Orbe dos Dragões

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Aventuras em Crivon, Crivon

Deixando a ratoeira para trás, final

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Personagens envolvidos: 
Astanis Elendil (Adryan Thanar) – elfo dourado – mago
Domeracliff – anão da colina – clérigo de Moradin
Lutz (Fiohorn) – humano brigstone – clérigo de Sta Alis
Sigurn BlessShield (Toldekan) – anão da colina – guerreiro

Índice de Conteúdo

Lutz e Sigurn

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Templo da Valentia em Falcon.

Ao chegarem na entrada do Templo da Valentia, foram recebidos por um acólito que estava varrendo o pátio externo, Vendramim, de olhos verdes, rosto jovial, magro e de traços delicados, ele os recebeu, com uma mão no nariz, felicitando seu colega de aprendizado clerical pelo retorno seguro e abençoando o anão que o acompanhava, não apenas pelo fato deste ser um contumaz devoto da deusa da valentia, mas por estar ao lado desse servidor de Alis e tê-lo auxiliado na missão.

Em seguida, chegou o segundo clérigo do templo, Rosnan Olan, um home de porte médio, barba em cavanhaque sempre aparada e bem feita, uma vez que não dispunha de uma cabeleira que lhe adornassem a cabeça, ele veio em sinal de prece e tentado disfarçar, o máximo que pode, o mau cheiro que sentiu e era exalado pela dupla, os recebeu e ouviu brevemente o relatório de sua jornada.

Durante o relato de Lutz, a também acolita Sara Olan chegou para ouvir e felicitar os aventureiros, contudo, algo inusitado ocorreu, pois Rosnan parou em transe fitando o aventureiro, fato que levantou um breve suspense que foi quebrado com o retorno do clérigo a razão, quando este revelou a todos, que viu uma aura envolvendo Lutz e o som dos sinos da ordenação clerical, tocando a sua volta, o que indicava que era chegado o momento da ordenação de Lutz, que deixaria de ser um acólito para se tornar um clérigo.

A notícia deixou a todos felizes, mas novamente o fedor os apanhou trazendo a eles a necessidade de enviar a dupla para um banho com ervas. Rosnan solicitou que lhes fosse preparado o banho de desinfecção, que removeria as impurezas e suavizaria o odor enquanto um bom jantar seria feito para comemorar o regresso, o sucesso da missão e a notícia do surgimento de um novo clérigo de St. Alis, enquanto ele mesmo informaria a Frei Nero Blant.

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Nero Blant

Todos estavam prontos quando o jantar, que mais parecia um banquete, estava posto na grande mesa de reuniões do templo, onde todos estavam prontos e alinhados para a ocasião.

Apesar de ansiosos, menos os aventureiros que estavam com pouca fome por conta de suas enfermidades, todos discutiam sobre a ordenação de Lutz, que deveria convergir com a Festa da Primavera (em 13 dias) e aguardavam a prece de abertura de Nero, que se encontrava contemplativo, com seu rosto severo, observando Lutz e Sigurn, afinal ele levantou de seu lugar central e entoando uma oração a Senhora do Heroísmo, se aproximou de Lutz com o símbolo sagrado preso a mão e o pôs sobre a cabeça do pupilo, que sentiu o calor da força divina lhe percorrer o corpo fazendo seu vigor se reestabelecer e com ele seu apetite, em seguida, mantendo a oração e soltando o símbolo sagrado levemente num copo com vinho que abasteceu para o anão, perguntou ao destemido guerreiro se ele acreditava em St. Alis, ao que ele respondeu rapidamente:

“– Com todo o meu fervor, senhor! ”

Após sua resposta, Nero entoou com mais força sua oração e pediu que o anão bebesse seu cálice de vinho. A medida que Sigurn sorvia o líquido, percebeu que lhe parecia levemente morno, sentiu uma fome de leão, ao mesmo tempo todos os presentes perceberam que sua pele recobrava o rubor de outrora, estava claro que sua saúde havia retornado. Todavia, Nero olhou para o guerreiro e percebeu, quando este comia avidamente um grande pedaço de queijo, que ainda havia algo errado.

