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Medieval_city__by_Rufus_Jr-Mort-City-interior-600x374 Aventura CaLuCe: Caçada Insana em Vila da Pratinha – encontro marcado

Ruas de Vila da Pratinha.

Quando se aproximou do casebre fornecido como moradia temporária para o quarteto de interventores de Ecnor em Vila da Pratinha, mas que agora funcionava como um orfanato improvisado, Wenishy viu a jovem Silmara (13 anos), filha do mago de guerra daquela vila, Brendon Raio de Prata, segurando e ninando o bebê Bill (9 meses), filho da tesoureira da cidade.

Joshua os olhou com piedade e tristeza, pois seus pais haviam sido assassinados pelos participantes do esquema de corrupção, que gerou todos aqueles órfãos, inclusive a própria filha do prefeito, que agora estava sob a guarda deles.

A jovem, que estava sentada na soleira da porta com o bebê, levantou-se, se aproximou do paladino e lhe disse com um olhar triste:

– Mestre paladino, quando é que vamos partir para Lothian?

O paladino, que foi entrado no casebre, lhe respondeu:

– Em breve minha criança, você, assim como os demais serão encaminhados para lá, onde serão bem tratados.

A jovem lhe anuiu com a cabeça enquanto saia de seu caminho e lhe deixou passar para o interior da residência, onde tudo era silencio, pois Esmeralda Martelo de Tyr havia posicionado todas as crianças e jovens num semicírculo, onde ela estava em seu centro, ensinando aos órfãos uma prece numa bela linguagem, que mais pareceu ao paladino um belo cântico. A clériga decantava um trecho e os órfãos a acompanhavam.

Joshua se manteve em silêncio, para não quebrar a concentração e percebeu que num dos cantos da sala, em pé ao lado de uma parede estava Tyla Rufgard, que parecia contemplar aquela cena maravilhada e com atenção, como se estivesse assistindo a um sarau. Poderkaine ao se aproximar dela ouviu a jovem dizer:

– Ela está ensinando a eles uma prece muito especial. A prece do perdão. – a paladina o olhou com revolta – Será que poderemos realmente perdoar os corruptos e corruptores por todos o mal que perpetraram aqui. Pois só penso em lhes trazer a justiça Joshua!

Joshua a olhou com ternura e compreendendo suas palavras, lhe falou:

– Tyla, a justiça de Tyr é inexorável e inquebrantável. Todos eles a sentirão, mais cedo ou tarde. Só não deixe que suas emoções falem mais alto que a razão.

Ele então continuou dizendo:

– Tyla, tenho informações importantes a serem tratadas e que demandam nossa atuação urgente. Pois é de nosso conhecimento que um terceiro diab…

Antes que pudesse terminar a frase, num rápido movimento silencioso, a paladina pegou no braço de Wenishy e o levou para fora da construção, sem se dizerem uma palavra, um para o outro, eles seguram até um beco lateral a construção, onde ela lhe disse por fim:

– Ora Joshua, não poderíamos falar sobre esses assuntos na frente daquelas sofridas crianças, mas agora pode falar livremente, diga o que descobriram daquele vilão?

Poderkaine enrubesceu brevemente de vergonha por não ter tido a sensibilidade e sorriu para a paladina, ao se lembrar de algumas das últimas palavras de Tyfrass “- Ela o completará naquilo em que lhe faltar e você a ela! ” Percebendo que apesar de severa, como mulher, ela detinha carinho para aqueles que dependiam de sua força, naquele caso, as crianças, pois a própria Tyla havia perdido sua mãe muito cedo, numa dentre tantas tragédias que a guerra entre Ecnor e as forças malignas do finado Bruxo Troll. Por fim, Joshua disse:

– O vilão, temeroso pela dura pena que poderia lhe recair diante da severidade das consequências de seus atos, assumiu a culpa por seus crimes e informou sobre a presença de um terceiro diabo, num local conhecido como o Bosque dos Perdidos.

Penso em partir o quanto antes para extirpar esse mal e bani-lo de Vila da Pratinha o quanto antes.

Tyla, confirmando com a cabeça, com seu olhar resoluto, disse-lhe:

– De certo que esse diabo deverá ser destruído, mas você não irá sozinho, eu irei contigo. – a jovem elevou e pôs seu punho em riste – E nem pense em me dissuadir do contrário.

Percebendo que Rufgard exibiu seu olhar de determinação, do qual não poderia ser persuadida do contrário por ninguém, ou amedrontada mesmo pelo dracolich do Vale do Tormento se sua intenção fosse desafiá-lo, Poderkaine anuiu com a cabeça e lhe confessou:

– Não poderia escolher melhor parceira.

