Jogadores:
Desdobramento da partida ocorrida no dia 01 de maio de 2026.
Para ver o resumo Aventura: ECOS DE AQUERONTE – parte 1, acesse em: https://crivontoran.blogspot.com/2026/04/aventura-ecos-de-aqueronte-parte-1.html
Vídeo introdutório disponível em: https://youtu.be/pSHwFOFJBRY
4. MEMÓRIAS DA ÓRBITA VERMELHA
Após conterem o vazamento do fluido corrosivo no setor de manutenção, os sobreviventes se veem exaustos. Diante da poça esverdeada que no piso, a mente dos tripulantes retrocede no tempo, quando a colossal Aqueronte deixou a Estação Lunar e alcançou a órbita de Marte para reabastecimento e por abordo a comandante da missão – a Capitã Sandy. Aquele era o domínio da influente Família Benelovoice, liderada pelo Almirante Ryan. Fragmentos daquela rotina normal ressurgem como fantasmas:
4.1. O ENIGMA DE ÉLPIS
De volta ao presente hostil, o grupo utiliza o maçarico laser para soldar e lacrar a porta da engenharia mecânica, contendo o vazamento ácido. Teorias ecoam pelo comunicador interna: a Aqueronte estaria submersa em um oceano alienígena ou sofrendo um colapso estrutural interno no espaço?
Buscando refúgio, a equipe avança até a Sala de Reuniões abandonada. Elena assume o terminal principal. Em um duelo frenético contra os firewalls da nave, seus dedos extraem dados criptografados que disparam um alerta geral. As coordenadas estelares decodificadas apontam:
RA: 19h32m17s | Dec: +42°15’08” | Dist: 3.720 anos-luz.
A Aqueronte não estava no espaço profundo. A nave estava em Élpis, uma das luas do planeta CTP-03. Restava descobrir se estavam presos em sua órbita ou soterrados em sua superfície.
A intrusão de Elena ativa uma nova camada de corrupção na IA. A voz distorcida de TIA exige uma contrassenha baseada em arquivos de entretenimento do século XXI. O grupo decifra o enigma clássico de Diablo I: “- Olá, amigo. Fique um pouco e escute!”.
4.2. EMBATE RADIANTE
O sucesso é interrompido por um chiado no teto. Whistlers — robôs de contensão tática — saltam das tubulações. Diferente dos drones blindados anteriores, que utilizavam armas de choque, estas unidades ativam canhões radiantes com protocolo de letalidade máxima.
Quando o cerco parecia mortal, uma pequena raposa cibernética surge de uma abertura na parede, empunhando uma lâmina laser de alta frequência. O aliado improvável rasga a blindagem dos Whistlers ao lado do grupo. Terminada a execução dos robôs, a criatura mecânica desaparece pelas sombras sem emitir um único som. Entre os destroços, o grupo resgata suprimentos de uma mochila militar abandonada: flechas, injetores de Monomate, um binóculo óptico e uma bússola digital.
4. PROJETO RIPPER: CLONAGEM EM TEMPO REAL
Fortalecidos pelo breve repouso, os sobreviventes avançam para o Laboratório de Bioengenharia Coldex Labbio. Elena tenta abrir as portas de biomanipulação, mas desperta um drone de patrulha. Alis tenta hackear suas diretrizes de comando, mas a máquina exige a retirada imediata do grupo. Sem tempo para diplomacia, a equipe destrói o drone em segundos.
Com exceção de Tyrell, todos vestem trajes de isolamento biológico para cruzar a câmara de descontaminação, que restringe o acesso a três indivíduos por vez. Enquanto Kain aguarda sua vez na antessala com seus instintos em alerta máximo, os demais investigam o laboratório principal.
No centro da sala, um silo blindado preenchido por um líquido criogênico preserva um espécime biológico aterrorizante: um Ripper. Dois tanques adjacentes estão vazios. Alis reconhece o aparato; o sistema de clonagem da nave criava réplicas da criatura para os treinos de combate avançado.
Durante a varredura de Elena no terminal, um comando incorreto drena o fluido do tanque. O vidro temperado se abre e a fera desperta. Kain invade a sala a tempo de se juntar ao combate. O Ripper é letal, mas a coordenação do grupo garante a execução do monstro.
O alívio, contudo, dura segundos. Os bioindicadores do laboratório piscam: o sistema automatizado iniciou uma clonagem em hipervelocidade. Um segundo Ripper começa a se materializar no tanque vazio. Compreendendo que enfrentarão um ciclo infinito de predadores, os sobreviventes batem em retirada antes da gestação da nova criatura se concluir.
5. SOB A LENTE DO INVISÍVEL
O grupo se refugia na Safaritech, a ala de armamentos, onde utilizam os terminais locais para reabastecer seus cartuchos e aljavas de flechas.
Em seguida, penetram no Laboratório de Minerais da UniMineral. Tyrell e Elena inspecionam o perímetro em busca de novas fendas biológicas, mas o ambiente parece limpo. Alis assume a retaguarda, vigiando os acessos enquanto a médica interage com os computadores, liberando o acesso para a sala interna.
Ao adentrarem o recinto, eles veem um grupo de workerpods inicialmente desativados, mas ao perceberem a presença deles, se ativam para o que virá a ser um novo confronto. Nesse instante que os instintos felinos de Kain captam a verdadeira ameaça. Silenciosa e milimetricamente, a lente de uma das câmeras de segurança do teto gira, reajustando o foco para enquadrar perfeitamente o rosto de cada um dos tripulantes.
Alguém, ou algo, os observa das sombras da Aqueronte. E os mistérios da lua Élpis estão apenas começando…
Registro da sessão
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