Crivon

Aventura: ECOS DE AQUERONTE – parte 2

Avalie o conteúdo!
Da esquerda para a direita: Alis, Elena, Kain e Tyrell, representam a esperança da Aqueronte

Jogadores:

  • Aharon – Alis Vanguard – guardiã humana;
  • Bruno – Tyrell (Gest146) – guerreiro andróide;
  • Fred – Elena Nova – sábia humana;
  • Pedro – Kain Tracker – caçador newman.

Desdobramento da partida ocorrida no dia 01 de maio de 2026. 

Para ver o resumo Aventura: ECOS DE AQUERONTE – parte 1, acesse em: https://crivontoran.blogspot.com/2026/04/aventura-ecos-de-aqueronte-parte-1.html 

Vídeo introdutório disponível emhttps://youtu.be/pSHwFOFJBRY

4. MEMÓRIAS DA ÓRBITA VERMELHA

Após conterem o vazamento do fluido corrosivo no setor de manutenção, os sobreviventes se veem exaustos. Diante da poça esverdeada que no piso, a mente dos tripulantes retrocede no tempo, quando a colossal Aqueronte deixou a Estação Lunar e alcançou a órbita de Marte para reabastecimento e por abordo a comandante da missão – a Capitã Sandy. Aquele era o domínio da influente Família Benelovoice, liderada pelo Almirante Ryan. Fragmentos daquela rotina normal ressurgem como fantasmas:

  • Tyrell (Guest146): O androide recorda o instante de sua ativação. Seus sensores ópticos focalizaram a Doutora Andreia Goldstein, lenda viva da robótica e – segundo alguns, a mente mais brilhante a bordo. Com desvelo quase maternal, ela calibrou seus circuitos positrônicos e lhe concedeu o nome de Tyrell. Antes de partir, deixou um aviso enigmático: ele era uma unidade especial. A própria IA da nave, TIA, confirmou o privilégio: “A Dra. Andreia nunca dedicou tanto tempo a um sintético. Você é o único Tyrell a bordo”.
Dra Andreia ativa Tyrell.
  • Alis Vanguard: Na ponte de comando, a Guardiã contemplava o abismo estelar quando recebeu uma ordem da Tenente Griffs: entregar um pendrive à recém-chegada Capitã Sandy Benelovoice na Sala de Reuniões. Entre projeções holográficas de rotas espaciais, o encontro quebrou barreiras de patente. Em meio a desabafos sobre o persistente conservadorismo e o machismo corporativo que ainda manchavam o século XXXVI, Sandy selou uma aliança informal com Alis, convidando-a para uma partida de Street Fighter emulada.
Alis interage com Sandy, que diz que se lembrará dela.
  • Elena Nova: A mente da médica viajou ainda mais longe, na saída da Estação Mah, na Lua a caminho de Marte. Ela reviveu o briefing científico liderado pelo Dr. Daniel Goldstein. Enquanto a tripulação operacional bocejava, o prodígio Dário (apelidado de Goldash), filho do doutor, respondia aos questionamentos com velocidade cibernética, ávido pela aprovação paterna. O foco era o Nantanium, o mineral energético que viabilizava a colonização espacial. A atmosfera desandou quando a Dra. Andreia interrompeu o marido com uma declaração desconcertante: a maior ameaça em nosso destino eram os “dragões”. O Dr. Daniel rapidamente desconversou, alegando que um cataclismo havia extinguido as feras da superfície.
Reunião da equipe para explicação de objetivos da missão.
  • Kain Tracker: O caçador Newman discutia os boatos desses “dragões” com sua parceira, Lysa Brant, no refeitório. Ali, o Tenente Kaben Muranga — veterano da guerra contra o Império Vormess — os acalmou: se houvesse espécimes vivos, estariam confinados no subsolo profundo do planeta CTP-03. O alívio durou pouco. Lysa estremeceu ao notar o olhar zombeteiro e sinistro de um dos vigias da nave que passava pelo corredor. Um pressentimento sombrio que Kain registrou em silêncio.
Os caçadores conversam sobre desdobramentos da
reunião com Dr. Golstein.

4.1. O ENIGMA DE ÉLPIS

De volta ao presente hostil, o grupo utiliza o maçarico laser para soldar e lacrar a porta da engenharia mecânica, contendo o vazamento ácido. Teorias ecoam pelo comunicador interna: a Aqueronte estaria submersa em um oceano alienígena ou sofrendo um colapso estrutural interno no espaço?

Buscando refúgio, a equipe avança até a Sala de Reuniões abandonada. Elena assume o terminal principal. Em um duelo frenético contra os firewalls da nave, seus dedos extraem dados criptografados que disparam um alerta geral. As coordenadas estelares decodificadas apontam:

RA: 19h32m17s | Dec: +42°15’08” | Dist: 3.720 anos-luz.

A Aqueronte não estava no espaço profundo. A nave estava em Élpis, uma das luas do planeta CTP-03. Restava descobrir se estavam presos em sua órbita ou soterrados em sua superfície.

A intrusão de Elena ativa uma nova camada de corrupção na IA. A voz distorcida de TIA exige uma contrassenha baseada em arquivos de entretenimento do século XXI. O grupo decifra o enigma clássico de Diablo I“- Olá, amigo. Fique um pouco e escute!”.