Assim, o paladino convocou sua montaria celeste e se dirigiu com Tyla até a rua. Ygron surgiu nos céus de Vila da Pratinha num lampejo solar, cortando as nuvens e pairando até atingir o chão da viela onde estavam os paladinos, de forma majestosa, enquanto arrancava suspiros e sons de surpresa e júbilo do povo que contemplou aquela benigna criatura que se apresentou aquela gente como uma materialização da esperança.

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Ygron, a montaria sagrada de Wenishy.

Os gritos de euforia das crianças e de adultos que se comportavam como elas foi ouvido pelas crianças que estavam no orfanato improvisado, cortando toda a concentração que tinham. Como de costume, Wenishy, desconcertado, riu ao assistir a cena, pois seu cavalo alado estava arrodeado por um mundo de gente, que se espremia para ver o animal, enquanto ouviu um guincho de repreensão, familiar:

– Weeniiishyyyyy! Você tinha que convocar sua montaria justamente no momento em que estava ensinando as preces de Tyr a essas crianças?!

Esmeralda surgiu na porta acompanhada ao fundo pela jovem Lore Bander (16 anos), que olhou o celestial animal a distância, cumprimentou os paladinos adequadamente, conforme regia o código de etiqueta dos nobres. A Clériga, olhou para a dupla e percebeu um clima pesado que indicava que algo havia acontecido ou estava para ocorrer, então perguntou:

– O que houve?

Após afastá-la da presença das crianças e jovens que a todo o instante pediam a Wenishy para montarem em seu cavalo alado, reservadamente e sem rodeios, ele respondeu a sacerdotisa:

– Estamos indo para o Bosque dos Perdidos.

Ele e Rufgard relataram a ela o ocorrido e as informações que agora tinham, Martelo de Tyr, olhando para as crianças, percebeu que aquela missão seria conduzida pelos dois paladinos, pediu para que Lore pegasse sua mochila, sendo prontamente atendida, entregou a Tyla e disse:

– Levem minha mochila, nela existem dois frascos de água benta, duas poções para curar ferimentos moderados e duas para curar leves, ainda tem uma corda de cânhamo para eventualidades. Tomem cuidado e que Tyr os abençoe e proteja em sua sagrada missão!

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Esmeralda Martelo de Tyr.

Com as palavras de Esmeralda o casal de paladinos pediu uma orientação a um transeunte que informou que o melhor lugar para se adentrar o Bosque dos Perdidos era através da trilha que existia na Fazenda dos Jonathans e apontou na direção a ser tomada. Assim, Joshua e Tyla partiram no dorso de Ygron rumo ao Bosque dos Perdidos.

Após uns poucos minutos de voo, eles alcançaram uma fazendo as margens de uma grande floresta e pousaram ao verem que haviam alguns trabalhadores laborando sua colheita de trigo.

Ao se aproximarem, foram bem recebidos pelos fazendeiros, que se excetuando pelas perguntas referentes aos atributos e possibilidade de venda de sua montaria sagrada, informaram a direção da trilha que levava ao bosque que procuravam. No entanto, ao dizerem a direção, era perceptível que tinha um olhar de desconfiança e graça.

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Árvores marcadas indicavam aquele lugar como um ponto de encontro entre amantes.

A dupla prosseguiu com base nas orientações, dispensando Ygron, que subiu aos céus e desapareceu num lampejo de luz. Até chegarem num início de trilha para a mata, onde, espalhados em algumas árvores, a dupla visualizou marcas deixadas por casais enamorados, o que indicava que ali era uma espécie de local de encontro.

O casal de paladinos subentendeu que o nome do bosque tinha alguma relação desonrosa atribuída a casais inconsequentes que, no ardor de suas paixões, se perdiam consumando suas vontades antes dos rituais de casamento. Após se entreolharem por um momento, com um olhar penetrante, Tyla afirmou a Joshua:

– Me parece que isso é um encontro marcado Joshua.

Desconcertado, Wenishy respirou fundo, se conteve ao falar inicialmente, mas quando fez a menção de proferir algumas palavras, a paladina concluiu, com um sorriso demonstrando confiança:

– Vamos Joshua! Temos um encontro marcado com um terceiro diabo.

Tyla pegou na mão de Wenishy rapidamente e o puxou para dentro da trilha, sacando sua espada com a outra mão. Os dois adentraram a trilha pensando em muitas coisas, menos em fazer daquele lugar um ponto para namorarem.

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Criação e elaboração: Patrick, Bruno Santos.
Fontes de imagens: internet
Autoria da imagem da capa do artigo: Shin

Aventura CaLuCe: Caçada Insana em Vila da Pratinha – encontro marcado
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