Apesar de livre da febre do rato, havia algo estranho em Sigurn…

Evoluindo

Na boca da madrugada, alguém bateu a porta, seus filhos já estavam em seus leitos e o anão Domeracliff e sua esposa se preparavam para o merecido descanso, quando o acólito de Morardin decidiu verificar quem batia a porta. Ao abri-la, viu um breu, uma escuridão pérfida o envolveu, ele tentou aguçar seus olhos anões para tentar enxergar, mas o breu era penetrante.

Dom sentiu medo, pois começou a pressentir uma presença opressora saindo das trevas, uma gigantesca figura demoníaca se precipitava da escuridão vindo em sua direção com suas garras estendidas, como se fosse captura-lo, contudo, uma luz se interpôs entre ele e a besta.

A luz tomou a forma de bela jovem, que afastava a fera com uma espada de luz, neste instante, enquanto contemplava a cena, ele ouviu uma voz masculina, poderosa e retumbante, que no idioma não, lhe ordenou:

“– Filho! É chegada a hora de nos levantarmos contra o Destruidor! Essa é uma luta que ela não vencerá sozinha! Precisa se fortalecer. Vá!”

Atônito, Domeracliff despertou com sua esposa olhando para ele com olhar preocupado e lhe interpelando sobre o que aconteceu. Percebendo que havia tido uma visão, ele relatou o que viu a sua esposa.

Para ambos, aquilo seria um sinal de sua evolução, mas ele precisaria de um clérigo de sua ordem que lhe ordenasse, somente lhe restando duas opções, ou iria ao antigo templo que lhe sagou acólito, no arruinado reino anão de Thrudain, a quase 30 dias de viagem (o que preocupou sua esposa, que não queria o marido fora por tanto tempo), ou procuraria o clérigo Rundrathor Martelo de Moradin, que vivia a numa pequena vila a 5 dias de viagem dali.

Dom se mostrou obstinado em completar essa tarefa, mesmo que fosse sozinho ou tivesse que desertar, nesse instante, ele ouviu a porta bater.

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A estranha jovem

Ao abri-la, viu Astanis, de aparência frágil e doentia, envolto e mantos, o elfo então falou:

“– Posso entrar? Não estou me sentindo bem, preciso de ajuda. ”

Apoiando o aliado e trazendo-o para dentro de seu lar, Dom respondeu:

“– O que está sentindo elfo? ”

Elendil lhe afirmou que estava doente e que a causa certamente vinha dos ratos que o haviam infectado com alguma estranha febre, durante os confrontos nos esgotos. Dom examinou o colega e percebeu que ele carecia de cuidados, nesse instante a anã surgiu e percebendo que o elfo exalava um aroma perfumado, fez uma graça com o elfo, deixando Astanis corado de vergonha, ao passo que aprontou um cômodo para ele descansar e lhe preparou uma sopa, bem concentrada, enquanto Dom conversou com ele até que dormisse.

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A espada negra.

Em seu descanso, Elendil viu uma cena de seu passado.

Agora mais novo, Astanis e um grupo de 5 elfos infantes, exploravam bosques mais longínquos da Floresta Élfica de Iluminah, quando uma estranha espada, com a lâmina escura como a obsidiana e adornada com joias e runas, foi encontrada por um de seus amigos mais próximos, Hithlun, que a retirou da toca de uma lebre que estava perseguindo.

O pequeno Astanis teve um arrepio quando a viu, translúcida erguida e apontando para o céu, atônitos, todos puderam ver que pequenos tentáculos sombrios saíram do cabo da arma e tocavam, se encrustando na carne do braço de Hithlun, que paralisado pela dor lancinante, caiu no chão com os olhos bem abertos, mas apesar de ser visível a dor que sentia, não exprimia um som se quer.

Dois de seus amigos correram para buscar ajuda, enquanto sua irmã, com um olhar complacente, docemente segurou a outra mão e afagou a cabeça do amigo atingido pela espada que teimava em segurar, como se a arma estivesse grudada, ou agora fizesse parte dele. Elendil, percebendo que os pequenos tentáculos estavam subindo pelo braço que empretecia mais e mais a cada instante, optou pela única solução que entendeu ser cabível naquele momento, rapidamente sacou sua espada curta e num golpe único, decepou o braço do amigo, que só nesse instante conseguiu emitir um grito, um misto de dor e alívio, um som estranho que ecoa em suas lembranças até os dias atuais.

