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Como moscas numa teia podre, parte 2 – entre teias e algo podre

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Personagens envolvidos:
Juliette Tasselroff – humana endoariana – ladina
Forflin dos Muitos Livros – anão da montanha – mago
Lypottin Ente Negro – gnoma da floresta – druidisa

Correndo para um lugar estranho

Em frente a Caverna da Teia o grupo formado pelo mago Forflin dos Muitos Livros, a druidisa Lypottin Ente Negro com sua hiena Risonha, o guerreiro Edgard, o clérigo Thunderlad de Magnus e o rastreador Igor Mateiro, preparavam-se para adentrá-la, quando após um grito de morte vindo de algum lugar próximo de onde estavam, viram surgir diante deles uma bela jovem, com um semblante assustado e em lágrimas. Ela correu em direção ao grupo tão desesperadamente rápida, que o terror lhe impingiu, fez com que ignorasse a ameaçadora hiena de Lyli e o lobo de Igor. A jovem caiu aos pés de Edgar, que ficou sem reação diante daquela cena.

68c5c-forflin Como moscas numa teia podre, parte 2 – entre teias e algo podre

Forflin dos Muitos Livros

Atônitos, o grupo ouviu então os gritos de criaturas que estavam próximas e não tardariam a se aproximar, Forflin conseguiu discernir que se tratavam de orcs e que em breve a localização e furtividade do grupo estariam comprometidos. Quando começavam a definir o que fariam, eis que ouviram um estrondoso grito, vindo do ogro que acabara de despertar com todo aquele alvoroço.

Percebendo que precisavam tomar uma decisão rápida, Igor dispensou seu leal amigo lobo, enquanto Forflin decidiu encobrir a área da entrada da caverna com uma escuridão mágica que impediria percebê-los e começou a entoar seu encanto destruindo os materiais apropriados para a evocação. Edgar ergueu a jovem e fez um sinal de silêncio enquanto pegou a espada da cintura e a empurrou para dentro da caverna, Thunderlad rapidamente seguiu Igor, enquanto Lypottyin, percebendo que os orcs precisariam ser distraídos disse:

– Forflin, eu e Risonha iremos enganar os orcs, levando-os para outra direção. Se tudo der certo, os encontrarei mais tarde! ”

O mago anão tentou dissuadi-la da idéia, mas a gnoma se despediu e partiu, aparentemente sendo seguida pelo orcs, enquanto isso, o arcano viu o ogro se aproximando em disparada, contudo, não foi rápido o bastante, pois Muitos Livros conseguiu evocar as trevas e escapou a tempo de perceber que o monstro errou o alvo e acabou atingindo a entrada da caverna com uma força tal que foram ouvidos dois barulhos, um estrondo e um som de queda, acompanhando de um guincho de dor praguejante. Pedras e poeira rolaram para o interior da caverna juntamente com o grupo de aventureiros que corria cada vez mais para o interior daquele lugar estranho.

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Lypottin Ente Negro, partiu para despistar os inimigos.

Pedindo ajuda

No interior da caverna, após se recuperarem do susto e iluminando o caminho que se estendia a frente com um lampião de Igor, o grupo procedeu ao reconhecimento daquela jovem, que parecia trajar roupas finamente trabalhadas para uma aventureira, sua armadura negra, trazia o brasão da árvore com as galhas em lança da Cidade Mort e ela se identificou como Juliette Tasselroff, que olhando fixamente para Edgard, pediu pela ajuda dos aventureiros, que caso a levassem em segurança até a Cidadela Templo de Elorian, poderiam vir a ser regiamente recompensados. Eles percorreram por oito horas um túnel repleto de teias velhas e poeira, que em alguns momentos se apresentava irregular como uma gruta, segundo os anões, parecia que o caminho os levava cada vez mais para baixo.

49500-juliette2btasselroff Como moscas numa teia podre, parte 2 – entre teias e algo podre

Juliette Tasselroff

Igor decidiu que uma parte ficaria para trás, enquanto outra seguiria pelo túnel para ver até onde ele levaria. Inicialmente optaram por Forflin, Edgar e Juliette que ficariam descansando, enquanto Igor e Thunderlad seguiriam a frente. Todavia, após um tempo ouvindo a dupla de batedores se distanciar Juliette, sem se dar conta, discretamente aconselhou Edgar a trocar de lugar com seu tutor, pois a jovem e aparentemente assustada Tasselroff, continuou a ouvir o som metálico da armadura do anão que lhe parecia criar grande estardalhaço e reduzir significativamente a furtividade de Igor. Sendo assim, Thunderlad ficou com Forflin e a jovem, que apesar de ter sido ouvida em seu conselho, não queria se desfazer de Edgard.