4.2. EMBATE RADIANTE

O sucesso é interrompido por um chiado no teto. Whistlers — robôs de contensão tática — saltam das tubulações. Diferente dos drones blindados anteriores, que utilizavam armas de choque, estas unidades ativam canhões radiantes com protocolo de letalidade máxima.

Perigosos Whistlers desafiam o grupo.

Quando o cerco parecia mortal, uma pequena raposa cibernética surge de uma abertura na parede, empunhando uma lâmina laser de alta frequência. O aliado improvável rasga a blindagem dos Whistlers ao lado do grupo. Terminada a execução dos robôs, a criatura mecânica desaparece pelas sombras sem emitir um único som. Entre os destroços, o grupo resgata suprimentos de uma mochila militar abandonada: flechas, injetores de Monomate, um binóculo óptico e uma bússola digital.

A curiosa raposinha de duas caudas cibernética auxilia
o grupo e foge sem trocar palavra – personagem de Valentim.

4. PROJETO RIPPER: CLONAGEM EM TEMPO REAL

Fortalecidos pelo breve repouso, os sobreviventes avançam para o Laboratório de Bioengenharia Coldex Labbio. Elena tenta abrir as portas de biomanipulação, mas desperta um drone de patrulha. Alis tenta hackear suas diretrizes de comando, mas a máquina exige a retirada imediata do grupo. Sem tempo para diplomacia, a equipe destrói o drone em segundos.

Com exceção de Tyrell, todos vestem trajes de isolamento biológico para cruzar a câmara de descontaminação, que restringe o acesso a três indivíduos por vez. Enquanto Kain aguarda sua vez na antessala com seus instintos em alerta máximo, os demais investigam o laboratório principal.

No centro da sala, um silo blindado preenchido por um líquido criogênico preserva um espécime biológico aterrorizante: um Ripper. Dois tanques adjacentes estão vazios. Alis reconhece o aparato; o sistema de clonagem da nave criava réplicas da criatura para os treinos de combate avançado.

Durante a varredura de Elena no terminal, um comando incorreto drena o fluido do tanque. O vidro temperado se abre e a fera desperta. Kain invade a sala a tempo de se juntar ao combate. O Ripper é letal, mas a coordenação do grupo garante a execução do monstro.

Após destruir o primeiro Ripper o grupo percebe que entraria num combate sem fim,
pega materias e foge. – Figura meramente ilustrativa, os seres orgânicos usavam
máscaras para se protegerem de eventuais patógenos.

O alívio, contudo, dura segundos. Os bioindicadores do laboratório piscam: o sistema automatizado iniciou uma clonagem em hipervelocidade. Um segundo Ripper começa a se materializar no tanque vazio. Compreendendo que enfrentarão um ciclo infinito de predadores, os sobreviventes batem em retirada antes da gestação da nova criatura se concluir.

5. SOB A LENTE DO INVISÍVEL

O grupo se refugia na Safaritech, a ala de armamentos, onde utilizam os terminais locais para reabastecer seus cartuchos e aljavas de flechas.

Em seguida, penetram no Laboratório de Minerais da UniMineral. Tyrell e Elena inspecionam o perímetro em busca de novas fendas biológicas, mas o ambiente parece limpo. Alis assume a retaguarda, vigiando os acessos enquanto a médica interage com os computadores, liberando o acesso para a sala interna.

Ao adentrarem o recinto, eles veem um grupo de workerpods inicialmente desativados, mas ao perceberem a presença deles, se ativam para o que virá a ser um novo confronto. Nesse instante que os instintos felinos de Kain captam a verdadeira ameaça. Silenciosa e milimetricamente, a lente de uma das câmeras de segurança do teto gira, reajustando o foco para enquadrar perfeitamente o rosto de cada um dos tripulantes.

Alguém, ou algo, os observa das sombras da Aqueronte. E os mistérios da lua Élpis estão apenas começando…

Kain percebe que alguém os observa.

Registro da sessão

Jogadores, da esquerda para direita: Aharon, Fred, Pedro. Narrando Patrick e Bruno, com o jogador especial Tim, que tira a foto.
Patrick narrando, enquanto Fred faz o registro.
Marcação dos últimos movimentos do grupo.
Após passarem da antessala do laboratório de minerais
o grupo contempla os workerpods no interior da sala

Patrick Nascimento

Share
Published by
Patrick Nascimento

Recent Posts

Aventura: ECOS DE AQUERONTE – parte 1

“Enquanto houver o desejo de fantasiar, olhos e ouvidos atentos, uma boa estória a ser…

2 meses ago

A Sangria Cósmica

A Sangria Cósmica foi um conflito de 30 anos que devastou o universo conhecido, originado…

3 meses ago

Dungeons & Dragons completa 50 anos: a história, o legado e o futuro do maior RPG do mundo

D&D fez 50 anos em 2024! Em 2024, Dungeons & Dragons, o RPG mais famoso…

1 ano ago

A Guardabeira e o Status Quo – Parte I

Esse é um artigo original escrito por Bruno de Brito "Scooby", interprete de Crema, membro…

1 ano ago

Arquétipos do Guerreiro – Guia Xanathar para Todas as Coisas (D&D 5ª Edição)

Conheça 3 novos arquétipos para guerreiro em Dungeons & Dragons 5ª Edição. O Que é…

1 ano ago

This website uses cookies.