“Enquanto houver o desejo de fantasiar, olhos e ouvidos atentos, uma boa estória a ser contada e dados nas mãos, a chama do RPG jamais se apagará!” – Patrick da Silva, 2026.
Desdobramento da partida ocorrida no dia 29 de abril de 2026.
Após um hiato de sete anos, o Mestre retornou ao comando das crônicas de Crivon Toran/Phantasy Star. Entre a ansiedade do reencontro e o ajuste de novas homebrews (regras da casa), a mesa foi imersa no mito da Sangria Cósmica.
No ano de 3.526 d.C., a nave de colonização Aqueronte singra o vazio. O projeto, uma joint-venture entre megacorporações — como a UniMineração Astral, a Coldex Bioengenharia e o Consórcio Ethériun — sob a égide da influente Família Benelovoice, tem um destino certo: o planeta CTP-03, no Sistema Phalantiss. A jornada de três anos só é possível devido à tecnologia de criosono e à rede de anéis de hiper salto.
O objetivo é claro: estudar e extrair recursos minerais, estabelecer uma base da Federação Galáctica Terrena e expandir a malha de anéis de hiper salto. No comando, a excêntrica Comandante Sandy Benelovoice — uma entusiasta da cultura vintage do século XXI — divide o comando com o Dr. Daniel Goldstein, líder da frente científica.
As rotinas finais antes do congelamento revelam as camadas dos nossos protagonistas:
Os destinos se cruzam no setor criogênico. O gelo envolve a todos. A aventura começa agora.
O silêncio do vácuo é estraçalhado por luzes estroboscópicas vermelhas. No Bunker de Sobrevivência, o cheiro de fluido de estase e o gotejar de válvulas rompidas ditam o tom do pesadelo.
A voz de TIA, agora distorcida e urgente, corta o ar:
“Atenção! Protocolo de Despertar de Emergência. Equipe de Resposta Primária selecionada: Alis Vanguard, Kain Tracker, Maya Windstep, Nero Shadow, Elena Nova, Zephyr Arcanum. Ativando Unidade Guest146. Confirmem o despertar.”
O grupo acorda desorientado. Tyrell percebe que a conexão com TIA caiu logo após o anúncio. Sem ordens claras da ponte, o grupo decide avançar.
A primeira barreira é física: uma blindagem de segurança bloqueia a saída. Elena, com precisão técnica, hackeia o terminal. Porém, o corredor além não traz alívio. Sete drones de combate bloqueiam o caminho. Suas vozes sintéticas são gélidas:
“Retornem às cápsulas. A situação está normalizada. Qualquer desobediência será tratada como ameaça.”
O grupo percebe a armadilha: a IA da nave os vê como invasores. Em uma tentativa de negociação, Tyrell sente uma tentativa agressiva de invasão em seus sistemas; os drones tentam dominá-lo, mas o “comichão” em sua nuca atua como um firewall inesperado.
Em um lance de intuição, o taumaturgo Zephyr recua levando consigo Maia e Nero, simulando submissão, o que reduz a agressividade dos drones, que diminuem de número para quatro.
Elena aproveita a brecha para projetar um terminal digital fantasma, enganando os sistemas e destravando as quatro portas da seção. Mas o custo é o combate: os drones atacam, e a equipe precisa lutar pela vida pela primeira vez. A luta é intensa, mas o grupo consegue vencer os drones seguindo para a Enfermaria Coldex.
3.2 Os Sete Senhores do Abismo
Após vencerem dois drones no interior do recinto, ao buscarem suprimentos na Enfermaria Coldex, a interface de TIA manifesta uma alucinação digital. Uma voz cavernosa impõe um enigma arcano — um glitch na realidade ou um desafio deliberado:
“Sete são os níveis do inferno, sete são os seus senhores. Nomeiem os soberanos para prosseguir.”
Resgatando fragmentos de memórias e dados, o grupo decifra os nomes: Duriel, Andariel, Belial, Asmodeus, Bhaal, Mephisto e Diablo. O terminal cede, liberando kits médicos e antitoxinas essenciais.
Com a finalização dos confrontos iniciais, o grupo percebe que está com fome e sede, devido ao processo de crio sono e assim seguem para a cozinha antes de alcançarem a exaustão. Nesse local, onda não surgem adversários, eles conseguem se nutrir e hidratar adequadamente e percebem que existem sobre algumas mesas, alimentos e bebidas deixados de lado, e conservados para uso. Ainda na cozinha, conseguem ração de viagem e cantis de bebida para uso.
Deixando as academia e sala de reuniões sem serem vistoriadas, o grupo avança da seção de corredores I para a II. Novo confronto ocorre com mais quatro drones blindados, no qual eles emergem vitoriosos.
Ao final do confronto eles encontram um rastro de viscosidade esverdeada e odor sulfuroso vindo da Sarbenas Labtech. Com a curiosidade e interesse em averiguar, uma vez que segundo a verificação deles, o material pode danificar materiais sintéticos, o grupo atravessa a porta que se abre e fecha rapidamente atrás deles, como que programada para aumentar a velocidade em situações como essa.
Ao entrarem na antecâmara de manutenção, a água sobe pelos tornozelos, quando do teto e do chão, de forma furtiva, quatro Limos Esverdeados saltam. O combate é brutal. Alis chega a tombar sob o ataque ácido, sendo reerguida às pressas pela medicina de Elena. Eles vencem, recuperando um maçarico laser industrial e itens de cura, mas o perigo está longe do fim.
A sessão termina com o grupo diante de uma fenda que vaza o fluido misterioso. No escuro da ala de manutenção, algo se move sob a água de 30 centímetros.
A Aqueronte não é mais uma nave; é um organismo em colapso, e as defesas imunológicas estão famintas…
Continua na próxima sessão…
Registros da sessão:
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