Edgar Como moscas numa teia podre, parte 2 – entre teias e algo podre

Edgard

Durante as quatro horas de descanso a jovem informou aos dois anões que ela havia sido destacada pela Xerife da Cidadela Verde (como é conhecida a Cidadela Templo de Elorian), Lady Samira Morus D’Ilcs, para verificar o atraso nos impostos e retorno de mensagens na Vila do Unicórnio Cinza, tendo sido enviada com a colaboração de um guia e um guarda-costas pessoal, sendo que ambos haviam perecido. Após muita conversa, Thunderlad estranhou as motivações da jovem, aparentemente uma nobre, que para ele não era uma pessoa querida em seu meio, por ter sido enviada numa missão perigosa de forma tão irresponsável. De repente surgiram Igor e Edgard com novidades, falando que haviam encontrado um caminho a frente que levava a uma trifurcação.

Algo podre no ar!

O grupo avançou, após se alimentarem dos pequenos mamíferos que Igor conseguiu capturar em sua passagem com Edgard, progrediu até chegar numa trifurcação. Lá após consultarem Igor, que não sabia nada sobre o interior da caverna, os anões do grupo procederam a uma rápida análise, eles perceberam que apenas o caminho central continha um número maior de teias, o que indicava um possível encontro indesejável com aranhas. Eles decidiram tomar o caminho da esquerda que os levou, após algumas horas, a um beco sem saída, onde haviam muitas teias, como um berçário para aranhas, perto desse local a terra cedeu sob os pés de Igor e quase o levou à um lençol subterrâneo, cuja queda poderia ter sido mortal. Para piorar, eles tiveram que enfrentar duas pequenas aranhas no lugar, que apesar da ameaça que representaram, não foram páreo para o poderio do grupo. Tiveram que retornar, pois pegariam o caminho da direita, após cinco horas entre caminhada, descanso e evitando uma armadilha com a ajuda da intuitiva Juliette, alcançaram o novo caminho e chegaram numa área, onde perceberam que havia ocorrido algum tipo de soterramento, pois haviam muitos escombros por toda a volta e um buraco, que seguia com o caminho para baixo.

O grupo ponderou e decidiu descer pela depressão, optando por irem primeiro Igor e Edgard, que investigariam na frente. Eles foram e retornaram informando que os primeiros quinze minutos a frente estava tranquilo e o caminho levava a uma pequena câmara onde poderiam descansar mais um pouco. O grupo desceu sem muitas dificuldades e seguiu junto até chegarem no local indicado, ao pararem no lugar, Juliette teve um arrepio que lhe percorreu todo o corpo, enquanto Thunderlad, com seu semblante severo, pegou em sua barba e perguntou:

“- Vocês estão sentido? ”

O grupo o interpelou para saber o que era, mas parecia que a bela jovem pressentia o que ele estava para dizer, quando o clérigo prosseguiu dizendo:

“- Sinto o cheiro de algo podre no ar. ”

Thunderlad-de-magnus Como moscas numa teia podre, parte 2 – entre teias e algo podre

Thunderlad de Magnus

Para ver a continuação, clique aqui.

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Experiência

Geral:

1- Interpretação (pouca dispersão, boa interpretação) – 100 ptos
3- Confrontos (2 aranhas lobos (100 ptos) + 2 armadilhas naturais de fosso (200 ptos) = 300/5 = 60 ptos

Total: 160 ptos

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Foi uma sessão no dia 18/07/2015, começar a entrosar os personagens. Foi uma pena não podermos contar com a participação de Alonso, mas acontece e ele deverá jogar na próxima. Vamos tocar o jogo e nos divertir!

Materiais elaborados pelos jogadores em prol de Crivon Toran, receberão pontuações em experiência!

Criação e elaboração: Patrick, Henri e Sandro
Autor da imagem de capa: Shin
Autor da imagem de Forflin: o próprio
Fonte de demais imagens: internet
Fonte de imagem da batalha: Roll20

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1 Comment

  1. “Thunderlad estranhou as motivações da jovem, aparentemente uma nobre, que para ele não era uma pessoa querida em seu meio, por ter sido enviada numa missão perigosa de forma tão irresponsável”. A vida de perigos levada por aventureiros deve estar deixando o veneravel Thunderlad paranoico. Juliette e uma vitima inocente da incompetência da sua escolta. Contudo, embora seja apenas uma aristicrata destreinada, está disposta a arriscar a própria vida pela segurança de Cidade Mort, como boa patriota. Nao há razão para essa desconfiança!

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