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2aed1-plun2bsvirfneblin__tadas_sidlauskas Como moscas numa teia podre, parte 5 - seguindo o fantasma rumo ao desconhecido

Plun

Seguindo o fantasma rumo ao desconhecido

Thunderlad, se espantou, desvencilhou-se de Juliette que o soltou relutantemente e ficou lado-a-lado com Risonha, que também estava assustada. Ele seguiu para a vanguarda, pegando seu símbolo sagrado – um colar de prata com um emblema em forma de círculo com uma lança e uma espada cruzadas no centro, no intuito de afastar o morto, dizendo em sua língua matriz:

– Morto? Com mil lança da guerra de Magnus! Que trapaça é essa? – após dizer isso, ele voltou a falar em idioma comum – Ora essa, não é que ele está morto?! O que devemos fazer com ele? Posso pedir a benção do poder de Magnus para enviá-lo para longe, mas e aí?

De onde estava, Juliette, ainda arrepiada e assustada, voltou-se para Lypottin e perguntou:

– Lyli, você que conhece muito da natureza, o que é essa criatura?

Lypottin, acalmando sua aliada animal, com afagos, respondeu para a ladina:

– Como bem disse Juliette, sou uma conhecedora dos seres naturais e essa criatura, como percebemos, é um ser não natural. Ele é um morto-vivo. Pouco posso ajudar.

Levemente fortalecido por sua magia, Forflin perguntou para o patrício, em seu idioma, enquanto tentou detectar no svirfneblin algum sinal do que havia lhe levado a óbito, sem sucesso:

– Consegue identificar o que ele é Thunder? Que tipo de morto-vivo ele seria, se maligno ou outro tipo?

Enquanto falou, o clérigo perscrutou atentamente o gnomo cinzento, que calmamente pegou sua luva e a calçou, sem aparentemente entender o que eles dizia, por fim respondeu à Muitos-Livros, no idioma comum:

– Nossos costumes e meus ritos me dizem que ele não sabe que morreu, a julgar por suas ações. Aparentemente, ele não é mau. No idioma humano, não sei como nomear ele, mas nós anões chamamos ele de – ele fez um som grosseiro, quase gutural, mas que disse em seu idioma – “ele é uma alma penada” (assim Forflin entendeu) – o clérigo, retornou ao idioma comum e continuou – o gnomo está condenado a perambular por estes túneis até resolver seu assunto inacabado neste mundo.

Tentando vencer seu medo, ao conceber a ideia de que o gnomo provavelmente havia sido vítima de um destino cruel, Juliette se consternou e perguntou:

– Thunderlad, o que podemos fazer para ajudá-lo?

Enquanto se aproximava do gnomo, Forflin acrescentou em seguida:

– Se enterrarmos seus restos mortais, ele encontrará o descanso Thunder?

Thunderlad respondeu a ambos:

– Sem dúvida Forflin e Juliette! Podemos ajuda-lo enterrando adequadamente os restos mortais dele, com o devido rito para os mortos. Mas a questão é… onde os encontraremos, pois acredito que nem ele mesmo saiba disso.

Muitos-Livros virou-se para Igor e Edgar e perguntou, para o Mateiro:

– Igor, descobriu a origem desse sangue?

O rastreador tocou a parede nesse instante e respondeu, com um olhar triste:

– É sangue mesmo, está aqui a muito tempo, décadas, talvez um século e não é humano. Me pergunto o que ocorreu aqui com esses trabalhadores.

A comitiva olhou para Plun, que se voltou para o caminho a frente da comitiva e partiu na dianteira. O grupo, após se entreolharem longamente em desalento pela descoberta, prosseguiu seguindo o fantasma rumo ao desconhecido.

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Criação e elaboração: Patrick, Henri e Sandro
Autor da imagem de capa: Shin
Autor da imagem de Forflin: o próprio
Fonte de demais imagens: internet
Fonte de imagem da batalha: Roll20

Como moscas numa teia podre, parte 5 – seguindo o fantasma rumo ao desconhecido
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