferente da maioria das colinas, devido aspectos geográficos, poucas eram as áreas verdes. Marcada pela aridez do solo, quanto mais alto os morros, menos verdes eles eram.

E foi em  uma dessas colinas que a dupla foi atacada. O som surgiu com o de pedras rolando, como se algo escalasse a rocha, deixando fragmentos em sua passagens. Na sequência uma conversa gutural. Rathnar e Sabyr haviam feito uma pausa para beber água e permitir um breve descanso aos cavalos. E perceberam que uma dupla de gigantes havia aproveitado o momento para realizar o ataque.

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A dupla de Gigantes avançam sobre Rathnar e Sabyr

Os gigantes iniciaram os ataques arremessando pedras. Uma delas em direção aos cavalos, e outra em direção a Sabyr. O companheiro de Rathnar desapareceu ao beber uma poção, avisando a Rathnar que procuraria melhor posição. Enquanto isso Rathnar sacava seu arco e realizava 3 hábeis tiros contra as criaturas. O gigante sentiu quando as flechas o atingiu em cheio na altura do ombro.

O combate que se seguiu foi rápido. Os gigantes avançaram e as espadas élficas de Rathnar cantaram em pura habilidade e maestria contra os gigantes. Sabyr também se revelou um bom combatente mágico. O homem conjurou sobre um dos gigantes uma espécie de explosão mental que deixou o gigante visivelmente abalado. O combate não durou muito mais. Tão logo os gigantes estavam no chão árido. Mortos pelos inúmeros ataques recebidos precisamente por Rathnar Selfanar.

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Cena do Combate contra os Gigantes da Colina

Apesar de humanoides muito fortes, os gigantes não conseguiram causar grandes danos na dupla. Rathnar questionou a Sabyr sobre o ataque mental que havia realizado. E o companheiro dele informou que pôde invadir violentamente a mente de um dos gigantes e perscrutar seu conhecimento. Sabyr não revelou muito mais ao parceiro, mas certamente havia adquirido informações valiosas.

A Fazenda de Dandelion

Algumas horas mais tardes, a dupla chegou ao que parecia ser uma fazenda abandonada. Plantações secas e devastadas pelo efeito do clima e descuido. Animais mortos pelo pasto, e um clima de aridez evidente nos moradores.

Gnomos são uma raça de humanoides alegres por natureza. Supostamente sua ancestralidade remonta as fadas. mundo dos gnomos é um local de cores brilhantes, emoções verdadeiras e primordiais. Mas ali nada disso refletia o conhecimento de Rathnar sobre os gnomos. A seca endureceu as faces daquele povo. Rathnar não compreendia o que se passava ali, mas certamente teria haver com a seca. O frio também certamente não ajudava, mas o que faltava àquele povo era um insumo básico – água.  eles chegaram até uma pequena vila nas Colinas Kron, e a pedidos do líder gnomo Dandelion III da comunidade, podem ter ajudado ou não na resolução de um problema. A vila passa por um período de seca intensa e há claros sinais de fome e escassez.

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A Fazenda de Dandelion

Rathnar e Sabyr tinha certeza, não passariam muito tempo ali. O local não tinha muito a prover e aproveitaria o fim do dia para descansar e seguir viagem logo cedo. E foi quando avistaram um aglomerado de gnomos em torno de um um mais velho. Ele parecia falar com mais autoridade e ao mesmo tempo respeito entre os seus semelhantes.

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Dandelion III Gaddock Teeg

A medida que os gnomos foram se dispersando, a dupla se aproximou do velho gnomo e deu-lhes boa noite. O gnomo sorriu simpático a dupla e devolveu o cumprimento.

– Que ventos frios os trazem para estes lados? Vocês estão na fazenda de Dandelion e eu por coincidência do destino, me chamo Dandelion III Gaddock Teeg, e vocês quem são, se me permite as perguntas?

Os problemas sempre acompanham

O velho gnomo tinha o brilho da sabedoria de muitos verões em seu olhar e a amistosidade de Rathnar e Sabyr lhes deixava claro que não eram ameaça. Mas meso assim tinha uma responsabilidade para com a segurança de seu povo .