Apesar dos cuidados que foram dados ao jovem Hithlun, o mesmo não resistiu e veio a perecer. A espada foi levada e seu Pai, lhe disse que o que ele havia feito tinha sido o mais certo a se fazer, segundo ele, o infante não sabia, mas tinha salvo a vida do amigo.

Astanis despertou, estava sozinho, no quarto preparado pela mulher de Dom ensopado de suor, no entanto, um líquido que escorria de sua face esquerda era de uma constituição diferente.

Elendil lembrou que Dom havia lhe dito que buscaria ajuda com Lutz e então tentou descansar, mas por um breve instante lutou contra o sono, pensando em evitar uma lembrança desagradável.

Era madrugada, quando Lutz andando pelos corredores do templo, decidiu ir ao claustro de Nero para consulta-lo. Ao chegar à sua porta, bateu e esperou resposta, no entanto ela não veio.

Quando bateu novamente, a porta se abriu lentamente revelando um quarto totalmente escuro. Cauteloso, Lutz adentrou o quarto e ouviu a porta bater atrás de si, confinando-o nas trevas.

De repente, ele pressentiu um perigo ancestral, um grande calafrio percorreu sua espinha e sua pele se arrepiou, uma forma demoníaca surgiu das trevas com um sorriso maligno, sua bocarra se abriu como que pronta para engoli-lo, mas foi repelido por uma grandiosa luz que tomou de uma espada que jazia em riste nas mãos de uma jovem. A garota, olhou para Lutz e lhe disse:

“– Precisarei de você! Desperte para sua missão Lutz Fiohorne!”

O acólito despertou de seu sono e foi ter com seu mestre espiritual, ao encontra-lo e relatar sobre seu sonho, Nero anuiu que sua ordenação deveria ser adiantada.

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Alis convocou Lutz

Enquanto isso, no quarto que conseguiu para passar a noite no Templo da Valentia, a pedido do Frei Nero que lhe informou que seu estado parecia carecer de um cuidado especial, do qual ele estudaria uma forma adequada e lhe daria uma resposta para o que estaria lhe afligindo.

Sigurn teve um estranho sonho, onde novamente lutava no casebre de Undor contra um poderoso rato atroz para proteger um infante anão, no entanto, ao final do confronto, que desta vez lhe pareceu mais fácil, percebeu que a criatura, ao morrer havia se transformado numa versão deteriorada de si. O guerreiro acordou assustado, mas percebendo que era um pesadelo, voltou a dormir.

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Sigurn viu sua versão homem rato

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5.7 Ganhos em experiência

Geral:

1- Interpretação (excelente) – 100 ptos

2- Aventura (chegar o mais rápido possível a Falcon) – 100 ptos

Total: 200 ptos

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Foi 1 sessão de jogo para para as interações (role play) e finalização da aventura anterior.

As evoluções poderão ser feitas após uma noite de sono dos pjs, antes do início efetivo da próxima missão. No entanto, para personagens que atingirem o 3º nível, será necessário cumprir os ritos necessários para a aquisição das habilidades do nível, mas os pontos de vida e melhorias em combate podem ser implementadas livremente.

Materiais elaborados pelos jogadores em prol de Crivon Toran, receberão pontuações em experiência!

Foi uma excelente partida!

Criação e elaboração: Patrick, Aharon Freitas, Bruno Freitas e Brunos Santos,
Fontes de imagens: internet
Fonte da imagem da capa do artigo: autoria de Shin

Deixando a ratoeira para trás, final
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4 Comments

  1. Santa Alis já começa a convocar seus fiéis súditos para combater as tramoias do Obscuro.

    Já Sigurn está em maus lençóis….vai virar um anão-rato gordo e barbudo.

  2. O que Adryan descobriu sobre a Espada Negra tempos depois desse ocorrido?

  3. Logo após o incidente, a espada foi levada e escondida. Ele empreendeu, tempos mais tarde, pesquisas para tentar descobrir o que era, mas como não teve mais acesso a arma, sua análise ficou inconclusa. Ele suspeita que a arma poderia ser um poderoso artefato maligno.

  4. Certamente há mais do o que está evidente em todos os fatos e “sonhos” que surgem. Dom ainda permanece reticente e cético em sua fé morândesa. Na expectativa de provar que o Martelo do Senhor anões é irresoluto e inexorável.

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