E Rathnar se apresentou e à Sabyr. Revelaram ao velho gnomo que estavam viajando para o leste. Ambos precisavam de um abrigo para passar uma noite. Dandelion ofereceu-lhes o teto de sua casa para a dupla, e assim pôde conhecê-los melhor. O elfo quis saber o que se passava com a fazenda e por que eles não migravam.  O gnomo foi evasivo com as respostas, mas afirmou que os problemas começaram quando rio que abastece a fazenda começou a secar. Cedendo espaço para a lama, ficamos sem água para a agricultura, animais e hoje racionamos para ter o que beber e comer.

Sensibilizados com o problema da fazenda, Rathnar se consterna com o problema e decide que iria investigar no dia seguinte. Sabyr fica contente com a decisão. Essa era uma decisão que o alto elfo deveria tomar e ele não poderia influenciar. Feliz com a decisão da dupla, Dandelion passa algumas informações adicionais de localização.

Sabyr questionou sobre eventuais ataques de gigantes. Mas pela sorte de Garl Glittergold o local jamais havia recebido a visita de um. E se tivesse ocorrido, seria o fim de tudo aquilo. Cientes do risco que correram há poucas horas na estrada e da proximidade que aqueles gigantes estavam, Rathnar se preocupou. O elfo sentia que havia alguma relação entre o rio, os gigantes e a vila. De alguma forma aquilo tudo estava relacionado.

A Represa

Na manhã do dia seguinte a dupla partiu logo cedo. Dispensaram um jovem gnomo de nome Pictro que os guiaria até as margens do rio e seguiram com os cavalos. Finalmente Sabyr conseguia entender parte das visões obtidas da agora inexistente memória do gigante. Ele havia visto aquela dupla atravessando um rio. Só poderia ser isso. A redução do nível do rio estava colocando em risco todas as fazendas próximas deles.

Perto do fim da manhã a dupla colocou os pés na lama. O lodo do rio ainda estava bastante úmido. E havia uma extensão de aproximadamente 10 metros até um riacho que corria preguiçoso para o oeste. Com a água batendo na cintura, o grupo entendeu. Algo de errado estava ocorrendo aquele rio. Caso o clima fosse quente, poderia explicar o desaparecimento do afluente, mas estava frio!

Sabyr compartilhou com Rathnar suas memórias do combate, e juntos começaram a montar o quebra-cabeças. Decididos a apurar mais, iniciaram uma subida rio acima, de onde o mesmo afluía. Cerca de duas horas depois chegaram até uma construção – uma represa.

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A Represa

A Fazenda da Pedra de Kir

A dupla havia chegado até uma nova fazenda. E entenderam o motivo para a diminuição do nível do rio. Eles precisavam alertar o proprietário daquele local sobre os riscos que estavam atraindo para eles, além dos danos que estavam causando à fazenda de Dandelion. Eles haviam transformado é uma propriedade exclusiva.

Rathnar e Sabyr começaram a se aproximar do local. E a medida que foram chegando às construções que cercavam o local, notaram que havia mais verde e vida quando comparada a fazenda de Dandelion. Ainda distantes das casas, Rathnar e Sabyr sentiram um forte cheiro de morte. E notaram preso a um poste com estágio avançado de decomposição a carcaça de um gigante servia de alerta para eventuais intrusos que ousassem desafiar aquele local.

Muros estavam em construção nos arredores das casas, elevando a proteção. Gnomos passavam sorridentes e tranquilos alheios aos perigos que os cercavam. Gnomos armados e anões igualmente fortificados faziam patrulha.

A dupla foi questionada logo na entrada da fazenda sobre suas intenções e de forma hostil foram avisados que não poderiam dormir no local. Que apenas se reabastecessem, deixassem suas moedas e seguissem viagem.

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A Fazenda de Pedra de Kir

Surpresos com a forma como foram tratados, ainda assim eles adentraram na fazenda. Casas feitas de palha, alvenaria e madeira. Grama verde recobrindo grande parte do calçamento. Gnomos alegres e cuidando de suas rotinas. Este era o clima na fazenda da Pedra de Kir. Era perceptível, aqui e ali, uma milicia armada passando atenta muito mais a sinais de fora que internos, mas era uma quantidade notória.

Sabyr questionou um gnomo transeunte sobre onde poderia comer e beber algo, e foi direcionado para a Sombra da Mangueira. Um bar construído no entorno de grande árvore, com cadeiras e mesas rústicas servia, a gnomos que paravam ao meio dia para comer.

Rathnar e Sabyr para lá se dirigiram.

O Restaurante sob a Videira

Um  suculento pernil, ao molho de ervas, banhado em mel e especiarias foi servido acompanhado de arroz de Mirtul, caldo de carne e pão seco. Somado a isso, vinho para Sabyr e cevada para Rathnar. Era certamente a melhor refeição que experimentaram desde que deixaram Verbobonc.

E foi Sabyr o primeiro a perguntar a Marcus, o gnomo que aparentemente era o responsável pelo restaurante naquele momento:

– Meu caro, vinhemos do oeste, e a algumas horas daqui passamos por uma outra fazenda, uma tal de Fazenda de Dandelion, e ficamos surpresos com a seca que  lá abate, contra a riqueza que parece florescer do solo aqui. Você sabe o que se passa meu caro?

– É claro! Vocês são forasteiros, e certamente nunca ouviram falar da história das famílias Gadock e Tyle. E seu fosse vocês continuaria sem saber.

Dando as costas a dupla, o gnomo seguiu para atender um outro cliente. Rathnar olhou para Sabyr com um ar curioso e o baklunita compreendeu imediatamente a mensagem. E antes que Marcus se distanciasse:

– Meu caro gnomo, posso pagar-lhes alguns trigos, caso possa compartilhar conosco essa história. Você está certo, somos forasteiros e certamente será mais uma história. E por isso mesmo, não acredito que nos fará mal saber da mesma. Então, pode nos contar?

E com um argumento convincente,  e algumas moedas a mais garantidas no pagamento daquela refeição, Marcus decidiu que não haveria mal algum, contar-lhes aquela história. O gnomo atendeu o outro cliente e depois disso retornou à mesa, sentando com uma garrafa de vidro com um líquido cristalino como a água, mas forte como um bom aguardente deveria ser e 3 copos.

– Já que querem tanto saber, contarei para vocês.

Rivalidade Antiga

Não existe indiferenças entre os gnomos de lá ou de cá. A causa do rancor está em seus líderes, está no passado das famílias que são donas de tudo que vocês vêem. O filho de Dandelion – Radovid Gadock estava para se casar com Korine. Este casamento foi acertado pelo próprio Dandelion e a mãe de Korine, Carla Tyle.

Entretanto a primeira tragédia ocorreu quando em um banquete oferecido em homenagem aos noivos, a senhora Carla veio a falecer subitamente, como efeito de um envenenamento. Assim todos suspeitamos. Ainda assim, após o luto, Radovid e Korine mantiveram a data de casamento e o mesmo se consumou 2 meses depois.

Os dois tiveram um curto período de felicidade. Ainda que o casamento tenha sido arranjado, os noivos já se gostavam desde crianças e com a união veio o amor e a gravidez do primeiro neto de Dandelion. As fazendas cada vez mais estreitavam a distância usando o rio de Kir como ponte.

Porém, atendendo o pedido de alistamento de Urthgan, O Ancião Tulvar, Dandelion permitiu que seu único filho fosse para o fronte de batalha. Mesmo sendo dispensado de tal tarefa segundo as leis do reino. Radovid era filho único de Dandelion, e a lei o abstinha do serviço. Mas não o fez.

A Grande Tristeza

A notícia da morte em batalha do jovem Radovid mergulhou as fazendas de Dandelion e Pedra de Kir em imensa tristeza, e tanta era a dor e pesar que abateu-se sobre Korine que ela não conseguiu segurar a única coisa mais preciosa agora em vida – seu filho. Maratheus Tyle Gaddock nasceu morto em um parto de grande risco para a vida da jovem Korine.

Certa de que todos os males, tinha como fonte Dandelion, Korine cultivou um sentimento que só cresceu em vontade e decisões. Decidida a se vingar a todo custo e certa de que Dandelion foi a fonte de toda sua desgraça, Korine vive atualmente para eliminar o gnomo da face das Colinas Kron e toda Pedra de Kir está com ela neste intuito.

Iniciando o cumprimento de seu vil plano, ela começou a construção de uma barragem que represou o rio de Kir e minou o fornecimento de água para a fazenda de Dandelion. Há cerca de 1 mês tem ocorrido uma migração dos gnomos da fazenda do velho gnomo para Pedra de Kir e para piorar, a redução dos níveis da água do rio, está atraindo gigantes da colina que outrora não ousavam atravessar o rio, ameaçando assim a região como um todo.

A Estratégia

É isso meus caros. Essa é a história por trás de tudo. Korine está muito próxima de seu intuito. A fazenda de Dandelion já abrigou cerca de 100 famílias gnomos, e hoje esse número é cerca de metade. E acredito que vai diminuir ainda mais. A fazenda de Korine prospera com a farta mão de obra que está trabalhando na pedreira e na construção da represa.

Os gnomos não reclamam, tem trabalho, comida e a tão preciosa água. Os dias da Fazenda de Dandelion estão contados… Agora que já sabem de tudo, peço que caso não forem comer mais nada, paguem a conta de uma boa viagem.

Levando consigo a garrafa de aguardente, Marcus deixou a dupla com os novos conhecimentos e dúvidas quanto ao proceder. Falar com Korine era certamente uma boa alternativa, mas Dandelion também devia explicações. Nada daquela história havia sido revelada pelo velho gnomo. Por que ele a omitira? Eles voltariam a fazenda dele, mas antes tentariam falar com Korine. Explicar-lhes a situação da fazenda e seus habitantes que nada tinha que pagar por qualquer desentendimento entre os líderes.

Planejamento em Prática

Eles apostariam na diplomacia sobretudo. Rathnar pediu para que Sabyr liderasse a argumentação, haja visto que há muito o elfo havia deixado suas habilidades diplomáticas para trás. A dupla seguiu para a ponte que ligava a região de casas à mansão da senhora de Pedra de Kir. Rathnar e Sabyr puderam ver a represa de perto, e notaram que a ponte  que ligava os dois lados foi utilizada como estrutura para construção da represa. Seus elos fora fechados com rocha e madeira. Uma engenharia muito bem feita.

Porém a mesma era guardada por gnomos e anões. E quando manifestaram o interesse em falar com a senhora Korine, os guardas negaram o pedido. Exceto se tivesse uma pauta agendada com ela ou tivessem sido convidados por ela, seria possível falar-lhes.

Não podendo avançar por aquele lado, a dupla decidiu que iriam voltar para Dandelion, e lá buscar maiores esclarecimentos sobre todo aquele  mistério. Uma última coisa digna de nota foi a revelação de Sabyr. Dentre as imagens capturadas da mente do gigante no primeiro confronto, ele viu uma velha gnomo andando entre os gigantes da colina…

Continua.

Nota do Mestre: – É incrível como 3 horas de sessão rende tanto. Obrigado pela partida Bruno Gonçalves!

Rathnar | A Pedra de Kir – Parte I
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2 Comments

  1. Excelente resumo!!

    Conciso, direto e rico!

    Você lembrou de todas as passagens DM Bruno Brito. Estou impressionado com a memória e até sutileza de certas passagens dessa sessão.

    Realmente, foram 3 horas bastante produtivas.

    Houve combate, narrativa e interação com os elementos principais dessa aventura paralela.

    Algumas observações:

    – Rathnar ficou surpreso pelo encontro com o trio Raven, Saremes e Senomaz. Porque Raven não quis a morte do elfo? Qual interessa dela?

    – Rathnar encontrou um pergaminho escrito em uma língua antiga e mágica, que precisa ser decifrado. Nele haviam símbolos élficos de Celadon e Rathnar acredita que pode ajudar a expulsar os drows de Sirrel Dramaskan.

    – Sobre a aventura, Rathnar não poderia deixar de ajudar os gnomos de Dandellion, mesmo com a urgência em sua missão em Urnst. O elfo tem um coração bom, honrado e que presa a libertação. Jamais deixaria aquela situação de tirania para trás sem tentar resolver.

    – Pelo fato de também lutar pela libertação e recuperação de sua terra natal, o Reino de Demesnes e a Floresta Celadon, Rathnar se comove com histórias de povoados oprimidos, pois ele fica sensibilizado pela situação do Povo.

    – Rathnar mudou completamente ao longo desse tempo. Antes era um duelista boêmio e galanteador, diplomático e romancista. Atualmente ele está mais maduro, experiente e com o coração endurecido pelas diversas passagens de vida e morte (principalmente durante o processo de transformação Karn’Athi e após sua morte por Makumatan, durante a libertação de Auroriel).

    – O elfo escolheu seguir o caminho unicamente da espada, habilidade e da palavra de Corellon, a divindade que segue fielmente.

    Estou muito feliz por voltar a mesa de Greyhawk e participar das aventuras de campanhas. A qualidade já era boa, agora então, tenho que tirar o chapéu ao mestre.

    Parabéns DM!

    Aguardo as cenas dos próximos capítulos!

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